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Condecorações

Fernando José de Morais Jorge, Capitão de Artilharia, do CmdAgr1974: Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, págs. 292 e 293, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, págs. 50 e 51, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 131, pág. 25, de Novembro de 1970 

 

 

 

Fernando José de Morais Jorge

 

Capitão de Artilharia

 

Comando de Agrupamento 1974

 

«ACTIVOS E GENEROSOS»

 

Angola:

 

28Jan1966 a 07Abr1968

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

Fernando José de Morais Jorge, Capitão de Artilharia, nascido no dia 13 de Novembro de 1933, na freguesia e concelho de Évora;

 

Em Novembro de 1957 promovido a Alferes da Arma de Artilharia (Base), Transmissões de Artilharia;

 

Em Dezembro de 1959 promovido a Tenente;

 

Em Dezembro de 1961 promovido a Capitão;

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Lisboa) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado no Comando de Agrupamento 1974 (nota) «ACTIVOS E GENEROSOS», no período de 28 de Janeiro de 1966 a 7 de Abril de 1968.

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

 

 

Capitão de Artilharia
FERNANDO JOSÉ DE MORAIS JORGE
 

CmdAgr1974 - RAL1
ANGOLA
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 23 - 2.ª série, de 1968.
Por Portaria de 12 de Novembro de 1968:
 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Capitão de Artilharia, Fernando José de Morais Jorge.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 35, de 01 de Maio de 1968, do QG/RMA):


Que, por seu despacho de 16 de Abril de 1968, Sua Ex.ª o General Comandante da RMA (Região Militar de Angola), louvou, por proposta do Comandante da ZlLeste (Zona de Intervenção Leste):


O Capitão de Artilharia, Fernando José de Morais Jorge, do Comando de Agrupamento 1974 (CmdAgrup1974) - Regimento de Artilheira Ligeira 1 (RAL1), pela invulgar proficiência, aptidão e brilho com que vem desempenhando as funções de adjunto de operações do Cmd (Comando) da ZILeste (Zona de Intervenção Leste), mercê das quais tem imprimido a mais adequada orientação aos assuntos a seu cargo e prestado ao comando, pela sua comprovada competência, uma colaboração prestimosa, tornando-se assim credor da maior confiança e do alto conceito em que é tido o seu real valor.


Oficial inteligente, reflectido, possuidor de profundos conhecimentos teóricos e práticos e dotado em elevado grau de um verdadeiro espírito de devoção profissional militar, tem sido sempre um exemplo de lealdade e dedicação.


Demonstrando no aspecto operacional grande capacidade de avaliação das situações e soluções recomendáveis, através de análises muito profundas e seguras, tanto na enunciação de conceitos como em acções especiais de combate, de que tem sido incumbido do planeamento e mesmo do comando directo — em que arrasta consigo o pessoal e com ele partilha os riscos e sofrimentos — o Capitão Morais Jorge fez prova de coragem, decisão, sangue frio, serena energia e capacidade de comando debaixo de fogo, e ainda das suas qualidades de planificador e executante equilibrado e muito completo.


A alta noção do dever e o perfeito sentido da responsabilidade, classificam este Oficial como honrando sobremaneira as instituições militares e o Exército que tão dignificadamente serviu na Região Militar de Angola.
 

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Jornal do Exército, ed. 131, pág. 25, de Novembro de 1970

 

 

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(nota):

 

Comando de Agrupamento N.º 1974
 

Identificação:

CmdAgr1974
 

Unidade Mobilizadora:

Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL 1 - Lisboa)
 

Comandante:

Brigadeiro Joaquim Júdice Leote Cavaco
Brigadeiro Luís Mário do Nascimento
 

Corpo do Estado-Maior (CEM):

Major de Infantaria Fernando Vieira da Silva Bastos
Tenente-Coronel de Cavalaria João Carlos Craveiro Lopes
Tenente-Coronel de Cavalaria Luís Carlos Abreu de Barros Cunha
Major CEM Fernando José Pinto Simões
 

Oficial de Informações e Operações:

Tenente-Coronel de Cavalaria João Carlos Craveiro Lopes (em acumulação)
Major de Cavalaria António Teixeira da Rocha Pinto
Major CEM Fernando José Pinto Simões (em acumulação)
 

Divisa:

«ACTIVOS E GENEROSOS»
 

Partida:

Embarque em 18 de Janeiro de 1966, no NTT "Império"; desembarque em 28 de Janeiro de 1966
 

Regresso:

Embarque em 7 de Abril de 1968, no NTT "Vera Cruz"
 

Síntese da Actividade Operacional:

O Agrupamento foi colocado em Henrique de Carvalho, sendo-lhe atribuído o Comando da ZIL (Zona de Intervenção Leste) e rendendo Comando de Agrupamento 13 (CmdAgr13), em 14 de Fevereiro de 1966.


O dispositivo então existente, incluía o subsector de Cazombo, com o Batalhão de Cavalaria 1863 (BCav1863), o subsector do Luso, com o Batalhão de Artilharia 1864 (BArt1864) e o subsector de Veríssimo Sarmento, com o Batalhão de Caçadores 670 (BCac 670) — o qual dispunha então de um PCAv (Posto de Comando Avançado) instalado em permanência em Dundo (Luachimo), além de subunidades instaladas em Lubalo, Mussuco, Camaxilo e Nova Chaves.


O dispositivo da ZIL (Zona de Intervenção Leste) foi sofrendo alterações, das quais se referem a transferência do subsector do Dundo (Luachimo) para Henrique de Carvalho, em 18 de Julho de 1966, do subsector do Luso para Gago Coutinho, em 26 de Outubro de 1966, e a instalação de novo no subsector do Luso, em finais de Dezembro de 1966, agora com o Batalhão de Cavalaria 782 (BCav782). O dispositivo adoptado considerava a ocupação, até ao escalão de pelotão, de 49 localidades, em área tripla do Portugal actual.
Face à oscilação da situação operacional, logo a partir de Abril de 1966 foi constituído um Comando Avançado, no Luso, para onde o CmdAgr (Comando de Agrupamento) se deslocou, na totalidade, a partir de 1 de Julho de 1966.


Embora numa fase incipiente, o In (inimigo), dispondo já de armas automáticas individuais e colectivas, bem como de GMDef (granadas de mão defensivas) e GMOf (granadas de mão ofensivas), atacou vigorosamente as NT (Nossas Tropas), como um Mussuma, em 13 de Outubro de 1966, no Chiume, em 10 de Novembro de 1966 e o ataque a uma coluna auto, em 8 de Dezembro de 1966. Os seus alvos eleitos porém, eram as populações, que procurava aliciar por todos os meios, incluindo as da maior violência.


As NT (Nossas Tropas) de quadrícula, com a colaboração frequente de Companhias de Comandos e de Pára-quedistas, e de aviões e helis, conseguiram no entanto assinaláveis êxitos como nas operações "Lutuai", "Rio Grande", "Freio de Boca", "Sanchigongo", "Ouso", "Rubi", "Rotina 1 e 2", "Victória 1 e 2", "Caça Grossa 2", "Zenzengona", "Luena Grande", "Bacamarte" e outras.


Em finais de Agosto de 1967, o Agrupamento foi reforçado com pessoal do Comando de Agrupamento 1989 (CmdAgr1989), então desembarcado, ficando a constituir-se o Comando da ZIL (Zona de Intervenção Leste).


Em 19 de Março de 1968, o Agrupamento 1974 (Agr1974) foi substituído no comando da ZIL (Zona de Intervenção Leste) pelo Comando de Agrupamento 1988 (CmdAgr1988).

 



 

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