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Condecorações

Horácio dos Santos Pinto Dá Mesquita e Melo, Alferes Mil.º de Infantaria: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo III, pág. 279 e 280, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág. 160 e 161, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 119, pág. 25, de Novembro de 1969

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

 

 

 

Horácio dos Santos Pinto Dá Mesquita e Melo

 

Alferes Mil.º de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 475

 

Batalhão de Caçadores 477

 

«UBI GLÓRIA OMNI PERICULUM DULCE»

 

Angola:

19Set1963 > 30Nov1965

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Horácio dos Santos Pinto Dá Mesquita e Melo, Alferes Mil.º de Infantaria, natural da freguesia e concelho de Vila Real (Trás-os-Montes).


Incorporado na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) em Agosto de 1962.


Colocado no Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora), onde foi mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Caçadores 475 do Batalhão de Caçadores 477 (nota) «UBI GLÓRIA OMNI PERICULUM DULCE», no período de 19 de Setembro de 1963 a 30 de Novembro de 1965.

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria
HORÁCIO DOS SANTOS PINTO DÁ MESQUITA E MELO
 

CCac475/BCac477 - RI1
ANGOLA
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 11 - 2.ª série, de 1966.
Por Portaria de 05 de Maio de 1966:
 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Alferes Miliciano, Horário dos Santos Pinto Dá Mesquita e Melo, da Companhia de Caçadores n.º 475 do Batalhão de Caçadores n.º 477 - Regimento de Infantaria n.º 1.
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela OE):
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, louvar o Alferes Miliciano, Horácio dos Santos Pinto Dá Mesquita e Melo, pela forma distinta, eficiente, dedicada e sensata como vem comandando o seu Pelotão.


Tanto no Subsector da sua unidade, como quando a sua Companhia fez parte da reserva da Região Militar de Angola, revelou sempre elevado espírito de sacrifício, serenidade debaixo de fogo, valentia e coragem, tendo contribuído grandemente, pelo seu exemplo e actuação, para os bons êxitos alcançados pelo seu Pelotão e Companhia.


Destacou-se especialmente nas operações "Nova Era", que lhe rendeu referência elogiosa, e "Pata Velha", em que, após o desembarque sobre um objectivo, tendo o inimigo começado a flagelar pessoal e helicópteros e atingido o segundo helicóptero a aterrar, mercê da sua acção adequada e decisiva conseguiu, com o grupo de dez homens que atingiram o solo, garantir a segurança do helicóptero avariado, deslocá-lo para a extremidade da clareira para que os três helicópteros seguintes com o restante pessoal do seu Pelotão pudessem aterrar e, posteriormente, bateu a extensa área do objectivo, permitindo assim um desembarque com segurança do resto da Companhia.


Por tudo, pelo seu aprumo, lealdade, espírito de disciplina e desembaraço demonstrados em todas as circunstâncias e porque se destacou também como auxiliar precioso do seu Comandante de Companhia, considero os serviços prestados por este Oficial como relevantes, extraordinários e distintos.

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Jornal do Exército, ed. 119, pág. 25, de Novembro de 1969

 

Alferes Mil.º Horácio dos Santos Pinto Dá Mesquita e Melo
(Angola):


Condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4. Classe, pela forma distinta, eficiente, dedicada e sensata como vem comandando o seu Pelotão.


Tanto no subsector da sua Unidade, como quando a sua Companhia fez parte da reserva da Região Militar de Angola, revelou sempre elevado espírito de sacrifício, serenidade debaixo de fogo, valentia e coragem, tendo contribuído grandemente, pelo seu exemplo e actuação, para os bons êxitos alcançados pelo seu Pelotão e Companhia. Destacou-se, especialmente, nas operações «Nova Era», que lhe rendeu referência elogiosa, e «Pata Velha», em que, após o desembarque sobre um objectivo, tendo o inimigo começado a flagelar pessoal e helicópteros e atingido o segundo helicóptero a aterrar, mercê da sua acção adequada e decisiva conseguiu, com o grupo de dez homens que atingiram o solo, garantir a segurança do helicóptero avariado, deslocá-lo para a extremidade da clareira para que os três helicópteros seguintes com o restante pessoal do seu Pelotão pudessem aterrar e, posteriormente, bateu a extensa área do objectivo, permitindo assim um desembarque com segurança do resto da Companhia.


Por tudo, pelo seu aprumo, lealdade, espírito de disciplina e desembaraço demonstrados em todas as circunstâncias e porque se destacou também como auxiliar precioso do seu Comandante de Companhia, considero os serviços prestados por este Oficial como relevantes, extraordinários e distintos.

 


 

 

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(nota)

 

Batalhão de Caçadores N.º 477
 

Identificação:
BCac477


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora)


Comandantes:
Tenente-Coronel de Infantaria Amílcar Augusto Pereira Pimentel Baptista Nunes
Tenente-Coronel de Infantaria Manuel Filipe Pereira da Silva de Magalhães Mexia
Tenente-Coronel de Infantaria Amílcar Augusto Pereira Pimentel Baptista Nunes
 

2.º Comandante:
Major de Infantaria David Fernando Neves Pedro
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Infantaria Luís Filipe Bandeira de Lima Osório Bernardo
Capitão de Infantaria Hélio Nunes Fraga
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão Mil.º de Infantaria Joaquim Simões Felgar
Capitão do Serviço Geral do Exército João Branco Baptista
 

Companhia de Caçadores 474 (CCac474):
Capitão de Infantaria Raúl Frederico Telo Rato
Capitão Mil.º de Infantaria João Nuno Pinheiro de Melo
Capitão Mil.º de Infantaria Adolfo Melo Coelho de Moura
Capitão de Infantaria António Maria Cardoso de Almeida Coimbra
 

