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Condecorações

João Félix Pereira dos Santos, Soldado de Cavalaria, da CCav487/BCav490: Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo III, pág. 415, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 253 a 255, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo II, Livro 1, pág. 63, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 94, pág. 12 e 13, de Out1967

Imagens dos distintivos do veterano Carlos Coutinho

 

 

 

 

João Félix Pereira dos Santos

 

Soldado de Cavalaria, Apontador de Morteiro, n.º 320/63

 

Companhia de Cavalaria 487

 

Batalhão de Cavalaria 490

 

«SEMPRE EM FRENTE»

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

(Título póstumo)

 

João Félix Pereira dos Santos, Soldado de Cavalaria, Apontador de Morteiro, n.º 320/63, natural de Samora Correia, concelho de Benavente, filho de Fernando Félix dos Santos e de Joaquina Ferreira, solteiro.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na Companhia de Cavalaria 487 do Batalhão de Cavalaria 490 «SEMPRE EM FRENTE».

 

Faleceu no dia 1 de Junho de 1964 em Farim, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado na campa n.º 865, do cemitério de Bissau (Guiné)

 

A sua Alma descansa em Paz

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

(Título póstumo)

 


Soldado de Cavalaria n.º 320/63
JOÃO FÉLIX PEREIRA SANTOS
 

CCav487 - RC3
GUINÉ


2.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 31 - 3.ª série, de 1966.
Por Portaria de 04 de Outubro de 1966:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de Combate na Província da Guiné Portuguesa:


O Soldado n.º 320/63, João Félix Pereira Santos, da Companhia de Cavalaria n.º 487 / Batalhão de Artilharia n.º 733 - Regimento de Cavalaria n.º 3, a título póstumo.


Transcrição do louvor que originou a condecoração:
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela OE):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar para todos os efeitos legais, o louvor conferido a título póstumo, em Ordem de Serviço n.º 57, de 07 de Julho de 1964, do Comando Territorial Independente da Guiné, ao Soldado n.º 320/63, João Félix Pereira Santos, da Companhia de Cavalaria nº 487, com a seguinte redacção:


Porque, durante o tempo em que serviu nesta Companhia, demonstrou sempre extraordinário desembaraço, excepcional eficiência em combate, espírito de sacrifício e camaradagem.


Quando da emboscada sofrida por esta Companhia em 31 de Maio de 1964, na estrada Farim-Jumbembem, não hesitou em colocar o seu morteiro numa zona descoberta, quando verificou que era esta a única que lhe permitia bater as posições inimigas.


Foi gravemente ferido quando, indiferente ao perigo, cumpria valorosamente a sua missão.


Pela valentia que várias vezes demonstrou, pelo seu espírito alegre e camarada, o Soldado n.º 320, Santos, permanecerá para aqueles que o conheceram como um símbolo perfeito das virtudes do Soldado português.

 

Ministério do Exército, 04 de Outubro de 1966.
O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.
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Jornal do Exército, ed. 94, páp.s 12 e 13, de Out1967

 

«CONDECORADO COM A MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 2.ª CLASSE, O SOLDADO N.º 320/63 JOÃO FÉLIX PEREIRA SANTOS, PORQUE DEMONSTROU SEMPRE EXTRAORDINÁRIO DESEMBARAÇO, EXCEPCIONAL EFICIÊNCIA EM COMBATE, ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO E CAMARADAGEM.


QUANDO DA EMBOSCADA SOFRIDA PELA SUA COMPANHIA EM 31 DE MAIO DE 1964, NA ESTRADA FARIM-JUBEMBEM, NÃO HESITOU EM COLOCAR O SEU MORTEIRO NUMA ZONA DESCOBERTA, QUANDO VERIFICOU QUE ERA ESTA A ÚNICA QUE LHE PERMITIA BATER AS POSIÇÕES INIMIGAS.


FOI GRAVEMENTE FERIDO QUANDO, INDIFERENTE AO PERIGO, CUMPRIU VALOROSAMENTE A SUA MISSÃO. PELA VALENTIA QUE VÁRIAS VEZES DEMONSTROU, PELO SEU ESPÍRITO ALEGRE E CAMARADA, O SOLDADO N.º 320/63 PERMANECERÁ PARA AQUELES QUE O CONHECERAM COMO UM SÍMBOLO PERFEITO DAS VIRTUDES DO SOLDADO PORTUGUÊS.
»

 

 

 

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Batalhão de Cavalaria n.º 490


Identificação:

BCav 490


Unidade Mobilizadora:

Regimento de Cavalaria 3 (RC 3 - Estremoz)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Fernando José Pereira Marques Cavaleiro
 

2.º Comandante:
Major de Cavalaria Alexandre António Baía Rodrigues dos Santos
Major de Cavalaria Raul Augusto Paixão Ribeiro
 

Oficial de Operações e Informações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria Domingos Vilas Boas de Sousa Magalhães
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Cavalaria Luís Augusto Rodrigues de Carvalho
Capitão de Cavalaria Luís Alberto Paço Moura dos Santos
Capitão de Cavalaria João Luís Moreira Arriscado Nunes
Capitão de Cavalaria Manuel Correia Arrabaça
Capitão do Serviço Geral do Exército António Joaquim Marques
 

Companhia de Cavalaria 487 (CCav487):
Capitão de Cavalaria António Varela Romeiras Júnior
Capitão de Cavalaria Rui Gonçalves Soeiro Cidrais
 

Companhia de Cavalaria 488 (CCav488):
Capitão de Cavalaria Fernando Manuel Lopes Ferreira
Capitão de Cavalaria Manuel Correia Arrabaça
Tenente de Cavalaria Lourenço de Carvalho Fernandes Tomás
 

