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Condecorações

Jorge António Rodrigues, Alferes Mil.º de Infantaria, da CCS/BC3: Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo III, pág. 100, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 553 e 554, da RHMCA / CECA / EME

Ordem do Exército n.º 10 - 2.ª série, pág.s 1350 e 1351, de 1 de Setembro de 1961
Ordem do Exército n.º 6 - 2.ª série, pág. 843, de 1 de Junho de 1962

Jornal do Exército, ed. 89, pág. 23, de Maio de 1967

 

 

Jorge António Rodrigues

 

Companhia de Comando e Serviços

 

Batalhão de Caçadores 3

 

Região Militar de Angola

 

«MANERE AC VINCERE»

 

Angola

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Prémio Governador-Geral de Angola

 

 

Jorge António Rodrigues, Alferes Mil.º de Infantaria.

 

Mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 3 (BC3) «MANERE AC VINCERE», da Região Militar de Angola.

 

Louvado e condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, publicado na Ordem de Serviço n.º 63, de 11 de Agosto de 1965, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA) e por Portaria de 8 de Março de 1966, publicada na Ordem do Exército n.º 8 - 2.ª série, de 1966.

 

Agraciado com o Prémio de Governador-Geral de Angola (Jornal do Exército, ed. 89, pág. 23, de Maio de 1967)

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria
JORGE ANTÓNIO RODRIGUES
 

CCS/BC3
ANGOLA


3.ª classe


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 8 — 2.ª série, de 1966.


Por Portaria de 08 de Março de 1966:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Alferes Miliciano de Infantaria, Jorge António Rodrigues, da Companhia de Comando e Serviços, do Batalhão de Caçadores n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 63, de 11 de Agosto de 1965, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvo o Alferes Miliciano, Jorge António Rodrigues, da Companhia de Comando e Serviços, do Batalhão de Caçadores n.º 3 (CCS/BC3), porque durante cerca de 14 meses que exerce as funções de Comandante de um Grupo de Combate neste Sub-Sector do Norte de Angola, tem evidenciado óptimas qualidades de comando, decisão, sangue frio, coragem e serena energia sob o fogo inimigo, tornando o seu Grupo de Combate uma equipa homogenia, corajosa e dotada de verdadeiro espírito de corpo, com a reconhecida confiança do Comando da Companhia que lhe atribui com frequência as missões mais difíceis e de maior risco.


Numa operação recentemente realizada numa importante zona de refúgio do inimigo, o seu Grupo de Combate, abrindo caminho à frente da sua Companhia, atacou rápida e decididamente uma forte resistência inimiga armada de metralhadora ligeira e de outras armas automáticas, instalada numa posição forte, pondo o inimigo em fuga desordenada.


Ainda, por ordem do Comando de Batalhão, organizou e comandou um grupo especial de voluntários que actuando isolado e tendo-lhe sido dadas as mais difíceis e arriscadas missões tem obtido êxitos que podem ser considerados invulgares.


Dinâmico, activo, inteligente, leal e óptimo camarada, sempre pronto a todos os sacrifícios para melhoria dos serviços e das operações, o Alferes Rodrigues constitui um modelo de subalterno, mantendo e honrando, frente ao inimigo, as gloriosas tradições do Exército Português.

 

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Prémio Governador-Geral de Angola

 

Jornal do Exército, ed. 89, pág. 23, de Maio de 1967

 

 

Alferes Mil.º de Infantaria Jorge António Rodrigues

 

O Alferes Jorge António Rodrigues foi distinguido porque durante cerca de catorze meses que exerce as funções de Comandante de um grupo de combate no Norte de Angola, tem evidenciado óptimas qualidades de comando, decisão, sangue-frio, coragem e serena energia sob o fogo inimigo, tornando o seu grupo uma equipa homogénea, corajosa e dotada de verdadeiro espírito de corpo, com reconhecida confiança do Comando da Companhia.


Numa operação recentemente realizada numa importante zona de refúgio do inimigo, o grupo de combate, abrindo caminho à frente da Companhia, atacou rápida e decididamente uma forte resistência inimiga, pondo o inimigo em fuga desordenada.


Por ordem do Comando do Batalhão, organizou e comandou um grupo especial de voluntários que, actuando isolado, e tendo-lhe sido dadas as mais difíceis e arriscadas missões, tem obtido êxitos que podem ser considerados invulgares.


