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Condecorações

Francisco Martins Pires, Soldado de Cavalaria, da CCav1401/BCav1851: Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo IV, pág. 52, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 485 e 486, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 87, pág. 50, de Março de 1967

Diário de Lisboa, ed. 15303, de 24 de Julho de 1965

Diário de Lisboa, ed. 16060, de 3 de Setembro de 1967

 

 

 

Francisco Martins Pires

 

Soldado de Cavalaria, n.º 111/65-M

 

Companhia de Cavalaria 1401

 

Batalhão de Cavalaria 1851

 

«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola:

 

02Ago1965 > 22Ago1967

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

 

Francisco Martins Pires, Soldado de Cavalaria, n.º 111/65-M.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Cavalaria 1401 do Batalhão de Cavalaria 1851 (BCav1851) «...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», no período de 2 de Agosto de 1965 a 22 de Agosto de 1967.

 

Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, publicado na Ordem de Serviço n.º 57, de 15 de Julho de 1965, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA) e por Portaria de 21 de Dezembro de 1966, publicada na Ordem do Exército n.º 2 - 3.ª série, de 1967.

 

Agraciado com o Prémio de Governador-Geral de Angola (Jornal do Exército, ed. 87, pág. 50, de Março de 1967)

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

Soldado de Cavalaria, n.º 111/65-M
FRANCISCO MARTINS PIRES
 

CCav1401/BCav1851 - RC3
ANGOLA
 

2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 2 – 3.ª série, de 1967.


Por Portaria de 21 de Dezembro de 1966:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola:


O Soldado n.º 111/65-M, Francisco Martins Pires, da Companhia de Cavalaria n.º 1401do Batalhão de Cavalaria n.º 1851 — Regimento de Cavalaria n.º 3.

 
Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 57, de 15 de Julho de 1966, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvado o Soldado n.º 111/65-M, Francisco Martins Pires, da Companhia de Cavalaria n.º 1401do Batalhão de Cavalaria n.º 1851, por, em combate, ter demonstrado excepcionais qualidades de valentia, sangue-frio, desprezo pela vida e decisão, debaixo de intenso fogo inimigo.


Tendo a coluna de que fazia parte, sido alvo duma emboscada e atingida a sua viatura por uma das minas colocadas pelo inimigo na picada, houve-se de forma a merecer os maiores elogios.


De pé e a peito descoberto, indiferente ao perigo que corria, empunhou a sua metralhadora, fazendo rajadas oportunas e ajustadas sobre o morro de onde o inimigo alvejava a coluna, conseguindo fazê-lo calar, possibilitando pela sua destemida acção, que as Nossas Tropas removessem uma das minas que não deflagrara.


Resolvido este incidente, o Soldado Martins Pires, saltou à picada e colocado à frente da viatura testa, abriu caminho pelo fogo da sua metralhadora, pondo em debandada o grupo inimigo de detecção à frente, o que permitiu à coluna sair da zona de morte.


Pela destemida forma como agiu, pelo conceito em que já era tido, revelou em pleno, excepcionais qualidades de heroísmo, abnegação, coragem, decisão e desprezo pela vida, que tão exuberantemente demonstrou, constituindo exemplo de total dedicação ao ideal da Pátria, engrandecendo as glórias da sua Unidade e do Exército.

 

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Prémio Governador-Geral de Angola

 

 

Soldado Francisco Martins Pires


O soldado Francisco Martins Pires tem demonstrado excepcionais qualidades de valentia, sangue-frio, desprezo pela vida e decisão, debaixo de intenso fogo inimigo.


Tendo a coluna de que fazia parte sido alvo de uma emboscada, houve-se de forma a merecer os maiores elogios.


Pela destemida forma como agiu, revelou em pleno excepcionais qualidades de heroísmo, abnegação e coragem, que exuberantemente demonstrou, constituindo exemplo de total dedicação ao ideal da Pátria e engrandecendo as glórias de sua Unidade e do Exército.

