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Falecimento

Altino Amadeu Pinto de Magalhães, General de 4 estrelas.

 

HONRA E GLÓRIA

Nota de óbito

Fontes:

Elementos cedidos pelo veterano J. C. Abreu dos Santos

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

 

Faleceu, no dia 24 de Janeiro de 2019, no Lar Militar do IASFA - Instituto de Acção Social das Forças Armadas (Oeiras), o veterano:

 

 

Altino Amadeu Pinto de Magalhães

 

General de 4 estrelas

 

08Mai1922 > 24Jan2019

 

Batalhão de Nova Lisboa (Angola)

 

Comando Territorial Independente de Macau

 

Chefe do Estado-Maior do QG/RMA (Angola)

 

Comandante do Sector Militar de Uíge (Angola)

 

Comandante-interino da ZMN/RMA (Angola)

 

Comandante da Região Militar de Angola

 

Adjunto do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola

 

Presidente da Direcção Nacional da Liga dos Combatentes

 

Presidente da Comissão Executiva do Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar

 

Ordem Militar de Avis, grau Oficial

Ordem Militar de Avis, grau Comendador

Medalha de Mérito Militar de 2.ª classe

Ordem Militar de Avis, grau Grande - Oficial

Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma

Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar

Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo

Medalha da Defesa Nacional de 1ª classe

 


Altino Amadeu Pinto de Magalhães, General de 4 estrelas.


Nasceu no dia 8 de Maio de 1922 em Ribalonga (Carrazeda de Ansiães).

Em 12 de Agosto de 1940 ingressa como cadete na Escola do Exército;

Em 1 de Novembro de 1943 promovido a alferes de infantaria, sucessivamente colocado como comandante de pelotão nos RI9-Lamego (Regimento de Infantaria 9), RI8-Braga (Regimento de Infantaria 8) e RI4-Faro, (Regimento de Infantaria 4) e como oficial de transmissões e informações no BII18-Ponta Delgada (Batalhão Independente de Infantaria 18);

Em 1 de Dezembro de 1946 promovido a tenente e nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, colocado no recém-constituído Batalhão de Nova Lisboa;

Em Dezembro de 1948 promovido a capitão, regressa à Metrópole e fica colocado no RI8-Braga (Regimento de Infantaria 8);

No início de 1950 nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina de Macau, como comandante de companhia;


Em 1952 volta a Angola;

Em 1953 regressado à Metrópole, colocado no RI2-Abrantes (Regimento de Infantaria 2) como oficial de operações;

Em 7 de Fevereiro de 1955 agraciado com o oficialato da Ordem Militar de Avis;


Em Dezembro de 1957 promovido a major, colocado na 3ª Repartição da Direcção-Geral do Ministério do Exército;

Em 14 de Maio de 1960 conclui o curso complementar de estado-maior;

Em 7 de Maio de 1961 promovido a tenente-coronel;

Em 5 de Junho de 1961 colocado no Funchal, como comandante do BII19 (Batalhão Independente de Infantaria 19);


Em 30 de Junho de 1961 louvado pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, porque...


- «Tendo desempenhado as funções de chefe de instrução de sargentos e praças durante o período de cerca de três anos, que abrangeu o da reorganização da instrução e de preparação de forças, sempre evidenciou grande dedicação pelo serviço, inteligência, espírito prático, lealdade e entusiasmo, qualidades estas que lhe permitiram não só vencer as dificuldades que se lhe depararam, mas ainda o tornaram digno da consideração e amizade de todos que com ele trabalharam, em tudo se revelando um oficial de grande categoria, tendo prestado serviços no Estado-Maior do Exército dignos do maior louvor.»

Em 7 de Novembro de 1962 agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Avis;


Em 10 de Maio de 1963 regressa à Metrópole e ao EME (Estado-Maior do Exército);


Em 18 de Junho de 1963 agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 2ª classe;


Em 20 de Outubro de 1964 nomeado professor eventual do curso de promoção a oficial superior, para o ano lectivo de 1964/65 do IAEM-Pedrouços (Instituto dos Altos Estudos do Exército);

Em 9 de Junho de 1965 ingressa no Corpo de Estado-Maior do Exército;

Em 1966 segue para o Rio de Janeiro como adido militar, naval e aeronáutico junto da Embaixada de Portugal;

Em Maio de 1968 promovido a coronel;


Em 1969 regressa a Lisboa, sendo nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, como chefe do estado-maior do QG/RMA (Quartel General da Região Militar de Angola);

Em 19 de Julho de 1969 agraciado com a Medalha de Mérito Santos Dumont, do Brasil, por ter sido louvado...


