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Moçambique

Capitão de Cavalaria Jaime Anselmo Alvim de Faria Affonso, do Esquadrão de Cavalaria 1

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VI, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo III, Livro 1, da RHMCA / CECA / EME

Diário da República, II Série, n.º 107, de 09Mai2001

outros elementos cedidos pelos veteranos

´Vítor Baião, Walter Pinguinhas e por

um colaborador do portal UTW

 

 

Jaime Anselmo Alvim de Faria Affonso

 

Capitão de Cavalaria

 

Esquadrão de Cavalaria 1

 

«FÉ, NOBREZA E DECISÃO»

 

Moçambique

 

Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 

Jaime Anselmo Alvim de Faria Affonso, Capitão de Cavalaria, com o n.º mecanográfico 31029853, natural do Lumiar, da freguesia da Charneca, concelho de Lisboa, casado com Maria Regina Vieira Simões de Faria Affonso, filho de João Jayme de Faria Affonso (1) e de Laura da Costa Alvim Faria Affonso.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 6 (RC6 - Porto) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique como comandante do Esquadrão de Cavalaria 1 «FÉ, NOBREZA E DECISÃO», aquartelado em Mueda.

 

O Capitão Jaime Faria Affonso, em Montepuez

 

Em 17 de Julho de 1970, durante a Operação «Nó Górdio» naquele planalto, uma patrulha de auto-metralhadoras na área de Muidumbe faz deflagrar uma mina-anticarro que provoca mortos e feridos, pelo que de imediato o comandante do Esquadrão de Cavalaria 1 - Jaime Anselmo Alvim de Faria Affonso - se desloca ao local e, após proceder ao socorro dos feridos e retirada dos mortos, prossegue a missão à testa da coluna, mas pouco depois deflagra outra mina-anticarro que lhe causa a morte;

 

Em 4 de Agosto de 1971 agraciado a título póstumo com a Cruz de Guerra de 1.ª classe.

 

Por portaria de 8 de Abril de 2001 do general CEME, foi promovido ao posto de major, e reconstituída a carreira do Militar nos diferentes postos, por se encontrar abrangido pelo art.º 1.º e alínea b) do art.º 2.º ambos da Lei 15/2000 de 8 de Agosto, conjugado com a redacção dada pela Declaração de Rectificação n.º 15/2000 de 7 de Novembro, o Capitão de Cavalaria(Falecido) (31029853) Jaime Anselmo Alvim de Faria Afonso.


- Alferes, com a antiguidade de 1 de Novembro de 1954;
- Tenente, com a antiguidade de 1 de Dezembro de 1956;
- Capitão, com a antiguidade de 15 de Junho de 1961;
- Major, com a antiguidade de 23 de Abril de 1969.


Fica posicionado na escala de antiguidade do QE de Cavalaria à esquerda do Major de Cavalaria (50612111) João Martins Ribeiro Mateus e à direita do Major de Cavalaria (51211211) António Augusto Chiado Caçote.


Considerando a data de antiguidade no posto de Major (23 de Abril de 1969), e a data que foi separado do serviço (17 de Julho de 1970), tem direito ao vencimento do posto de Major com a antiguidade de 23 de Abril de 1969.

 

Os efeitos financeiros da presente correcção, produzem-se em conformidade com o estabelecido no art.º 4.º da Lei 15/2000 de 8 de Agosto.

 

Paz à sua Alma

 

 

Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 

Capitão de Cavalaria
JAIME ANSELMO ALVIM DE FARIA AFONSO
 

ECav 1 — RMM
MOÇAMBIQUE
 

1.ª CLASSE (Título póstumo)
 

Transcrição da Portaria publicada, na OE n.º 17 — 2.ª série, de 1971.
Por Portaria de 04 de Agosto de 1971:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 1ª classe, a título póstumo, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Capitão de Cavalaria, Jaime Anselmo Alvim de Faria Afonso.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela 0E):


Louvado o Capitão de Cavalaria, Jaime Anselmo Alvim de Faria Afonso, porque, recebendo a missão de patrulhar continuamente um itinerário onde o inimigo costumava manifestar-se de forma particularmente violenta e com profusa implantação de minas, foi em socorro de uma autometralhadora do seu Esquadrão, que acabava de accionar uma mina anticarro. Ao aperceber-se dos efeitos da explosão no moral dos seus homens, com um exemplo de audácia, perante o risco elevado que calculou dever corresponder à missão e à reputação de "impecável" que dava à sua Unidade, decidiu continuar, tomando, ousada e deliberadamente, lugar na viatura que, prosseguindo à frente do Esquadrão, veio a provocar novo accionamento de mina anticarro, a qual destruiu o veículo e os seus ocupantes.


Confirmou, assim, o brio e excepcionais qualidades de bravura, sentido do dever, abnegação e sangue-frio, já anteriormente evidenciados na operação "Nó Górdio", e uma dedicação sem limites, sempre posta no integral cumprimento da missão de que foi encarregado.


As qualidades apontadas e o espírito de disciplina do Capitão Faria Afonso fazem considerar de mérito relevante a difícil missão que desempenhou na Província de Moçambique, com sacrifício da vida.

 

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Outros elementos constantes no portal UTW, referentes ao Capitão de Cavalaria Jaime Anselmo Alvim de Faria Affonso:

 

Clique em cada um dos sublinhados para visualização dos conteúdos

 

Sítios dos veteranos:

 

 Vítor Baião - Walter Pinguinhas

 

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Anotações

 

(1) - O comandante do ECav1/RMM, Capitão Jaime Faria Affonso, era filho do fundador da Liga dos Combatentes, julgamos apropriado relembrar:

 

1921 – Outubro.16 (domingo)

 

Em Lisboa, o advogado João Jayme Faria Affonso promove no seu escritório a assembleia fundacional da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, cujo núcleo inicial é composto por aquele e outros veteranos, nomeadamente os tenentes-coronéis de cavalaria Ferreira do Amaral (comandante da Polícia) e Francisco Xavier da Cunha Aragão, primeiro-tenente Horácio Faria Pereira e tenente Joaquim de Figueiredo Ministro.

 

Esta comissão de veteranos justifica os seus objectivos, «em razão das injustiças feitas aos que na Grande Guerra combateram, especialmente aos mutilados e estropiados, e ainda devido ao desprezo a que foram votados pelos poderes constituídos, os quais não só não tomaram na devida conta mas até propositadamente esqueciam as justas reclamações de muitos que, após haver cumprido o seu dever, cumprido comunhamente com o juramento que antes haviam feito de darem o seu sangue pela Pátria, se viam abandonados e na miséria, com grave prejuízo para o patriotismo, disciplina e moral do povo português»(2).

 

(2) - (extracto da «1a Acta da Direcção Central da Liga dos Combatentes da Grande Guerra», Lisboa 16Out21; cit. in revista “A Guerra” nº1, LCGG, Lx 1926)

 

 

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