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Falecimento

Francisco Manuel Cavaco Malagueira, Sargento-Chefe Pára-Quedista

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos extraídos da Folha de Assentos, cedida pelo seu filho

David Manuel Rito Malagueira

 

Apoio de um colaborador do portal UTW

 

 

Faleceu, no dia 2 de Março de 2020, o veterano

 

Francisco Manuel Cavaco Malagueira

 

Sargento-Chefe Pára-Quedista

 

 

 

Angola:

 

3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»

30Abr > 17Nov1961

03Jan > 03Ago1963

25Out1963 > 22Nov1964

 

 

Guiné:

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12

«UNIDADE E LUTA»

13Dez1966 > 21Mai1968

 

 

 

Moçambique:

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»

17Jun > 31Dez1970

 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 «FAMOSA GENTE À GUERRA USADA»

01Jan1971 > 08Jun1972

 

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar
 

Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe
Colectiva
 

Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas
Norte de Angola: 1961 - 1964

 

Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas
Guiné: 1966 - 1968


Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas
Moçambique: 1970 - 1972


Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma
Colectiva


Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito
Colectiva

 

 

Francisco Manuel Cavaco Malagueira, Sargento-Ajudante Pára-Quedista na situação de reforma, n.º 46190759.

Nasceu no dia 25 de Julho de 1938 em Mourão (Alto Alentejo), filho de Maria Gertrudes e de Joaquim Manuel Malagueira.

Em 6 de Abril de 1959 assentou praça no Batalhão de Caçadores 8 (BC8 - Elvas) «DISTINTOS VÓS SEREIS NA LUSA HISTÓRIA COM OS LOUROS QUE COLHESTE NA VITÓRIA»;

Em 28 de Abril de 1961 concluiu no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP – Tancos) o 11.º curso de pára-quedismo militar, sendo-lhe concedido o brevet n.º 755;

Em 30 de Abril de 1961 aerotransportado do Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) para a Base Aérea n.º 9 (BA9 -Luanda), ficando colocado na 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (3ªCCP/BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;

 

Em 17 de Novembro de 1961 regressou por via aérea à Metrópole e ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos);

Em 15 de Março de 1962 promovido a 2.º Cabo Pára-Quedista;

Em 15 de Maio de 1962 promovido a 1.º Cabo Pára-Quedista;

 

Em 1962, pela Ordem de Serviço n.º 147 do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP), louvado pelo Comandante do RCP, porque,

 

«durante a Escola de Recrutas, pela sua acção contínua, metódica e disciplinada, nunca se poupando a esforços revelou excelente auxiliar dos respectivos Comandantes de pelotão ao mesmo tempo que, pelo constante exemplo e aprumo soube impor-se à consideração dos instruendos»;


Em 3 de Janeiro de 1963 voltou a Angola e à 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (3ªCCP/BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;

Em 3 de Agosto de 1963 regressou ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos);

Em 25 de Outubro de 1963 voltou a Angola e à 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (3ªCCP/BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;


Em 15 de Janeiro de 1964 agraciado com a
Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar, porque


«
servindo no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) durante 2 anos, contando muitas missões de combate, sempre se revelou um militar muito destemido, corajoso e esforçado, procurando apesar da inferioridade física e que por vezes foi afectado, dar sempre o máximo rendimento para que o seu pelotão cumprisse da melhor maneira. Muito correcto, aprumado e disciplinado, o 1º cabo Malagueira soube, pelas suas excelentes qualidades de trabalho, modéstia e esmerada educação, grangear a muita simpatia e consideração dos seus superiores, constituindo um exemplo a seguir pelos seus camaradas».

Em 22 de Novembro de 1964 regressado à Metrópole e colocado no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos);

 

Em 17 de Março de 1965, pela Ordem de Serviço n.º 64/65 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12, agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas no Norte de Angola;

Em 10 de Outubro de 1966 promovido a Furriel Pára-Quedista;


Em 7 de Dezembro de 1966, tendo sido mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarcou em Lisboa rumo ao estuário do Geba (Bissau);

Em 13 de Dezembro de 1966 aumentado ao efectivo do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12 - Guiné) «UNIDADE E LUTA»;


Em 3 de Maio de 1968, pela Ordem de Serviço n.º 106 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12, considerado abrangido pelo Art.º único do Decreto-Lei 48328 de 10 de Abril de 1968, tendo direito a usar o distintivo especial da
Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe, nos termos do § único do Art.º 49.º do Decreto 35667 de 28 de Maio de 1946;
 

Em 21 de Maio de 1968 regressado por via aérea à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos);

Em 31 de Maio de 1968, pela Ordem de Serviço n.º 123 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12, agraciado com a
Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas da Guiné Portuguesa;

Em 10 de Outubro de 1968 promovido a 2.º Sargento Pára-Quedista;

Em 8 de Junho de 1970, tendo sido mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, embarcou no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9 - Luanda) e destino final ao Aeródromo Base n.º 8 (AB8 - Mavalane);

Em 17 de Junho de 1970 colocado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31-Beira) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»;

Em 1 de Janeiro de 1971 transferido para o Batalhão de Caçadores 32 (BCP32 - Nacala) «FAMOSA GENTE À GUERRA USADA»;


Em 6 de Março de 1972, pela Ordem de Serviço n.º 55/72  do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32, agraciado com a
Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas à província de Moçambique;

Em 8 de Junho de 1972 regressado definitivamente à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP-Tancos);


Em 10 de Outubro de 1972 promovido a 1.º Sargento Pára-Quedista.

Em 28 de Fevereiro de 1973, pela Ordem à Aeronáutica n.º 6 - 2.ª série e Ordem de Serviço n.º 57/74 de 9 de Março de 1974, concedido direito ao uso da insígnia da
Condecoração Colectiva da Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma, concedida ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21.


Em 11 de Abril de 1989, deferido requerimento em que solicitava autorização para uso do distintivo especial da
Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, condecoração conferida por alvará em 3 de Janeiro de 1985 do Presidente da República, ao Corpo de Tropas Pára-Quedistas, pelo honroso comportamento em combate durante a Guerra do Ultramar, (Nota n.º 587/Just. de 12 de Abril de 1989, da Repartição de Justiça do Estado Maior da Força Aérea).

Faleceu no dia 2 de Março de 2020, como Sargento-Chefe Pára-Quedista na situação de reforma.
 

Paz à sua Alma

 

 

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