Dinâmico, activo, inteligente, leal e óptimo camarada, sempre pronto a todos os sacrifícios para melhoria dos serviços das operações, constitui um modelo de subalterno, mantendo e honrando, frente ao inimigo, as gloriosas tradições do Exército Português.


Foi condecorado cem a Cruz de Guerra de 3.ª Classe.
 

 

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Batalhão de Caçadores 3 da Região Militar de Angola

 

O Batalhão de Caçadores 3 era uma unidade da Guarnição Normal, tendo sido criado de acordo com a reorganização do dispositivo militar da Província de Angola definido pelo Decreto-Lei n.º 43351, de 24 de Novembro de 1960.


A sua organização foi efectuada de acordo com os estudos e documentos de trabalho que antecederam a promulgação do Decreto-Lei n.º 43351 atrás referido.


A sua organização provisória foi definida inicialmente na Ordem de Serviço n.º 49, de 22 de Junho de 1960, do Comando Militar Angola, com o Comando, órgãos de

Comando e a 1.ª Companhia de Caçadores em Carmona, a
2.ª Companhia de Caçadores (Metropolitana) no Toto, a
3.ª Companhia de Caçadores em São Salvador, a
4.ª Companhia de Caçadores em Nóqui e a
5.ª Companhia de Caçadores em Maquela do Zombo.


As 1.ª, 4.ª e 5.ª Companhias de Caçadores eram já existentes e eram subunidades destacadas do Regimento de Infantaria de Luanda, sendo, portanto, apenas criada efectivamente a 3.ª Companhia de Caçadores.


Entretanto, e apenas transitoriamente, a Ordem de Serviço n.º 29, de 5 de Maio de 1961, do Comando Militar de Angola, incluiu ainda na organização do Batalhão de Caçadores 3 uma 6.ª Companhia de Caçadores (Metropolitana) e uma 7.ª Companhia de Caçadores (Metropolitana), as quais eram respectivamente as 8.ª Companhia de Caçadores Especiais (também designada Companhia de Caçadores 81) e a 9.ª Companhia de Caçadores (também designada Companhia de Caçadores 82).


Na 1.ª fase da guerra subversiva, as subunidades ou parte foram atribuídas em reforço de outras unidades, tendo acorrido com determinação, eficiência e valor em socorro de muitas povoações do Norte de Angola, então a braços com a fúria dos elementos sublevados e de que se referem Quitexe, Nova Caipemba, Mucaba, Songo, Luvo, Toto, Mandimba, Cuimba, Buela, São Salvador e Carmona. O seu excepcional comportamento operacional levou a que o Batalhão de Caçadores 3 fosse louvado e condecorado com a Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, conforme Ordem do Exército n.º 10 - 2.ª Série, de 1961 e correcção em Ordem do Exército n.º 6 - 2.ª Série, de 1962, pela acção das Companhias de Caçadores Indígenas em Carmona, Maquela do Zombo e Nóqui e do Destacamento Indígena em São Salvador, bem como da 2.ª Companhia de Caçadores Especiais (depois designada Companhia de Caçadores 61), então instalada no Toto.


Com a integração do batalhão no Sector 2, da Zina de Intervenção Norte, em 4 de Junho de 1961, assumiu então a responsabilidade do subsector de Carmona.


O dispositivo veio a ser constituído da seguinte forma:
Comando, 1.ª Companhia de Caçadores e Companhia de Caçadores 82 em Carmona, a
Companhia de Cavalaria 108 no Negage e pelotões em Entre Rios e Púri e a
Companhia de Artilharia 100 em Cangola e pelotões em Caiongo e Bengo.


A actividade operacional caracterizou-se pela colaboração em diversas operações organizadas pelo Comando de Sector ou em reforço de outros batalhões, destacando-se, entre outras, as operações "Determinação Permanente", "Mabecos", "Mãos Dadas" e "Caça Minas". Na sua zona de acção, o batalhão desenvolveu intensa actividade na serra do Uíge, particularmente na região dos Quivitas, nas serras do Quitoque, Cananga e Mucaba, mantendo ainda uma grande pressão na vigilância e segurança das inúmeras fazendas em laboração.


Em 1 de Abril de 1967, os termos do Despacho n.º 4, do Ministro do Exército, publicado na Ordem do Exército n.º 2° - 1.ª série, de 28 de Fevereiro de 1967, o Batalhão de Caçadores 3 passou a ter a designação de Batalhão de Caçadores 12.

 

 

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