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Condecorações

Joaquim Luís dos Reis, Soldado de Cavalaria, da CCav1401/BCav1851: Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo I, pág. 88, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 485 e 486, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 89, pág. 26, de Maio de 1967 

 

 

Joaquim Luís dos Reis

 

Soldado de Cavalaria, n.º 85/65-M

 

Companhia de Cavalaria 1401

 

Batalhão de Cavalaria 1851

 

«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola:

 

02Ago1965 a 22Ago1967

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

Prémio 'Governador'

 

 

Joaquim Luís dos Reis, Soldado de Cavalaria, n.º 85/65-M.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Cavalaria 1401 do Batalhão de Cavalaria 1851 (nota) «...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», no período de 2 de Agosto de 1965 a 22 de Agosto de 1967.

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

 

Soldado de Cavalaria, n.º 85/65-M
JOAQUIM LUÍS DOS REIS
 

CCav1401/BCav1851 - RC 3
ANGOLA
 

2.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 4 - 3.ª série, de 1967.
Por Portaria de 21 de Dezembro de 1966:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola:


O Soldado n.º 85/65-M, Joaquim Luís dos Reis, da Companhia de Cavalaria n.º 1401/Batalhão de Cavalaria n.º 1851 - Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela OE):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, louvar o Soldado n.º 85/65-M, Joaquim Luís dos Reis, da Companhia de Cavalaria n.º 1401/Batalhão de Cavalaria n.º 1581 - Regimento de Cavalaria n.º 3, por, em combate, ter demonstrado possuir indómita coragem, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de intenso fogo inimigo.


Tendo a coluna de que fazia parte sido alvo duma emboscada e atingida por duas minas que feriram três dos seus camaradas, houve-se de forma digna da maior admiração.

 
Quando a coluna pretendida sair da "zona de morte", o Soldado Luís dos Reis, que seguia na última viatura, saltou à picada empunhando a sua metralhadora e muito embora soubesse que essa atitude o transformaria no alvo principal do inimigo, valente e abnegado, internou-se na mata e avançou a peito descoberto, fazendo rajadas oportunas e ajustadas em direcção ao morro onde o inimigo se instalara, conseguindo com a sua tenacidade e valentia desalojar o inimigo e pô-lo em debandada com baixas prováveis.


Pela destemida forma como agiu nesta missão, evitando que a cauda da coluna sofresse duro ataque inimigo, pelo conceito em que já era tido, cabalmente demonstrou excepcionais qualidades de heroísmo, abnegação, coragem, decisão e desprezo pela vida que tão exuberantemente manifestou, e acrescentou sem dúvida as glórias da sua Unidade e do Exército.

 

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Jornal do Exército, ed. 89, pág. 26, de Maio de 1967 

 

 

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(nota):

 

Batalhão de Cavalaria N.º 1851
 

Identificação: BCav1851
 

Unidade Mobilizadora:

Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz)
 

Comandante:

Tenente-Coronel Alberto Carlos Perestrelo de Alarcão da Silveira
 

2.º Comandante:

Major de Cavalaria José Luís Trinité Rosa
 

Oficial de Informações e Operações/Adjunto:

Capitão de Cavalaria João Sequeira Marcelino
Capitão de Cavalaria Francisco Manuel Martins dos Santos
Capitão de Cavalaria Jorge Manuel Bicudo e Castro Valério
 

Comandantes de Companhia:

Companhia de Comando e Serviços (CCS):

Capitão do Serviço Geral do Exército Carlos Francisco
 

Companhia de Cavalaria 1401 (CCav1401):

Capitão Mil.º de Cavalaria Joaquim da Silva Prado
 

Companhia de Cavalaria 1402 (CCa1402):

Capitão de Cavalaria Rui Manuel Bruno Machado Pessoa de Amorim
 

Companhia de Cavalaria 1403 (CCav1403):

Capitão de Cavalaria Rogério Montefalco Sarmento Pereira
Capitão de Cavalaria Francisco Manuel Martins dos Santos
Capitão de Cavalaria Graduado Orlando José do Espírito Santo Ramos
 

Divisa: «... NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
 

Partida:

Embarque no NTT «VERA CRUZ», no dia 24 de Julho de 1965; desembarque no dia 2 de Agosto de 1965.
 

