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Condecorações

João Lúcio Rodrigues, 1.º Cabo de Infantaria, da CCac1785/BCac1931: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 433, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, Livro 1, págs. 237 e 238, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 114, pág. 22, de Junho de 1969

 

João Lúcio Rodrigues

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 10160367

 

Companhia de Caçadores 1785

 

Batalhão de Caçadores 1931

 

«RUMO Á PAZ JUNTOS NA GUERRA»

 

Angola: 10Dez1967 a 13Jan1970

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Prémio 'Governador-Geral de Angola'

 

 

João Lúcio Rodrigues, 1.º Cabo de Infantaria, n.º 10160367.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Caçadores 1785 (CCac1785) do Batalhão de Caçadores 1931 (BCac1931) «RUMO Á PAZ JUNTOS NA GUERRA», no período de 10 de Dezembro de 1967 a 13 de Janeiro de 1970.

 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe e o Prémio 'Governador-Geral de Angola', por acções de combate no teatro-de-operações de Angola.

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

1.° Cabo de Infantaria, n.º 10160367
JOÃO LÚCIO RODRIGUES
 

CCac1785/BCac1931 - RI2
ANGOLA


4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 15 - 3.ª série de 1969.

 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 1 de Abril de 1969:


O 1.º Cabo n.º 10160367, João Lúcio Rodrigues, da Companhia de Caçadores n.º 1785 do Batalhão de Caçadores n.º 1931 - Regimento de Infantaria n.º 2.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 15, de 19 de Fevereiro de 1969, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvado o 1.º Cabo n.º 10160367, João Lúcio Rodrigues, pela sua excepcional actuação na violentíssima emboscada sofrida pelo seu Grupo de Combate.


Fazendo parte da Secção da segunda viatura que caiu na zona de morte, saltou para a berma, onde ocupou um bom local de tiro, donde fez fogo, cobrindo a retirada dos feridos da sua Secção e continuou a aguentar a posição pois entretanto apercebeu-se que os restantes militares já tinham esgotado as munições.


Posteriormente, transportou um camarada ferido para local mais abrigado, do que resultou, ao tentar reunir-se ao restante efectivo da sua Secção, não o ter conseguido, por o inimigo lhe impedir qualquer movimento com rajadas ajustadas, criando-lhe uma situação angustiosa até à chegada de reforços.


Na sua actuação, o 1.º Cabo Rodrigues revelou espírito de sacrifício e abnegação, a par de grande coragem, decisão, sangue frio e serena energia debaixo de fogo, ficando vários camaradas a deverem-lhe a vida, pelo que é digno de ser apontado como exemplo de combatente e de Soldado do Exército que tão nobremente serve.     
 

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Jornal do Exército, ed. 114, pág. 22, de Junho de 1969

 

1.º CABO JOÃO LÚCIO RODRIGUES
da CCac1785 / BCac1931


«Pela sua valorosa actuação debaixo de violentíssimo fogo inimigo a ele se ficando a dever a possibilidade de recuperar alguns dos seus companheiros abatidos pelo inimigo, um dos quais ele próprio transportou para local abrigado depois dum percurso feito sob rajadas ajustadas que posteriormente o colocaram em perigosíssima situação ao pretender juntar-se aos outros elementos.


É condecorado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe
»

 

 

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(nota):
 

Batalhão de Caçadores N.º 1931
 

Identificação:

BCac1931
 

Unidade Mobilizadora:

Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes)
 

Comandante:

Tenente-Coronel de Infantaria José Manuel Celestino Soares da Costa Ferreira
 

2.º Comandante:

Major de Infantaria Fernando da Fonseca
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:

Major de Infantaria Raul Frederico Pello Rato
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):

Capitão do Serviço Geral do Exército Adelino Martins Luzia
 

Companhia de Caçadores 1784 (CCac1784):