Companhia de Caçadores 475 (CCac475):
Capitão de Infantaria José Manuel Marques
Capitão de Infantaria José Manuel Horta Marques
 

Companhia de Caçadores 476 (CCac476):
Capitão Mil.º de Infantaria Alberto António Ferreira
Capitão de Infantaria Raúl Miguel Socorro Folques
Capitão de Infantaria Ramiro Morna do Nascimento
 

Divisa:
"Ubi Glória Omni Periculum Dulce"
 

Partida:
Embarque no NTT «Niassa» em 7 de Setembro de 1963; desembarque em 19 de Setembro de 1963
 

Regresso:
Embarque em 30 de Novembro de 1965


Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Caçadores [BCac477] foi destinado ao subsector de Quicabo, no Sector D, na ZIN (Zona Intervenção Norte), onde rendeu o Batalhão de Caçadores 325 (BCac325);


Em 27 de Setembro de 1963, assumiu a responsabilidade da ZA (Zona de Acção).


O dispositivo adoptado foi o seguinte:


Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS), Companhia de Caçadores 474 (Ccac474), Companhia de Caçadores 476 (CCac476) e Pelotão de Morteiros 31 (PelMort 31) — este rendido em Outubro de 1963 pelo pelo Pelotão de Morteiros 913 (PelMort913 — em Quicabo e a
Companhia de Caçadores 475 (CCac475) em Balacende.


O inimigo, na região, mantinha as populações controladas; reagia, por vezes fortemente, às nossas penetrações, usando armas automáticas, de repetição e uma ou outra metralhadora ligeira e dispunha de engenhos anti-carro e anti-pessoal, e como sempre, da enorme protecção conferida pelo terreno, grande arborização, rede fluvial e condições de clima. Dispondo por vezes de artilharia e colaborações de tropas páraquedistas, as Nossas Tropas mantiveram constante actividade operacional, na qual dominaram os reconhecimentos ofensivos. Dentre muitas outras operações destacam-se: "Quigimos", "Mundo 1", "Zebra 1", "Douro", "Mundo 3", "Quifula", "Mãos Dadas", das quais resultaram baixas e captura de armamento.


Em 31 de Julho de 1964, o Batalhão de Caçadores [BCac477] foi rendido pelo Batalhão de Artilharia 701 (BArt701). A partir, desta data o Batalhão de Caçadores [BCac477] aquartelou no Campo Militar do Grafanil como Unidade de intervenção e reserva da RMA (Região Militar de Angola), tendo substituído o Batalhão de Caçadores 442 (BCac442), a partir de 16 de Agosto de 1964.


Nesta qualidade, tomou parte em várias operações nomeadamente "Pelicano 1", "Três Bicos", "Bota Fora", "Ponto de Honra", "Vassourada", "Grande Argumento", dentre muitas outras em vários sectores da ZIN (Zona Intervenção Norte), incluindo Cabinda.
Em 24 de Dezembro de 1964, o Batalhão [BCac477] fez deslocar um PCav (Posto de Comando Avançado) para Cazombo, a fim de assumir a responsabilidade de um subsector então ali em criação por subdivisão da área atribuída ao Batalhão de Caçadores 381 (BCac381), este com sede no Luso.


O Batalhão de Caçadores 477 [BCac477] assumiu a responsabilidade do referido subsector do Cazombo em 9 de Janeiro de 1965.


Comandou e coordenou a actividade da Companhia de Caçadores 388 (CCac388) em Cazombo, da Companhia de Caçadores 390 (CCac390) em Teixeira de Sousa, da Companhia de Cavalaria 396 (CCav396) em Caianda, da Companhia de Cavalaria 484 (CCav484) em Cavinga e com apoio de fogos da 1.ª Bateria do Grupo de Artilharia de Campanha de Nova Lisboa (1.ªBtr/GACNL) em Mucussuege, do Pelotão de Canhões Sem Recuo 894 (PelCanhSRc894) e depois do Pelotão de Canhões Sem Recuo 895 (PelCanhSRc895) e do Pelotão de Morteiros 901 (PelMort901) em Teixeira de Sousa; algumas destas subunidades foram entretanto substituídas por outras de igual nível.


Em 13 de Março de 1965, o Batalhão [BCac477] foi substituído na intervenção e reserva da RMA (Região Militar de Angola) pelo Batalhão de Artilharia 701 (BArt 701) e foi deslocado na totalidade para o subsector do Cazombo, tendo assumido a responsabilidade deste subsector em 25 de Março de 1965.


O dispositivo então adoptado foi o seguinte:


Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Caçadores 474 (Ccac474) em Cazombo, a Companhia de Caçadores 475 (CCac475) em Lumbala, a Companhia de Caçadores 476 (CCac476) em Teixeira de Sousa e, em reforço, a Companhia de Caçadores 469 (CCac469) em Caianda e a Companhia de Cavalaria 484 (CCav484) em Cavungo; como apoios de fogo, dispunha de Pelotão de Canhões Sem Recuo 894 (PelCanhSRc894) e depois do Pelotão de Canhões Sem Recuo 895 (PelCanhSRc895) e do Pelotão de Morteiros 901 (PelMort901). A Companhia de Caçadores 501 (Ccac501) e a Companhia de Caçadores 502 (CCac502), ambas do Batalhão de Caçadores 503 (BCac503), reforçaram ainda, temporariamente, o Batalhão [BCac477].


Na ZA (Zona de Acção), a Unidade promoveu exaustiva actividade de controlo da população, patrulhamentos e protecção das vias de comunicação, rodo e ferroviárias, bem como pesquisa de notícias.


Em 15 de Novembro de 1965, o Batalhão de Caçadores 477 (BCac477) foi rendido no subsector pelo Batalhão de Cavalaria 1863 (BCav1863).

 

 

 

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