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Angola

Henrique de Sousa Afonso, Capitão de Infantaria - Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

 

Henrique de Sousa Afonso

 

Capitão de Infantaria

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

Henrique de Sousa Afonso, Capitão de Infantaria.

 

Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 5 (BC5 - Lisboa) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola como comandante da Companhia de Caçadores 534 do Batalhão de Caçadores 595 (1) «SEMPRE ALERTA», no período de 19 de Novembro de 1963 a 5 de Fevereiro de 1966.

 

         

 

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

Capitão de Infantaria
HENRIQUE DE SOUSA AFONSO
 

CCac 534/BCac 595 — BC 5
ANGOLA


2.ª CLASSE

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 5 — 2.ª série, de 1966.
Por Portaria de 01 de Fevereiro de 1966:

Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Capitão de Infantaria, Henrique de Sousa Afonso, da Companhia de Caçadores n.º 534/Batalhão de Caçadores n.º 595 Batalhão de Caçadores n.º 5.

Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data publicada naquela OE):

Louvado o Capitão de Infantaria, Henrique de Sousa Afonso, porque, comandando durante dezanove meses consecutivos a sua Companhia no Norte de Angola, tem sempre revelado nas numerosas operações em que tomou parte, e que pessoalmente comandou, a maior coragem, decisão, valentia e desprezo pelo perigo, não se poupando a esforços para que as missões que lhe são confiadas sejam integralmente cumpridas.

Saliente-se uma operação na região do Cuango, em que a acção do Capitão Afonso se revelou extraordinariamente brilhante, não só no planeamento como na execução, conduzindo o seu agrupamento de combate, à frente do qual avançou deliberadamente debaixo de fogo Inimigo, galvanizando o seu pessoal e demonstrando assim desprezo pela vida, grande serenidade em combate, presença de espírito e extraordinária valentia.

À sua acção se deve o grande êxito que essa operação conseguiu, infligindo pesadas baixas ao Inimigo, sendo feitos numerosos e qualificados prisioneiros e capturando-se muito e valioso material, desorganizando e afectando gravemente a sua capacidade de combate na região.

Por tudo isto se considera que o Capitão Afonso demonstrou alta compreensão da grandeza do dever militar, prestigiando grandemente com os seus actos o Exército a que pertence.

 


 

 

Jornal do Exército

 

O CAPITÃO HENRIQUE DE SOUSA AFONSO durante dezanove consecutivos meses que comandou a sua Companhia no Norte de Angola revelou nas numerosas operações em que tomou parte, e que pessoalmente comandou, a maior coragem, decisão, valentia e desprezo pelo perigo, não se poupando a esforços para que as missões que lhe foram confiadas fossem integralmente cumpridas. Salienta-se uma operação na região do Cuango em que a acção do Cap. Afonso se revelou extraordinariamente brilhante, não só no planeamento como na execução, conduzindo o seu agrupamento de combate, à frente do qual avançou deliberadamente debaixo do fogo inimigo, galvanizando o seu pessoal, demonstrando assim desprezo pela vida, grande serenidade em combate, presença de espírito e extraordinária valentia. À sua acção se deve o grande êxito que essa operação conseguiu, infligindo-se pesadas baixas ao inimigo, sendo feitos numerosos e qualificados prisioneiros e capturando-se muito e valioso material, desorganizando e afectando gravemente a sua capacidade de combate na região. Por tudo isto se considera que o Cap. Afonso demonstrou alta compreensão da grandeza do dever militar, prestigiando grandemente com os seus actos o Exército a que pertence.

 

 

 

(1) - Síntese da Actividade Operacional do BCac595

 

Batalhão de Caçadores N.° 595
 


Identificação: BCaç 595
Unidade Mob: BC 5 - Lisboa
 

Cmdt:
TCor Inf Mário de Jesus Ferreira

2.º Cmdt:
Maj Inf Columbano Ferreira Líbano Monteiro

OlnfOp/Adj:
Cap Inf Artur Baptista Beirão
Cap Inf Adérito Augusto Figueira

Cmdts Comp:
CCS:
Cap SGE Alberto Maria Castel-Branco Vieira

CCaç 533:
Cap Inf Manuel Carlos Teixeira do Rio Carvalho

CCaç 534:
Cap Inf Henrique de Sousa Afonso
 

CCaç 535:
Cap Inf José Fernando Gomes de Araújo
Cap Inf José Domingos dos Santos Inácio
Cap Inf José Júlio da Silva de Santana Pereira

Divisa: "Sempre Alerta"

Partida:
Embarque em 10Nov63; desembarque em 19Nov63

Regresso: Embarque em 05Fev66

Síntese da Actividade Operacional

O BCaç foi destinado ao subsector de Mamarrosa, no Sector F, da ZIN, com o fim de render o BCaç 379, tendo assumido a responsabilidade em 29Nov63. O Cmd e a CCS, ficaram em Mamarrosa, as subunidades ocuparam: a CCaç 533 em Canga, a CCaç 534 em Luvo, a CCaç 535 em Magina e a 4.ª CCaç/BC 3 (GN), em reforço, em S. Salvador.

A zona era inteiramente desabitada e o In não tinha instalações permanentes; tratava-se de uma zona de passagem de/e para o vizinho Congo, de colunas destinadas à zona núcleo da guerrilha. Todavia, o In montava emboscadas e implantava minas nos itinerários, atacando, por vezes, os aquartelamentos das NT como, por exemplo, em 02Dez63 e 18Fev64, o da CCaç 535.

Da actividade intensa de intercepção, as NT colheram resultados significativos, sobretudo em 23Mar64 e 24Ju164, datas de encontros, que se traduziram em fortes baixas e perdas de material de guerra do IN; menciona-se ainda a operação "Outra Esperança", que provocou dezenas de baixas a combatentes In, no seu "quartel" do Toyo.

Em 21Jan65, o BCaç foi transferido para Sanza Pombo, no Sector I, da ZIN, onde rendeu, por troca, o BCav 631; assumiu a responsabilidade do referido subsector em 26Jan65. O dispositivo então adoptado foi o seguinte: o Comando e CCS em Sanza Pombo, a CCaç 533 em Quimbele e dois pelotões em Cuango e um em Cabaca, a CCaç 534 em Massau e um pelotão em Quicua, a CCaç 535 em Cangola e um pelotão em Quicua e ainda, em reforço, a CCaç 463 em Uamba e pelotões em Cabaca, Quicua e Quimariamba, a 6." CCaç/R1SB (GN) em Buenga Norte e dois pelotões em Cuilo Pombo e a 5.' CCaç/BC 3 (GN) em Santa Cruz e um pelotão em Macocola.

O subsector tinha muita população, sobre a qual exerceu profunda activi-dade de recuperação moral e material, numa zona, com uma área de cerca de 22.000 Km2. Da persistente actividade operacional, destaca-se pelo excepcional êxito a operação "Será Desta", de que resultou a captura çle dezenas de armas individuais e colectivas e o aprisionamento do remanescente das baixas (20), cerca de 30 elementos.

Em 20Jan66, o Batalhão foi rendido pelo BCaç 1865.
 

 

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