Capitão Mil.º de Infantaria Victor Manuel dos Santos Bernardo de Almeida
 

Companhia de Caçadores 1785 (CCac1785):

Capitão de Infantaria Manuel Alberto Botelho dos Santos Clara
 

Companhia de Caçadores 1786 (CCac1786):

Capitão de Infantaria José Vicente da Silva Júnior
 

Divisa:

«RUMO Á PAZ JUNTOS NA GUERRA»
 

Partida:

Embarque, no NTT «Niassa», no dia 29 de Novembro de 1967; desembarque no dia 10 de Dezembro de 1967
 

Regresso:

Embarque, no NTT «Uíge», no dia 13 de Janeiro de 1970
 

Síntese da Actividade Operacional:

O BCaç (Batalhão de Caçadores 1931) foi destinado ao subsector de Bessa Monteiro, no Sector A, da ZIN (Zona de Intervenção Norte), rendendo o BCaç 1902 (Batalhão de Caçadores 1902).

 
O dispositivo adoptado foi o seguinte: Comando, CCS (Companhia de Comando e Serviços) e CCaç 1786 (Companhia de Caçadores 1786) em Bessa Monteiro, a CCaç 1784 (Companhia de Caçadores 1784) em Baca, a CCaç 1785 (Companhia de Caçadores 1785) na Quibala. Teve como reforços o PelMort 1061 (Pelotão de Morteiros 1061), depois o 2000 (Pelotão de Morteiros 2000) em Bessa Monteiro, a CCaç 106/RI 20 (Companhia de Caçadores 106 do Regimento de Infantaria 20 - Guarnição Normal) em Quimaria e a CArt 1467 (Companhia de Artilharia 1467), de reforço, temporariamente, em Ambrizete. O BCaç (Batalhão de Caçadores 1931) assumiu a responsabilidade da ZA (Zona de Acção) em 26 de Dezembro de 1967.


Na ZA (Zona de Acção) o In (inimigo) dispunha de alguns refúgios, de dificílimo acesso, mesmo por helicóptero. Grupos organizados de vários "quartéis", numerosos e muito bem armados, desencadeavam ataques, nas vias de comunicação, às colunas das NT (Nossas Tropas), causando, e sofrendo também, pesadas baixas, como em 13 de Maio de 1968. Além da responsabilidade de busca e destruição de instalações, o BCaç (Batalhão de Caçadores 1931) hipotecou durante todo o período de actividade consideráveis efectivos às escoltas e protecção de trabalhos da JAEA (Junta Autónoma das Estradas de Angola).


Em 27 de Agosto de 1969, foi rendido no subsector de Bessa Monteiro pelo BArt 2883 (Batalhão de Artilharia 2883), tendo rodado para o subsector da Damba, no sector de Uíge, na ZMN (Zona Militar Norte); aqui rendeu o BCaç 1921 (Batalhão de Caçadores 1921), assumindo a responsabilidade deste subsector em 2 de Setembro de 1969. O dispositivo foi: o Comando e CCS (Companhia de Comando e Serviços) na Damba, a CCaç 1784 (Companhia de Caçadores 1784) em Mucaba, a CCaç 1785 (Companhia de Caçadores 1785) em Lêmboa e a CCaç 1786 (Companhia de Caçadores 1786) em Chimacongo com 1 pelotão em Pete Cusso. Um pelotão por Companhia reforçou, inicialmente, o BCaç 2873 (Batalhão de Caçadores 2873).


Nesta ZA (Zona de Acção), o BCaç (Batalhão de Caçadores 1921) orientou a sua actividade operacional no sentido de desarticular a organização In (inimiga), na zona sudoeste do subsector e ainda de proteger a considerável população recuperada.


Em 22 de Dezembro de 1969, o BCaç (Batalhão de Caçadores 1921) foi rendido na ZA (Zona de Acção) pelo BCaç 2891 (Batalhão de Caçadores 1921).
 

 

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