Regresso:

Embarque no NTT «UÍGE», no dia 22 de Agosto de 1967


Síntese da Actividade Operacional
 

O Batalhão de Cavalaria 1851 foi destinado ao subsector de Zala, no Sector D, ali rendendo o Batalhão de Cavalaria 745 (BCav745) e assumindo a responsabilidade do subsector em 14 de Agosto de 1965.


O Comando e a Companhia de Comando e Serviços (CCS) aquartelaram em Zala, bem como a Companhia de Cavalaria 1403 (CCav1403), a Companhia de Cavalaria 1402 (CCav1402) ficou em Bela Vista e a Companhia de Cavalaria 1401 (CCav1401) em Vila Pimpa; como apoio de fogos dispunha da 4.ª Bateria do Grupo de Artilharia de Campanha de Luanda (4.ª Btr/GACL - Guarnição Normal) e do Pelotão de Morteiros 1020 (PelMort1020) em Zala; a Companhia de Artilharia 1562 (CArt1562), em reforço, desde Abril de 1966, ficou em Zala e depois em Bela Vista.


A ZA (Zona de Acção) do Batalhão de Cavalaria coincidia com o fulcro da guerrilha e a área do seu maior empenhamento; estava bem armada, municiada e moralizada e revelou-se quase diariamente por muito fortes acções de fogo contra colunas auto, conjugadas com implantação de minas ACar (Anti-carro) e APes (Anti-pessoal). Foi precisamente nas reacções a estas emboscadas, que as NT (Nossas Tropas) obtiveram os seus maiores êxitos, pois, embora sofrendo-as, causaram ao In (inimigo) baixas muito superiores, mau grado as desvantagens do terreno, a nossa exposição, aos ataques e a escolha e preparação dos locais de emboscada pelo In (inimigo).


Destas reacções das NT (Nossas Tropas), destacam-se as de 2 de Novembro de 1965, na estrada Ambriz-Zala, de 1 de Junho de 1966 na Camioneta Vermelha e de 27 de Junho de 1966 na estrada Nambuangongo-Zala. Das operações realizadas, mencionam-se "Determinados", "Madureira" e "Dever", entre outras.


Em 12 de Setembro de 1966, foi substituído no subsector de Zala pelo Batalhão de Caçadores 1892 (BCac1892).


A seguir, o Batalhão de Cavalaria rodou, rendendo o Batalhão de Caçadores 670 (BCac670), em 23 de Setembro de 1966, para o sector da Lunda, na ZIL (Zona de Intervenção Leste), com sede em Henrique de Carvalho, onde aquartelaram o Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Cavalaria 1403 (CCav1403), ficando a Companhia de Cavalaria 1401 (CCav1401) no Dundo e a Companhia de Cavalaria 1402 (CCav1402) em Cassinguidi; como reforços, dispunha da Companhia de Caçadores 1517 (CCac1517) em Lubalo e depois em Lumege, da Companhia de Caçadores 1518 (CCac1518) em Mussuco e da Companhia de Caçadores 1519 (CCac1519) em Camaxilo, havendo destacamentos de pelotão em Canzar, Luia, Lóvua, Veríssimo Sarmento, Cacolo, Luremo, Catxinga, Cuango, Caungula e Cuilo.


O In (inimigo) começou a revelar-se, por assaltos a povoações, eliminações físicas dos chefes-nativos e emboscadas a viaturas civis, após a entrada em sector do Batalhão de Cavalaria, nomeadamente com ataques a Cazoa, Chimbila e à serração do Luvo. Para travar a acção do In (inimigo) foram desencadeadas muitas operações, das quais se salientam, pelas baixas causadas, as operações "Leopardo", "Diamante Azul" e "Jacaré".
Em 14 de Agosto de 1967, o Batalhão de Cavalaria foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 1892 (BCac1892).
 

 

     
 

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