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Condecorações

Fernando Lourenço Martins, Alferes Mil.º de Infantaria, da CCac1676: Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 221, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, págs. 221 e 226, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 120, pág. 25, de Fevereiro de 1970 

 

 

Fernando Lourenço Martins

 

Alferes Mil.º Atirador de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 1676

 

Batalhão de Caçadores 1909

 

«INICIATIVA E ENGENHO»

 

Angola:

 

24Abr1967 a 21Jun1969

 

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Fernando Lourenço Martins, Alferes Mil.º Atirador de Infantaria, natural de Lourenço Marques (Moçambique);

 

Incorporado no 1.º turno do ano de 1966 no COM (Curso de Oficiais Milicianos);

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Caçadores 1676 do Batalhão de Caçadores 1909 «INICIATIVA E ENGENHO», no período de 24 de Abril de 1967 a 21 de Junho de 1969.

 

Após ter cumprido a sua comissão de serviço na Região Militar de Angola, passou à disponibilidade na Região Militar de Moçambique.

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria
FERNANDO LOURENÇO MARTINS
 

CCac1676/BCac1909 - RI2
ANGOLA
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 16 - 2.ª série de 1968.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 18 de Julho findo, o Alferes Miliciano de Infantaria, Fernando Lourenço Martins, da Companhia de Caçadores n.º 1676/Batalhão de Caçadores n.º 1909 - Regimento de Infantaria n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 42, de 24 de Maio de 1968, do QG/RMA):


Louvado o Alferes Miliciano de Infantaria, (06101365), Fernando Lourenço Martins, da CCac1676/BCac1909 - RI 2, pelas suas extraordinárias qualidades de chefe militar, pelo seu espírito de sacrifício, conhecimentos militares de intuição natural para este tipo de guerra, revelados em cerca de nove meses e actuação na ZIN (Zona de Intervenção Norte), da RMA (Região Militar de Angola).


Sempre voluntário para os locais de maior perigo, jamais perdeu a sua indómita coragem, revelando sempre absoluto sangue frio, decisão e serena energia debaixo de fogo.


Exemplo flagrante da sua maneira de agir é a extraordinária precisão e rapidez com que na noite de 25 de Dezembro de 1967 conseguiu com o seu grupo de Combate, sem baixas, socorrer um aquartelamento provisório das NT (Nossas Tropas), cercado havia três horas, por um numeroso grupo In (inimigo) de cerca de 50 a 70 elementos.


Depois de, no percurso, ter sido sujeito a uma emboscada e a dois ataques In (inimigo) realizados a curta distância com armas automáticas e granadas de mão, junto á ponte do rio Suége, o Alferes Martins pôs à prova a sua reconhecida bravura e serena decisão - adoptando inteligentemente a deslocação a pé, por escalões, com as viaturas no meio da formação - conseguindo seguidamente romper o cerco inimigo, penetrar no aquartelamento, remuniciar as NT (Nossas Tropas) e de colaboração com as tropas cercadas pôr o In (inimigo) em debandada.


Este feito é apenas um exemplo da sua intuição e coragem reveladas nas muitas acções em que a região onde actua é fértil.


O Alferes Martins possui realmente, em alto grau, as virtudes que honram um militar em frente do In (inimigo).

 

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Jornal do Exército, ed. 120, pág. 25, de Fevereiro de 1970

 

 

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(nota):

 

Batalhão de Caçadores N.º 1909
 

Identificação:

BCac1909
 

Unidade Mobilizadora:

Regimento de Infantaria 2 (RI 2 - Abrantes)
 

Comandante:

Tenente-Coronel de Infantaria Cassiano Diego da Silva
 

2.º Comandante:

Major de Infantaria Luís Filipe de Menezes Falcão
 

Oficial de Informações e Operações/Adjunto:

Major de Infantaria Aníbal José Mendes Ginja Brandão dos Santos Viegas
 

Comandantes de Companhia:

Companhia de Comando e Serviços (CCS):

Capitão do Serviço Geral do Exército Eduardo Augusto da Silva
Capitão do Serviço Geral do Exército António Artur dos Santos Barros Nazaré
 

Companhia de Caçadores 1675 (CCac1675):

Capitão de Infantaria Emídio Crisóstomo Machado de Sousa Vicente
 

Companhia de Caçadores 1676 (CCac1676):

Capitão de Infantaria Francisco José Ferreira Dias
Capitão de Infantaria Francisco Esmeraldo da Gama Prata
 

Companhia de Caçadores 1677 (CCac1677):

Capitão de Infantaria José Carlos da Silva Gueifão
 

Divisa:

"Iniciativa e Engenho"
 

Partida:

Embarque em 15 de Abril de 1967, no NTT «Vera Cruz»; desembarque em 24 de Abril de 1967
 

Regresso:

Embarque em 21Jun69
 

Síntese da Actividade Operacional:

O Batalhão de Caçadores 1909 (BCac1909) foi destinado ao subsector de Zemba, no Sector D, onde foi render o Batalhão de Cavalaria 1884 (BCav1884), assumindo a responsabilidade em 9 de Maio de 1967.