- «Pela forma altamente meritória como desempenhou as funções de adido militar junto da Embaixada de Portugal no Rio de Janeiro, mais uma vez confirmando as suas altas qualidades profissionais e de carácter, granjeando não apenas o respeito e amizade de todos os elementos da Embaixada, como também a consideração e simpatia das autoridades civis e militares brasileiras, muito contribuindo para o melhor conhecimento e estreitamento das relações entre as Forças Armadas de Portugal e do Brasil, e merecendo do embaixador de Portugal, em comunicação oficial às autoridades portuguesas, a expressão do alto apreço pela pela acção que desenvolveu, em tudo prestigiando o estado-maior e prestando serviços relevantes e distintos.»
 

Em 10 de Outubro de 1969, agraciado com o oficialato da Ordem do Mérito Militar, com o grau de Comendador da Ordem do Mérito Naval, com a Medalha do Pacificador e com o oficialato da Ordem do Mérito Aeronáutico, todas do Brasil;

 

Em 31 de Agosto de 1970 agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Avis;

Em 6 de Abril de 1971 termina a sua missão no QG/RMA (Quartel General da Região Militar de Angola) e regressa à Metrópole, sendo nomeado para frequentar no IAEM (Instituto dos Altos Estudos do Exército) o curso de altos comandos;

Em 20 de Julho de 1971 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma, porque...


- «Durante a sua importante comissão na Região Militar de Angola, em que desempenhou as funções de chefe do estado-maior do respectivo Quartel-General, confirmou, mais uma vez, as excelentes e invulgares qualidades que o impõem como um muito distinto oficial do corpo do estado-maior.

 

Dotado de brilhantes qualidades de inteligência e de carácter, muito competente e leal, foi um precioso colaborador e auxiliar do Comando, mormente no que se refere à impulsão dada à actividade operacional.

 

O seu fino trato, elevada ponderação e a sua indiscutível camaradagem revelaram-se, em particular, na forma como soube sempre lidar com os comandantes das unidades da Região Militar de Angola, compreendendo as suas dificuldades e ajudando a resolver os seus problemas, por forma a granjear o respeito e admiração de todos os que com ele tiveram oportunidade de privar.

 

Orientou com são critério, muita elevação e firmeza os trabalhos de estado-maior, fortalecendo o espírito de equipa e tirando útil, oportuno e elevado rendimento da actividade das repartições do Quartel-General.

 

Trabalhador infatigável, de uma dedicação sem limites, devotou-se inteiramente às suas funções e missão que realizou, sem ostentações inúteis, obra deveras notável no que diz respeito não só aos estudos que foi necessário levar a cabo com vista às remodelações e adaptações, do dispositivo operacional da Região Militar de Angola, à evolução da situação, mas também às propostas sempre elaboradas com oportunidade e meticuloso cuidado, pelo que os seus esclarecidos pareceres foram contributo valioso para as decisões tomadas e solução de importantes problemas postos ao Comando.

 

Nunca se escusou a quaisquer sacrifícios, deslocando-se até junto das tropas em operações sempre que isso foi necessário ou conveniente.

 

Com a sua actuação serena e esclarecida junto destas, concorreu para a boa execução das ordens e directivas do Comando, ao mesmo tempo que a todos comunicou o seu entusiasmo e fé na vitória final das nossas armas.

 

Por tudo se considera que o coronel Altino de Magalhães prestou ao Exército serviços que muito aumentam o prestígio deste e que, pela sua natureza, merecem ser considerados extraordinários, relevantes e distintos.»

Em 31 de Maio de 1972 conclui o curso de altos comandos;


Em 25 de Setembro de 1972, coronel tirocinado, encontrando-se em serviço na Província Ultramarina de Angola como comandante do sector militar do Uíge, passa a acumular funções de governador distrital do Uíge;

Em 25 de Abril de 1973 agraciado com a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar;


Em 17 de Agosto de 1973 promovido a brigadeiro;

Na manhã de 25 de Abril de 1974 recebe no AB3-Negage (Aeródromo Base n.º 3), «notícias de uma rádio sul-africana relativas ao golpe de Estado em Lisboa»;

Em 7 de Maio de 1974 passa a acumular as anteriores funções, com as de comandante-interino da ZMN/RMA (Zona Militar Norte da Região Militar de Angola);