 

 

 

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Batalhão de Cavalaria N.º 1851
 

Identificação:
BCav1851
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria n.º 3 (RC 3 - Estremoz)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Alberto Carlos Perestrelo de Alarcão da Silveira
 

2.º Comandante:
Major de Cavalaria José Luís Trinité Rosa
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria João Sequeira Marcelino
Capitão de Cavalaria Francisco Manuel Martins dos Santos
Capitão de Cavalaria Jorge Manuel Bicudo e Castro Valério
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército Carlos Francisco
 

Companhia de Cavalaria 1401 (CCav1401):
Capitão Mil.º de Cavalaria Joaquim da Silva Prado
 

Companhia de Cavalaria 1402 (CCav1402):
Capitão de Cavalaria Rui Manuel Bruno Machado Pessoa de Amorim
 

Companhia de Cavalaria 1403 (CCav1403):
Capitão de Cavalaria Rogério Montefalco Sarmento Pereira
Capitão de Cavalaria Francisco Manuel Martins dos Santos
Capitão de Cavalaria Graduado Orlando José do Espírito Santo Ramos
 

Divisa:
«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
 

Partida:
Embarque no NTT «Vera Cruz», no dia 24 de Julho de 1965; desembarque no dia 2 de Agosto de 1965
 

Regresso:
Embarque no NTT «Uíge», no dia 22 de Agosto de 1967; desembarque em Lisboa, no dia 3 de Setembro de 1967.
 

Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria 1851 foi destinado ao subsector de Zala, no Sector D, ali rendendo o Batalhão de Cavalaria 745 (BCav745) e assumindo a responsabilidade do subsector em 14 de Agosto de 1965.


O dispositivo foi o seguinte:
O Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) aquartelaram em Zala, bem como a Companhia de Cavalaria 1403 (CCav1403), a
Companhia de Cavalaria 1402 (CCav1402) ficou em Bela Vista e a
Companhia de Cavalaria 1401 (CCav1401) em Vila Pimpa; como apoio de fogos dispunha da
4.ª Bateria do Grupo de Artilharia de Campanha de Luanda (4ªBtr/GACL) – Guarnição Normal e do
Pelotão de Morteiros 1020 (PelMort1020) em Zala; a
Companhia de Artilharia 1562 (CArt1562), em reforço, desde Abril de 1966, ficou em Zala e depois em Bela Vista.


A ZA (Zona de Acção) do BCav [BCav1851] coincidia com o fulcro da guerrilha e a área do seu maior empenhamento; estava bem armada, municiada e moralizada e revelou-se quase diariamente por muito fortes acções de fogo contra colunas auto, conjugadas com implantação de minas ACar (Anti-carro) e APes (Anti-pessoal). Foi precisamente nas reacções a estas emboscadas, que as NT (Nossas Tropas) obtiveram os seus maiores êxitos, pois, embora sofrendo-as, causaram ao inimigo baixas muito superiores, mau grado as desvantagens do terreno, a nossa exposição, aos ataques e a escolha e preparação dos locais de emboscada pelo inimigo.


Destas reacções das Nossas Tropas, destacam-se as de 2 de Novembro de 1965, na estrada Ambriz-Zala, de 1 de Junho de 1966 na Camioneta Vermelha e de 27 de Junho de 1966 na estrada Nambuangongo-Zala.


Das operações realizadas, mencionam-se "Determinados", "Madureira" e "Dever", entre outras.
Em 12 de Setembro de 1966, foi substituído no subsector de Zala pelo Batalhão de Caçadores 1892 (BCac1892).


A seguir, o BCav [BCav1851] rodou, rendendo o Batalhão de Caçadores 670 (BCac670), em 23 de Setembro de 1966, para o sector da Lunda, na ZIL (Zona de Intervenção Leste), com sede em Henrique de Carvalho, onde aquartelaram o
Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Cavalaria 1403 (CCav1403), ficando a
Companhia de Cavalaria 1401 (CCav1401) no Dundo e a
Companhia de Cavalaria 1402 (CCav1402) em Cassinguidi; como reforços, dispunha da
Companhia de Caçadores 1517 (CCac1517) em Lubalo e depois em Lumege, da
Companhia de Caçadores 1518 (CCac1518) em Mussuco e da
Companhia de Caçadores 1519 (CCac1519) em Camaxilo, havendo destacamentos de pelotão em Canzar, Luia, Lóvua, Veríssimo Sarmento, Cacolo, Luremo, Catxinga, Cuango, Caungula e Cuilo.


O inimigo começou a revelar-se, por assaltos a povoações, eliminações físicas dos chefes-nativos e emboscadas a viaturas civis, após a entrada em sector do BCav [BCav1851], nomeadamente com ataques a Cazoa, Chimbila e à serração do Luvo. Para travar a acção do inimigo) foram desencadeadas muitas operações, das quais se salientam, pelas baixas causadas, as operações "Leopardo", "Diamante Azul" e "Jacaré".


Em 14 de Agosto de 1967, o BCav [BCav1851] foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 1892 (BCac1892).

 

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Diário de Lisboa, ed. 15303, de 24 de Julho de 1965
 
A partida
 
 
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Diário de Lisboa, ed. 16060, de 3 de Setembro de 1967
 
O regresso
 


 

 

 

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