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Cemitério de Lhanguene ou S. José de Lhanguene
(Maputo - Moçambique)
Cemitério de Lhanguene ou S. José de Lhanguene
Maputo (ex- Lourenço Marques) - Moçambique
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Cemitério de Lhanguene
(vista aérea)
in "Canal de Moçambique", notícia
publicada em 21/06/2007
in Revista
"Combatente", da Liga dos
Combatentes, Ed. 338, Dez 2006, pág. 34
e 35
Mais notícias de Setembro de 2008
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Cemitério de Lhanguene
(vista aérea)
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"Canal
de Moçambique",
notícia publicada em
21/06/2007
enviado por
Vítor Baião, ex-Alferes Mil.º
Transcrição
"Cemitério de Lhanguene
A desordem é total
“Isto já deixou de constituir um lugar
sagrado. Os munícipes transformaram o cemitério de
Lhanguene num lugar público de diversão – não respeitam
as campas. Está sendo difícil controlar a situação
porque o cemitério é grande e nunca se sabe quem mora
dentro do cemitério e quem não é daqui” – Alexandre
Libombo, administrador dos cemitérios”
Maputo
(Canal de Moçambique) – O Cemitério de Lhanguene em
Maputo que como qualquer outro se supõe que seja um
lugar de veneração aos mortos e onde haja respeito, já
deixou de o ser. O «Canal de Moçambique» já abordou
várias vezes o tema e volta agora meses depois, de novo
ao assunto. Agora está claro: já ninguém tem mão no que
por ali se passa! As próprias autoridades dizem que já
não sabem o que fazer. Há agora até quem reside dentro
do recinto do cemitério e pessoas tidas como oriundas da
periferia da cidade são acusadas de desrespeito pelos
actos fúnebres e de profanarem campas. Os familiares de
quem ali está sepultado queixam-se de haver munícipes
que usam aquele cemitério como “um local de baile” e de
estarem a “danificar as campas”.
Para perceber a dimensão do problema e
saber que medidas a edilidade está a encarar tomar para
impor de novo respeito pelo local, o «Canal de
Moçambique» foi ouvir o administrador do cemitério
supracitado, Alexandre Libombo. Ele começou por
confirmar que a situação é grave.
“É verdade. Isso tudo é o que está a
acontecer neste cemitério. E alguns familiares têm vindo
reclamar junto de nós sobre a destruição de algumas
campas, principalmente as campas de areia”.
Ainda de acordo com Alexandre Libombo “há tempos que o
cemitério de Lhanguene deixou de ser um lugar sagrado”.
“Os munícipes transformaram o cemitério
num de diversão e não têm respeito por nada. Já não
consideram este lugar como um lugar digno”.
“Já não se sabe quem mora cá”
“Está sendo difícil controlar a situação
porque o cemitério é grande e nunca se sabe quem mora
dentro do cemitério e quem não é daqui”.
“Eu penso que o grande problema disto
tudo reside no facto de termos pessoas a residirem
dentro deste cemitério que até vão passando com as suas
trouxas mesmo nas horas do enterro”, disse e
acrescentou: “Algumas vezes temos conseguido notar que
este e aquele munícipe reside dentro do cemitério.
Quando assim for afugentamo-los, mas voltam de novo –
são renitentes”.
Espaço ocupado pelos munícipes
Ainda de acordo com Alexandre Libombo
“dentro do cemitério de Lhanguene existem cerca de 20
hectares ocupados pelas casas de alguns munícipes e são
estes que fazem com que o cemitério seja transformado
num corredor dos munícipes porque senão existisse alguém
a residir dentro deste cemitério nada disto estaria a
acontecer”.
O «Canal de Moçambique» procurou saber do
seu interlocutor porque razão a edilidade ainda permite
que se mantenham pessoas dentro de um espaço reservado a
defuntos. Todo o munícipe consciente considera a
situação anómala, porque razão o Conselho Municipal
permite que o Cemitério continue a servir de residência
de pessoas vivas?
Libombo responderia que “o município não
tem fundos para indemnizar essas pessoas e como se isso
não bastasse as mesmas pessoas se recusam a sair para
Marracuene, na zona de Mumemo, assim como para Zimpeto
que são os espaços que lhes foi indicado pelo município.
A recusa deve-se ao facto de eles alegarem que nessas
zonas não existem infra-estruturas como hospitais,
escolas, entre outros.”
No fio da resposta, o administrador do
Cemitério de Lhanguene acabaria por afirmar também que
“se o município conseguisse transferir essas pessoas
para uma outra zona, o Cemitério de Lhanguene ainda
serviria por um período de 10 a 15 anos”. Pode ser que
seja verdade, mas o facto é que ou se muda o cemitério
ou se mudam as pessoas que vivem dentro dele. Como as
coisas estão é que não é admissível. E ainda menos
admissível é que ninguém no Município faça algo por
termo ao que se está a passar.
Trabalhadores burlam munícipes
A reportagem do «Canal de Moçambique»,
quando posicionada no interior do Cemitério em Lhanguene,
à espera de falar com o respectivo administrador
verificou que alguns trabalhadores do próprio
sepulcrário estavam numa constante troca de dinheiros
com qualquer munícipe que se dirigisse ou que saísse da
secretaria. Um negócio tremendo que deixa a supor que os
funcionários também estão interessados na triste
situação que ali existe.
Questionado sobre este facto, Alexandre
Libombo disse que “o caso é do nosso conhecimento desde
que a edilidade passou a não se responsabilizar pela
construção das campas devido a altos custos do material
como pedra e cimento. Agora, tudo está a cargo do
familiar que quiser cimentar a campa do seu familiar e,
sendo assim, esses familiares contactam os nossos
trabalhadores para efectuarem os trabalhos”. Mas “o que
tem acontecido é que há familiares que vêm reclamar
junto de nós alegando que os nossos trabalhadores
receberam o dinheiro sem materializar o trabalho
solicitado”. Verdade isso? – “Este é um caso verídico!”.
Uma pouca vergonha a que o presidente do Município, Dr.
Eneias Comiche não pode continuar a fechar os olhos. É
pelo menos este o sentimento dos familiares dos
defuntos, profundamente indignados com o que ali se
passa e do qual aqui só reportámos o essencial.
(Emildo Sambo) – CANAL DE MOÇAMBIQUE –
22.06.2007"
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Revista
"Combatente", da Liga dos
Combatentes,
Ed. 338, Dez2006, pág. 34 e 35:
in
Revista "Combatente" da Liga dos
Combatentes
Edição n.º 338, Dezembro de 2006,
páginas 32, 33, 34 e 35
Clique
aqui para visualização no site da
Liga dos Combatentes
ou visualizar a digitalização daquelas
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aqui
in
Revista "Combatente",
da Liga dos Combatentes, Edição 338,
Dezembro 2006,
páginas 34 e 35:

Transcrição
"...
Em termos de manutenção / recuperação,
foram recuperados e encontram-se em situação normal de
manutenção periódica os talhões militares e ossários de:
NO TN
Todos os talhões e ossários (218 + 78)
NO ESTRANGEIRO
Cemitério Militar Português de Richebourg
/ França
Cemitério de S.
José de Lhanguene (2) - Maputo / Moçambique
(sublinhado nosso)
..."
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