Em 25 de Julho de 1974 cessa em Luanda todas as anteriores funções, sendo «graduado em general contra sua vontade», empossado comandante da RMA (Região Militar de Angola) e adjunto do CCFAA (Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola), e supostamente "membro da Junta Governativa de Angola" (na qual nunca exerceu quaisquer funções efectivas);

Em 24 de Setembro de 1974 chamado a Lisboa pelo CEMGFA (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas) general Costa Gomes;


De 27 a 28 de Outubro de 1974 participa em Cangumbe, como comandante da RMA (Região Militar de Angola) integrado numa delegação do MFA-Angola (Movimento das Forças Armadas - Angola), em conversações com a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola);

Em 8 de Dezembro de 1974 regressa à Metrópole e ao EME (Estado-Maior do Exército);

Em 6 de Janeiro de 1975 nomeado governador militar dos Açores;

Em 27 de Agosto de 1975 passa a acumular o cargo militar, com funções civis de presidente da Junta Regional dos Açores;

Em 9 de Setembro de 1976 regressa de Ponta Delgada a Lisboa, sendo nomeado Director de Instrução do EME (Estado-Maior do Exército);


Em 1978 nomeado Vice-Chefe do Estado Maior do Exército;

Em 23 de Junho de 1979 promovido a general de 4 estrelas;


Em 9 de Julho de 1979 nomeado Vice-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas;

Em 5 de Março de 1981 nomeado Director do Instituto de Defesa Nacional;

Em 7 de Maio de 1984 cessa funções no IDN (Instituto de Defesa Nacional) e passa à situação de reserva;


Em 3 de Agosto de 1984 agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo;


Em Março de 1986 eleito presidente da Direcção-Geral da Liga dos Combatentes;


Em 30 de Maio de 1986 nomeado para integrar o Conselho Supremo da Sociedade Histórica da Independência de Portugal;

Em 1989, na qualidade de representante máximo da Liga dos Combatentes, preside à Comissão Executiva do Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar;
 


Em 7 de Novembro de 1991 passa à situação de reforma;

Em 15 de Janeiro de 1994, nas imediações do Forte do Bom Sucesso (Belém - Lisboa), integra as entidades oficiais à inauguração do Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar;

No início do 2º trimestre de 1996 cessa a presidência da Direcção-Geral da Liga dos Combatentes, passando a presidir ao respectivo Conselho Supremo;

Em 15 de Setembro de 2003, agraciado com a Medalha da Defesa Nacional de 1ª classe:


- «Louvo o general Altino Amadeu Pinto de Magalhães, oficial de elevadíssimo prestígio, granjeado ao longo da sua longa e brilhante carreira ao serviço do Exército e das Forças Armadas, bem como pelas actividades que, após ter deixado o activo, continuou a desenvolver em prol dos valores pátrios.


O general Altino de Magalhães, nos últimos anos, tem dedicado o seu esforço, saber e prestígio ao serviço da Liga dos Combatentes, onde, depois de ter desempenhado o cargo de presidente da Liga de forma altamente relevante, como então foi reconhecido pelo Ministro da Defesa Nacional, é presentemente o presidente do conselho supremo.


No desempenho das actuais funções de presidente do conselho supremo, órgão consultivo ao mais alto nível da Liga, o general Altino de Magalhães tem, pela sua personalidade ímpar, grandeza de alma, inquebrantável patriotismo e amor à causa pública, contribuído de forma determinante para que a Liga dos Combatentes continue a perseguir os elevados objectivos que a norteiam, designadamente na promoção de acções de exaltação do amor à Pátria e da defesa dos valores morais e históricos de Portugal, que nos solidarizam no cumprimento do dever cívico fundamental da defesa da Pátria.


Face ao acima referido, é particularmente grato ao Ministro de Estado e da Defesa Nacional, por ocasião do octogésimo aniversário da Liga dos Combatentes, dar público realce aos serviços prestados como presidente do conselho supremo da Liga dos Combatentes pelo general reformado Altino Amadeu Pinto de Magalhães, que dão honra e lustre à Liga dos Combatentes, às Forças Armadas, à Defesa Nacional e ao País.
»
 


A sua Alma repousa em Paz.
 


Missa de corpo presente na Igreja de São João de Deus (Lisboa), pelas 12:00 de 26 de Janeiro de 2019, prosseguindo o préstito até ao Cemitério do Alto de São João, onde pelas 14:00 têm lugar honras fúnebres.

À sua Família enlutada, aos amigos e camaradas-d'armas, a equipa editorial do Portal UTW manifesta, por este meio, muito sentidas condolências.

     
 

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