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Condecorações

Hélder Martins, Soldado de Cavalaria, da CCav1537/BCav1883: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 265, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, págs 491 e 492 da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 141, pág. 29, de Setembro de 1971

Diário de Lisboa, ed. 15563, pág. 11, de 15 de Abril de 1966

 

 

 

Hélder Martins

 

Soldado de Cavalaria, n.º 2714/65

 

Companhia de Cavalaria 1537

 

Batalhão de Cavalaria 1883

 

«PRONTOS PARA TUDO»

 

Angola: 26Abr1966 a 01Mai1968

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Hélder Martins, Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 2714/65, natural da freguesia de Salir, concelho de Loulé, distrito de Faro.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Cavalaria 1537 (CCav1537) do Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) «PRONTOS PARA TUDO», no período de 26 de Abril de 1966 a 1 de Maio de 1968.

 

Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por relevantes actos em combate, publicado na Ordem de serviço n.º 4, de 24 de Maio de 1968, do Quartel General da Região Militar de Angola (RMA) e na Ordem do Exército n.º 27 - 3.ª série, de 1968


Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

 

Soldado de Cavalaria, n.º 2714/65
HÉLDER MARTINS
 

CCav1537/BCav1883 - RC3
ANGOLA


4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 27 — 3.ª série, de 1968.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 23 de Julho de 1968:


O Soldado n.º 2714/65, Hélder Martins, da Companhia de Cavalaria n.º 1537 do Batalhão de Cavalaria n.º 1883 - Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Orem de Serviço n.º 42, de 24 de Maio de 1968, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvado o Soldado n.º 2714/65 (08779013) Hélder Martins, da Companhia de Cavalaria n.º 1537 do Batalhão de Cavalaria n.º 1883 - Regimento de Cavalaria n.º 3, pela sua acção em combate na noite de 27 de Março de 1968, em que fazendo parte duma patrulha que caiu numa violenta emboscada e sendo um dos poucos elementos das Nossas Tropas que saiu ileso, reagiu prontamente ao fogo inimigo não deixando que este consumasse o assalto e capturasse as armas abandonadas na "zona de morte" pelos militares mortos, entre os quais o seu comandante de Destacamento, e pelos feridos sofridos pelas Nossas Tropas.


Logo que o fogo inimigo diminuiu de intensidade, ajudou o transporte, para o meio do capim, dos camaradas gravemente feridos, contribuindo assim para os salvar de morte certa, encorajando-os e velando sempre pela sua segurança.


Deu assim o Soldado Martins um exemplo frisante de coragem, sangue frio, desprezo pelo perigo e alta noção de camaradagem, debaixo do intenso fogo do inimigo, honrando sobremaneira a sua Unidade e o Exército a que pertence.

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Jornal do Exército, ed. 141, pág. 29, de Setembro de 1971

 

SOLDADO HÉLDER MARTINS
MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª CLASSE

O soldado HÉLDER MARTINS foi condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe «pela sua acção em combate em Angola numa noite, em que, fazendo parte de uma patrulha que caiu numa violenta emboscada do inimigo e sendo um dos poucos elementos das Nossas Tropas que saiu ileso, reagiu ao fogo inimigo não deixando que se consumasse o assalto e a captura das armas abandonadas na «zona de morte» pelos militares mortos, entre os quais o seu Comandante de Destacamento, e pelos feridos sofridos pelas Nossas Tropas.


Logo que o fogo inimigo diminuiu de intensidade, ajudou o transporte, para o meio do capim, de camaradas seus gravemente feridos, contribuindo, assim, para os salvar de morte certa, encorajando-os e velando sempre pela sua segurança.


Deu assim o Soldado MARTINS um exemplo frisante de coragem, sangue-frio, desprezo pelo perigo e alta noção de camaradagem, debaixo de intenso fogo do inimigo, honrando de sobremaneira a sua Unidade e o Exército a que pertence.
»

 

 

 

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Batalhão de Cavalaria N.º 1883
 

Identificação:
BCav1883


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC 3 – Estremoz)


Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria António Pais Andorinho Romão


2.º Comandante:
Major de Cavalaria Manuel da Fonseca Pinto Bessa
Major de Cavalaria António Luís Monteiro da Graça


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria Alexandre Manuel Gonçalves Dias Lima


Comandantes de Companhia


Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército António Belmiro Bastos Mota


Companhia de Cavalaria 1535 (CCav1535):
Capitão de Cavalaria António Diogo de Brito e Faro


Companhia de Cavalaria 1536 (CCav1536):
Capitão de Cavalaria Luís Francisco Pinto de Sousa Moreira


Companhia de Cavalaria 1537 (CCav1537):
Capitão Mil.º de Cavalaria João Manuel da Fonseca Nunes e Sena


Divisa:
"Prontos para tudo"


Partida:
Embarque no dia 15 de Abril de 1966, no NTT «Niassa»; desembarque em Luanda no dia 26 de Abril de 1966;

 

Regresso:
Embarque no dia 1 de Maio de 1968, no NTT «Uíge»; desembarque em Lisboa no dia 13 de Maio de 1968.


Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) foi destinado ao subsector de Quicabo, no Sector D, onde rendeu o Batalhão de Artilharia 753 (BArt753), assumindo a responsabilidade da zona de acção, em 16 de Maio de 1966.


O dispositivo foi:
Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS), Companhia de Cavalaria 1535 (CCav1535) e Companhia de Cavalaria 1537 (CCav1537) em Quicabo e a
Companhia de Cavalaria 1536 (CCav1536) em Balacende;
Como reforços, tinha a
Companhia de Caçadores 1436 (CCac1436) na Fazenda Maria Fernanda, com um pelotão na Fazenda Margarido, até Novembro de 1966, sendo substituída pela Companhia de Cavalaria 1535 (CCav1535), o
Pelotão de Morteiros 1022 (PelMort1022) e depois o Pelotão de Morteiros 1122 (PelMort1122) em Quícabo, com uma secção na Fazenda Maria Fernanda;


A partir de Fevereiro de 1967, o 3.º Pelotão da Bateria 14 do Grupo de Artilharia de Campanha de Luanda (3°Pel/Btr14/GACL), da guarnição normal, apoio o Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1833), na Fazenda Maria Fernanda.


Na zona de acção, extremamente difícil, o inimigo estava fortemente implantado e reagia com violência às penetrações, como na operação "Alta Escola" e emboscava com grande poder de fogo, como em 6 de Junho de 1966 e 14 de Janeiro de 1967, entre outras ocasiões.


O Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) cedeu frequentemente Companhias para operações do Comando do Sector D (ComSecD), e empenhou muitos efectivos em escoltas e protecções a fazendas.


Interveio em várias fases da operação "Quissonde" e causou desarticulação ao inimigo nas operações "Alta Escola" e "Osiris";

 
Refira-se o êxito obtido no ataque ao "quartel" de Banza Bungo.


Achou ainda tempo para execução de importantes melhoramentos em todos os estacionamentos.

Em 10 de Junho de 1967, foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 1910 (BCac1910) e rodou para a Zona de Intervenção Leste (ZIL).


O Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) foi transferido para o subsector do Luso, da Zona de Intervenção Leste (ZIL), tendo assumido a responsabilidade da zona de acção em 19 de Junho de 1967, rendendo o Batalhão de Cavalaria 782 (BCav782).


O dispositivo foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) no Luso, a
Companhia de cavalaria 1535 (CCav1535) no Lumege, a
Companhia de Cavalaria 1536 (CCav1536) em Teixeira de Sousa e a
Companhia de Cavalaria 1537 (CCav1537) em Mucussuege.
O Pelotão de Morteiros 1122 (PelMort1122) dava apoio de fogos ao Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) e como reforços tinha a
Companhia de Caçadores 206 do Regimento de Infantaria de Nova Lisboa (CCac206/RINL), da guarnição normal, em Nova Chaves;
As companhias tinham destacamentos de pelotão em Luatxe, Marco/25, Luau, Luacano, Cassai, Casage, Chafinda e Luma Cassai.


Em Teixeira de Sousa, estava ainda, um Pelotão de Bateria 522 (Pel/Btr522) e uma Secção de Auto Metralhadoras do Esquadrão de Cavalaria 403 (SecAMetr/EsqCav403).


Em Fevereiro de 1968, a Companhia de Artilharia 1741 (CArt1741) reforçou o Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) com finalidade específica de escoltar os comboios do Caminho de Ferro de Benguela (CFB).


A luta pela conquista das populações foi a tónica da actividade inimiga, o qual exercia as maiores violências, com execuções, daqueles que lhe não eram favoráveis, de preferência com funções de chefia.

 

Também como reacção às acções das Nossas Tropas, montou várias emboscadas, em 5 e 30 d Setembro de 1967, 11 de Dezembro de 1967, 9 de Fevereiro de 1968 e sobretudo 27 e 28 e Março de 1968, que causaram graves baixas às Nossas Tropas.


Da actividade das Nossas Tropas, com resultados notáveis, seja nas muitas centenas de pessoas recuperadas, seja em baixas causadas e armamento capturado, ao inimigo destacam-se as operações:
"Exodus",
"Preliminar",
"Búfalo",
"Elefante",
"Palanca",
"Caça Grossa 2",
"Butir",
"Bacante" e
"Bisarma".


Em 25 de Abril de 1968, o Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 2843 (BCac2843).
 

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Diário de Lisboa, ed. 15563, pág. 11, de 15 de Abril de 1966

 

 

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