O dispositivo foi: o Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Caçadores 1677 (CCac1677) em Zemba, a Companhia de Caçadores 1675 (CCac1675) em Cambamba, a Companhia de Caçadores 1676 (CCac1676) em Mucondo; a Companhia de Caçadores 1606 (CCac1606) e depois a Companhia de Caçadores 1436 (CCac1436) reforçaram o BCaç (1909) em Vista Alegre, enquanto o apoio de fogos foi conferido pelo Pelotão de Morteiros 1121 (PelMort1121) e depois pelo 1237 (Pelotão de Morteiros 1237), em Zemba; um Pelotão da Companhia de Caçadores 1204 do Regimento de Infantaria 21 (Pel CCac1204/RI 21 (GN - Guarnição Normal) estava como reforço na Fazenda Sande.


Na ZA (Zona de Acção) o In (inimigo) montava emboscadas fazendo recurso a muitas armas automáticas que incluíam metralhadoras; atacava fazendas em laboração, causando mortos e feridos e ainda povoações, cujas Milícias o repeliam, muitas vezes, com baixas.


Destacam-se os ataques a fazendas em 21 de Agosto de 1967 e sobretudo em 16 de Dezembro de 1967, que incluíram saque a captura de armas das forças civis de protecção. O In (inimigo) reagia fortemente às penetrações das NT (Nossas Tropas), não conseguindo porém eximir os seus "quartéis" à destruição.


Como operações mais rendosas para as NT (Nossas Tropas), mencionam-se "Primeira Espera", "Ver para Crer", "Emboscada" e "Caiado".


Após ter sido rendido em Zemba pelo Batalhão de Caçadores 2833 (BCac2833), que assumiu a responsabilidade em 22 de Março de 1968, marchou para Luanda onde ficou à ordem do COMDEL (Comando de Defesa de Luanda), a partir de 4 de Abril de 1968; em 16 de Abril de 1968, substituiu nos serviços de protecção, controlo e segurança da rede de Luanda o Batalhão de Cavalaria 2830 (BCav2830).


Em 14 de Dezembro de 1968, o Batalhão de Caçadores 1909 deslocou-se para os Dembos, para a área da Fazenda Margarido, onde fora constituído o Subsector T, tendo substituído nessa missão de intervenção o Batalhão de Cavalaria 2830 (BCav2830). O dispositivo então adoptado foi o seguinte: o Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Caçadores 1676 (CCac1676) na Fazenda Margarido, a Companhia de Caçadores 1675 (CCac1675) na Fazenda Cunha e Irmão, a Companhia de Caçadores 1677 (CCac1677) em Dange, a Companhia de Caçadores 2364 (CCac2364) na Fazenda Maria Fernanda e a Companhia de Cavalaria 2330 (CCav2330) na Missão.


Nesta ZA (Zona de Acção), com forte implantação do inimigo, o Batalhão obteve significativos êxitos nas operações "Apoio", "Busca" e "Apoio 8", entre outras, tendo sido incumbido de manter emboscadas, nomadizações, batidas e reconhecimentos armados, com vista à exploração dos resultados obtidos na operação "Nova Luz" levado o efeito pelo Comando da RMA (Região Militar de Angola).


Em 20 de Fevereiro de 1969, o Batalhão recolheu a Luanda, assumindo a missão de reserva da RMA (Região Militar de Angola), tendo tomado parte em diversas operações na área da ZIN (Zona de Intervenção Norte), de que se destaca a operação "Exploração 1", realizada na região a sul do rio Dange.


Em 19 de Abril de 1969, tendo substituído novamente o Batalhão de Cavalaria 2830 (BCav2830), ficou à disposição do COMDEL (Comando de Defesa de Luanda), onde lhe couberam missões de segurança e controlo de pessoal e instalações.


Em 14 de Junho de 1969, foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 2872 (BCac2872) e regressou à Metrópole em seguida.

 

 

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