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Falecimento

Faleceu no dia 17Nov2018, o veterano José Alberto Loureiro dos Santos, General

 

HONRA E GLÓRIA

Nota de óbito

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

Faleceu, no dia 17 de Novembro de 2018, o veterano

 

 

José Alberto Loureiro dos Santos

 

General

(na situação de reforma)

 

Bateria de Artilharia Antiaérea 368 (Angola)

 

Quartel General do CTICV (Cabo Verde)

 

2 Medalhas de Prata de Serviços Distintos

 

Ordem Militar de Avis, grau Cavaleiro

 

 

José Alberto Loureiro dos Santos, General na situação de reforma.


Nascido em 2 de Setembro de 1936 na aldeia de Vilela do Douro, freguesia de Celeirós, concelho de Sabrosa; seu pai era cabo da GNR , chefe de posto em Vila Pouca de Aguiar;

Após os estudos primários na escola de Vila Pouca de Aguiar, foi para casa de uma tia materna no Porto, onde concluiu no Liceu Rodrigues de Freitas o curso complementar dos liceus;

Em 15 de Outubro de 1953 ingressa na Escola do Exército;


Em 1957 promovido a alferes do quadro permanente de artilharia, fica colocado na Escola Prática de Artilharia (EPA-Vendas Novas);


De 7 a 12 de Março de 1960, entretanto promovido a tenente, frequenta na Escola Prática de Infantaria (EPI-Mafra) o 11º curso de métodos de instrução;

De 17 de Julho a 12 de Agosto de 1961 frequenta no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE-Lamego) o estágio de caçadores;

 

Em 1 de Dezembro de 1961 promovido a capitão;

Em 13 de Julho de 1962 mobilizado pelo Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF-Queluz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, a fim de comandar a Bateria de Artilharia Antiaérea 386 (BtrAA386);

Em 1 de Setembro de 1964 a Bateria de Artilharia Antiaérea 386 (BtrAA386) regressa à Metrópole;

Em 27 de Outubro de 1964 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos, porque...


... «Demonstrou no exercício do comando da bateria de artilharia antiaérea nº 386, durante a sua comissão de serviço na Região Militar de Angola, invulgar zelo e entusiasmo sem limites. Graças à sua acção inteligente, devotada, persistente e dinâmica, pode a bateria de artilharia antiaérea nº 386, ser justamente apontada como exemplo de unidade de artilharia antiaérea de elite, de elevado grau de eficiência e prontidão operacionais, merecedora da inteira confiança do comando da Região Militar de Angola, devendo assim a actividade do capitão Loureiro dos Santos ser considerada como parão de comando de unidade de artilharia antiaérea. Tendo sido ainda atribuída à bateria de artilharia antiaérea a comissão de vigilância e defesa de uma importante área do sector de Luanda, sobreposta à missão prioritária de defesa antiaérea de Luanda, conseguiu o capitão Loureiro dos Santos incutir nos seus homens, elevado sentido das responsabilidades que lhes cabiam no conjunto da defesa da capital da província, obtendo assim da sua unidade, na execução das missões de patrulhamento da área a seu cargo, eficiência de assinalar, tanto mais quanto é certo tratar-se de pessoal sem preparação especial para o desempenho de acções de tal natureza. Com a sua colaboração entusiástica, os seus conselhos de ordem técnica e a constante acção sobre os dispositivos de autodefesa dos estabelecimentos industriais, foi possível estabelecer na zona do Farol das Lagostas - muito antes da Organização Provincial de Voluntários da Defesa Civil, poder tomar para si a respectiva responsabilidade -, um eficiente sistema coordenado de defesa integrado no conjunto geral da defesa de Luanda. Por outro lado, apesar de a sua unidade não ter responsbilidades de acção psicosocial, não deixou o capitão Loureiro dos Santos de envidar todos os esforços para captar por essa forma a simpatia das populações, o que conseguiu em larga escala. Tendo ainda sido encarregado da orientação técnica de todas as subunidades de artilharia antiaérea existentes na Região Militar de Angola, cumulativamente com o exercício do comando da sua bateria, foi sempre um porta-voz competente e incansável dos seus problemas, tendo apresentado numerosas propostas, onde demonstrou plenamente o seu vasto saber, destinadas a conseguir a maior eficiência do sistema de defesa de artilharia antiaérea implantado no seu duplo aspecto de detecção-radar e das armas da artilharia antiaérea. Oficial muito estudioso, dotado de forte personalidade, revelou ainda possuir em elevado grau aquelas qualidades de lealdade, carácter, força de vontade e amor às responsabilidades que caracterizam um verdadeiro militar, tornando-o digno de ser apontado como exemplo por ter contribuído de forma invulgar para prestigiar as instituições militares, havendo prestado serviços que devem com toda a justiça ser considerados altos, relevantes e distintos.»


