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Condecorações

Fernando Cândido de Jesus, 1.º Cabo de Cavalaria, da CCav1773/BCav1927: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 203, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 497 e 498, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 137, pág. 25, de Maio de 1971

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

Fernando Cândido de Jesus

 

1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º 00385567

 

Companhia de Cavalaria 1773

 

Batalhão de Cavalaria 1927

 

«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola:

28Nov1967 a 16Dez1969

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Fernando Cândido de Jesus, 1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º 00385567, natural da freguesia de São Mamede, concelho da Batalha, distrito de Leiria.


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Cavalaria 1773 (CCav1773) do Batalhão de Cavalaria 1927 «...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», no período de 28 de Novembro de 1967 a 16 de Dezembro de 1969.

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado na Ordem e Serviço n.º 34, de 26 de Abril de 1968, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA) e na Ordem do Exército n.º 20, 3.ª série, de 1968.
 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

1.° Cabo de Cavalaria, n.º 00385567
FERNANDO CÂNDIDO DE JESUS
 

CCav1773/BCav1927 — RC3
ANGOLA


4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 20 — 3.ª série de 1968.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 18 de Maio último, o 1.º Cabo n.º 00385567, Fernando Cândido de Jesus, da Companhia de Cavalaria n.º 1773/Batalhão de Cavalaria n.º 1927 — Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na OS n.º 34, de 26 de Abril de 1968, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvado o 1.º Cabo n.º 00385567, Fernando Cândido de Jesus, da Companhia de Cavalaria n.º 1773/Batalhão de Cavalaria n.º 1927 — Regimento de Cavalaria n.º 3, porque, durante a emboscada em que caiu a coluna de que fazia parte, deu provas de excepcional coragem e notável serenidade debaixo de fogo.


Verificando, mal se instalaram num abrigo, que grande parte dos seus camaradas estavam impossibilitados de reagir por terem sido atingidos pelo fogo inimigo, ou por as suas armas não funcionarem, audaciosamente abriu intenso fogo impossibilitando assim o grupo de assalto do inimigo de atingir os seus fins e abatendo os terroristas que, armados, procuravam acabar com um soldado que, gravemente ferido, pedia ajuda.


Mantendo um sangue-frio extraordinário e uma atenção concentrada, foi ainda o 1.º Cabo Cândido de Jesus quem protegeu com o seu fogo o seu comandante de Secção, a quem se lhe encravara a arma e num gesto de extraordinária abnegação, progredindo e mantendo-se debaixo de fogo, alcançou o soldado gravemente ferido, que já salvara da acção do inimigo, para lhe aplicar com o seu lenço um garrote até à chegada dos enfermeiros.


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Jornal do Exército, ed. 137, pág. 25, de Maio de 1971

 

 

1.º CABO FERNANDO CÂNDIDO DE JESUS
MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª CLASSE


O 1.º Cabo Fernando Cândido de Jesus foi condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, «pela excepcional coragem e serenidade que revelou em Angola, durante uma emboscada em que caiu a coluna de que fazia parte, verificando, ao abrigar-se, que grande parte dos camaradas estavam impossibilitados de reagir por terem sido atingidos ou por as suas armas não funcionarem, audaciosamente se descobriu e abriu fogo intenso, impossibilitando, assim, o grupo de assalto do inimigo de atingir os seus fins, e abateu os terroristas que, armados de catana, procuravam acabar com um soldado que, gravemente ferido, pedia ajuda.


Foi ainda o 1.º cabo Cândido de Jesus quem protegeu pelo fogo o seu comandante de secção a quem se encravou a arma. Progredindo e mantendo-se debaixo de fogo, alcançou o soldado ferido que já salvara anteriormente, para lhe aplicar um garrote com o seu lenço até à chegada dos enfermeiros
».

 

 

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Batalhão de Cavalaria N.º 1927
 

Identificação:
BCav1927


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 — Estremoz)


Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria João Gualberto de Abreu de Barros e Cunha
Tenente-Coronel de Cavalaria Joaquim Maria Facco Viana Barreto

 

2.º Comandante:
Major de Cavalaria Francisco Rodolfo Pereira de Santos Oliveira
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Major de Cavalaria César Augusto Rodrigo Mano
 

Comandantes de Companhia:


Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Cavalaria João Luís Laia Nogueira Mendes Paulo
Capitão de Cavalaria João Luís da Costa Estorninho


Companhia de Cavalaria 1772 (CCav1772):
Capitão Mil.º de Infantaria Ricardo António Figueiredo Alçada
Capitão Mil.º Paulo de Oliveira Assunção


Companhia de Cavalaria 1773 (CCav1773):
Capitão de Cavalaria José Miguel Cabedo de Vasconcelos


Companhia de Cavalaria 1774 (CCav1774):
Capitão de Cavalaria João Luís da Costa Estorninho
Capitão de Cavalaria Alexandre Beato Correia
 

Divisa:
«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
 

Partida:
Embarque no dia 14 de Novembro de 1967, no NTT «Uíge»; desembarque em Luanda no dia 28 de Novembro de 1967.
 