Companhia de Cavalaria 489 (CCav489):
Capitão de Cavalaria António Ferreira Cabral Pais do Amaral
Capitão de Cavalaria João do Nascimento de Jesus Pato Anselmo
Capitão Mil.º de Cavalaria António Tavares Martins
 

Divisa:

"Sempre em frente"


Partida:

Embarque em 17 de Julho de 1963; desembarque em 22 de Julho de 1963


Regresso:

Embarque em 12 de Agosto de 1965


Síntese da Actividade Operacional
Após o desembarque, permaneceu em Bissau em função de intervenção, com duas subunidades em reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512), a partir de 2 de Agosto 1963, por rotação, a fim de actuarem intensivamente na região de Óio-Morés e Mansoa. De 14 de Janeiro a 24 de Março de 1964, assumiu o comando das forças terrestres da operação "Tridente", realizada nas ilhas de Como, Caiar e Catunco, reforçado com outras subunidades, incluindo fuzileiros especiais e pára-quedistas.


Em 23 de Maio de 1964, seguiu para Farim a fim de preparar a organização, deslocamento e instalação das forças no Sector C3, mais tarde, Sector O2, então criado e cuja área se encontrava incluída do antecedente na zona de responsabilidade do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512). Em 31 de Maio de 1964, assumiu a responsabilidade completa do referido sector, com a sede em Farim que abrangia os subsectores de Cuntima, Jumbembém, Bigene e Farim e a partir de 29 de Junho de 1964 o de Binta, então criado.


Em 25 de Março de 1965, instalou forças para ocupação da povoação de Canjambari, no seu sector, tendo as suas subunidades ficado integradas no seu dispositivo e manobra do Batalhão, a partir de 31 de Maio de 1964.


O batalhão [BCav490] continuou a desenvolver assinalável actividade operacional de reconhecimentos, emboscadas, batidas, abertura e protecção dos itinerários e acções sobre grupos inimigos.


Destacam-se, pelas baixas causadas e pela captura de bastante armamento e outro material, as operações "Jocoso", "Vouga" e "Invento", entre outras.


Dentre o armamento capturado mais significativo, destaca-se uma metralhadora ligeira, 19 pistolas-metralhadoras, 36 espingardas, 10 minas e 9145 munições de armas ligeiras.


Em 15 de Junho de 1965, foí rendido no Sector O2 pelo Batalhão de Artilharia 733 (BArt 733) e recolheu a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso, tendo ainda destacado nesse período alguns efectivos das suas subunidades para segurança e protecção dos meios de travessia do rio Cacheu, em S. Vicente.


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A Companhia de Cavalaria 487 (CCav 487), enquanto na função de intervenção, foi empregada em diversas operações nas regiões de Encheia, Fajonquito, Bissorã e Morés, em reforço de outros batalhões e, integrada no seu batalhão [BCav490], na operação "Tridente" atrás referida.
Em 11 de Março 1964, seguiu para Farim a fim de substituir a Companhia de Artilharia 640 (CArt 640) na função de subunidade de intervenção e reserva do sector, inicialmente na dependência do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) e depois do seu batalhão [BCav490].


Em 15 de Julho de 1965, após curto período na dependência do Batalhão de Artilharia 733 (BArt733), foi substituída em Farim pela Companhia de Artilharia (CArt731) e recolheu então a Bissau a fim de se integrar novamente no seu Batalhão [BCav490] até ao embarque de regresso.
 

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A Companhia de Cavalaria 488 (CCav488), enquanto na função de intervenção, foi empregada em diversas operações nas regiões de Mansoa, Cutia, Bissorã e Morés, em reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) e, integrada no seu batalhão [BCav490], na operação "Tridente" atrás referida.


Após deslocamento por Bafatá, Cambajú, Canhamina e Sitató, ocupou e instalou-se em Jumbembém em 31 de Maio de 1964, assumindo a responsabilidade do respectivo subsector e ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCav490].

 

Em 6 de Junho de 1965, foi rendida pela Companhia de Artilharia 730 (CArt 730), tendo recolhido seguidamente a Bissau com o seu batalhão [BCav490] e onde se manteve até ao seu embarque de regresso.
 

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A Companhia de Cavalaria 489 (Cav 489), enquanto na função de intervenção, foi empregada, com base em Mansabá, em diversas operações efectuadas nas regiões de Mansabá, Bissorã e Morés, em reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) até 27 de Dezembro de 1963 e, integrada no seu Batalhão [BCav490], na operação "Tridente" atrás referida, tendo ainda sido atribuída temporariamente ao Batalhão de Caçadores 236 (BCac236) e depois ao Batalhão de Caçadores 600 (BCac600) para colaborar na segurança e protecção das instalações da área de Bissau, de 3 de Setembro a 21 de Outubro de 1963, a fim de colmatar a saída da Companhia de Caçadores 154 (CCac154).


Após deslocamento conjunto com a Companhia de Cavalaria 488 (CCav488) até Sitató, instalou-se em Cuntima em 31 de Maio de 1964, onde substituiu forças da Companhia de Caçadores 461 (CCac461) e da 1.ª Companhia de Caçadores (1ªCCac), assumindo a responsabilidade do respectivo subsector, então criado e ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCav490].


Em 6 de Junho de 1965, foi rendida pela Companhia de Artilharia 732 (CArt732), tendo recolhido seguidamente a Bissau com o seu batalhão [BCav490] e onde se manteve até ao seu embarque de regresso.


Entretanto, a partir de 13 de Junho de 1965, dois pelotões estiveram temporariamente deslocados em Bula, em reforço do Batalhão de Caçadores 790 (BCav790), por períodos de 10 a 15 dias, com vista à realização de patrulhamentos e contactos com as populações da região de S. Vicente.


 

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