Em Julho de 1966 nomeado para frequentar no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM-Pedrouços), o curso geral de estado-maior no ano lectivo de 1966/67;


Em 1 de Agosto de 1967 conclui o curso geral de estado-maior, sendo colocado no Regimento de Lanceiros 1 (RL1-Elvas);

Em 1 de Outubro de 1967 transferido para o Estado-Maior do Exército;

Em 1 de Agosto de 1969 conclui no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM-Pedrouços) o curso complementar de estado-maior, sendo promovido a major (com antiguidade a 6 de Janeiro de 1969);

Em 27 de Novembro de 1969 nomeado professor eventual do 1º grupo de matérias dos cursos de estado-maior do Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM-Pedrouços);

Em 31 de Julho de 1970 conclui o tirocínio do curso complementar de estado-maior, dando entrada no Corpo do Estado Maior do Exército;

Em 4 de Agosto de 1970 nomeado professor interino do 2º grupo de matérias dos cursos de estado-maior do Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM-Pedrouços);

Durante o ano de 1971 «frequentou com aproveitamento o curso de comando e estado-maior, que decorreu na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército do Brasil (ECEME)»;

Em 11 de Setembro de 1972 nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina de Cabo Verde, ficando colocado em São Vicente no respectivo Quartel General do Comando Territorial Independente de Cabo Verde (QG/CTICV);
 

Em 5 de Fevereiro de 1974 agraciado com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Avis;

Em 25 de Abril de 1974 desloca-se à Cidade da Praia, onde participa na acção de 'saneamento ad-hoc' do governador do arquipélago;

A partir de 27 de Abril de 1974, tendo sido «nomeado encarregado do Governo, delegado da Junta de Salvação Nacional e comandante-chefe das Forças Armadas em Cabo Verde», foi precursor da "descolonização" naquele arquipélago;

Em 27 de Setembro de 1974, encontrando-se regressado à Metrópole e colocado na Direcção da Arma de Artilharia, passa a prestar serviço em diligência no Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

Em 1 de Abril de 1975 designado secretário permanente do Conselho da Revolução;

Em 5 de Maio de 1975 louvado por portaria do Ministério do Exército;

Em 7 de Junho de 1975 agraciado com a segunda Medalha de Prata de Serviços Distintos;
 

Em Agosto de 1975 passa a integrar uma "secção de acção psicológica do Estado Maior General das Forças Armadas";

Em 1 de Outubro de 1975, entretanto promovido a tenente-coronel, cessa funções no Conselho da Revolução;

Em 25 de Novembro de 1975 encontra-se no Palácio de Belém, a «acompanhar o evoluir da situação»;

Em 6 de Abril de 1977 graduado em general e designado vice Chefe Estado-Maior General das Forças Armadas;

De 22 de Novembro de 1978 a 27 de Dezembro de 1979, Ministro da Defesa Nacional;

De 18 de Março de 1991 a 18 de Setembro de 1992, Chefe de Estado-Maior do Exército.

 

Que a sua Alma descanse em Paz

 

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