Regresso:
Embarque no dia 16 de Dezembro de 1969, no NTT «Niassa»; desembarque em Lisboa no dia 28 de Dezembro de 1969.
 

Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria 1927 (BCav1927) foi destinado ao subsector de General Freire/Nambuangongo, no Sector Meridional da Área Militar 1 (AM1, onde rendeu o Batalhão de Caçadores 1898 (BCac1898), em 7 de Dezembro de 1967.


O Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Cavalaria 1774 (CCav1774) ficaram instalados em General Freire, a
Companhia de Cavalaria 1773 (CCav1773) estacionou em Beira Baixa e a
Companhia de Cavalaria 1772 (CCav1772) no Quixico;
Como reforços, o Batalhão de Cavalaria 1927 (BCav1927)dispôs da
Companhia de Caçadores 1476 (CCac1476) e depois da Companhia de Caçadores 1733 (CCac1733) em Micula, da Companhia de Cavalaria 1695 (CCav1695) e
Companhia de Cavalaria 2441 (CCav2441), esta a partir de Novembro de 1968, em Quipedro e da
Companhia de Caçadores 1204 do Regimento de Infantaria 21 (CCac1204/RI21, da Guarnição Normal) em Lifune Tari, Fazenda Sande e Fazenda Três Marias; como apoios de fogos, tinha o
Pelotão de Morteiros 2033 (PelMort2033) e depois o Pelotão de Morteiros 1236 (PelMort1236), em Nambuangongo e as
Baterias de Artilharia 514 e 567 (BtrArt514 e BtrArt567), à ordem do Comando Sector (ComSec), distribuídas por 6 posições; ainda o recém-formado
Grupo Especial 200 (GE200) reforçou o Batalhão de Cavalaria 1927 (BCav1927).


A Zona de Acção — objecto do máximo empenhamento da guerrilha — era muito difícil, dado que o inimigo era organizado, bem armado e municiado; flagelava estacionamentos das Nossas Tropas, implantava engenhos ACar (anti-carro) Apes (anti-pessoal) e, por vezes, com grande poder de fogo, emboscava colunas, como em 5 de Janeiro de 1968 e 17 de Junho de 1968; visava especialmente fazendas em laboração e reagia às nossas penetrações com extraordinário vigor, como, quando, em 2, 3 e 4 de Janeiro de 1969, emboscou simultaneamente, vários Grupos de Combate e veio nessa operação a executar 22 flagelações sobre as Nossas Tropas.


Entretanto, uma pertinaz actividade operacional levou à destruição de várias instalações inimigas, à captura de armamento e munições e à produção de sensíveis baixas, como nas operações:
"1.ª e 2.ª Dragoada",
"Anda Cá ",
"Teresa com S",
"Bernarda",
"Vai Andando",
"Branco",
"Zacarias",
"Esperança",
"Inopinada",
"Jamor",
"Cliper" e ainda
"Mil e Vinte", esta executada fora da Zona de Acção, no âmbito do Comando Sector (ComSec).


Em 3 de Fevereiro de 1969, o Batalhão de Cavalaria 1927 (BCav1927) foi rendido na Zona de Acção pelo Batalhão de Caçadores 2859 (BCac2859) e marchou para o subsector de Catete, onde rendeu o Batalhão de Caçadores 1901 (BCac1901), tendo assumido a responsabilidade da Zona de Acção em 13 de Fevereiro de 1969.


O dispositivo foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) em Catete, a Companhia de Cavalaria 1772 (CCav1772) em Barraca, a
Companhia de Cavalaria 1773 (CCav1773) em Quifangondo e a
Companhia de Cavalaria 1774 (CCav1774) em Calomboloca e tinha como reforço a
Companhia de Caçadores 103 do Regimento de Infantaria 20 (CCac103/RI20 – da Guarnição Normal) em Cabo Ledo, havendo destacamentos das subunidades em Maria Teresa e Bom Jesus.


Nesta Zona de Acção, de especial melindre, o Batalhão de Cavalaria 1927 (BCav1927) desenvolveu permanente actividade de patrulhamento e pesquisa de notícias sobre o inimigo, que se mostrava pouco agressivo e mais empenhado em obter, ou manter, a colaboração da população.


Entretanto, as Nossas Tropas registaram alguns êxitos operacionais, destacando-se os obtidos nas operações
"Onça 1 e 2" e
"Diapasão".


Em 25 de Novembro de 1969, o Batalhão de Cavalaria 1927 (BCav1927) foi rendido na Zona de Acção pelo Batalhão de Cavalaria 2854 (BCav2854).

 

 

 

 

 

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