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Condecorações

Jorge da Conceição Feliciano, Furriel Mil.º de Infantaria 'Comando', da 3ªCCmds

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág.s 199 e 200, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 529, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 136, pág. 49, de Abril de 1971

 

 

Jorge da Conceição Feliciano

 

Furriel Mil.º de Infantaria 'Comando'

 

3.ª Companhia de Comandos

 

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Guiné: 30Jun1966 a 29Abr1968

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

(colectiva)

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Jorge da Conceição Feliciano, Furriel Mil.º de Infantaria 'Comando', natural da freguesia e concelho das Caldas da Rainha, distrito de Leiria.

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na 3.ª Companhia de Comandos «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES», no período de 30 de Junho de 1966 a 29 de Abril de 1968.

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado na Ordem de Serviço n.º 19, de 2 de Maio de 1968, do Quartel General do Comando Territorial da Guiné (QG/CTIG) e na Ordem do Exército n.º 20 - 3.ª série, de 1968.

 

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Furriel Miliciano de Infantaria, Comando
JORGE DA CONCEIÇÃO FELICIANO
 

3ªCCmds - RAL1
GUINÉ


4.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 20 - 3.ª série, de 1968.


Por Portaria de 5 de Junho de 1968:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa:


O Furriel Miliciano de Infantaria, Comando, Jorge da Conceição Feliciano, da 3.ª Companhia de Comandos - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado n OS n.º 18, de 2 de Maio de 1968, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):


Louvado o Furriel Mil.º Comando, Jorge da Conceição Feliciano, da 3.ª Companhia de Comandos - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1, pelas suas raras qualidades de chefia, sentido de missão, sangue-frio, coragem física e moral, decisão, serena energia debaixo de fogo e indiferença pelo perigo, durante vinte meses de constante actividade operacional.


Elemento disciplinado e excepcionalmente disciplinador, é sempre dos primeiros nos momentos de maior perigo, incutindo confiança e serenidade aos seus subordinados.


Possuidor de uma técnica de combate apurada consegue em todas as situações de combate ter a sua equipa no melhor lugar no terreno.


Na Operação "Valquíria" demonstrou ainda o Furriel Mil.ª Comando, Feliciano, durante uma emboscada nocturna, um sangue-frio invulgar, um total desprezo pela vida, coragem física e moral, decisão e energia debaixo de fogo, pois em plena zona de morte, densamente batida pelo fogo inimigo, nunca deixou de comandar a sua equipa, contribuindo para o êxito final da reacção à emboscada.


Mostrou ainda o Furriel Feliciano um raro espírito de sacrifício quando do transporte dos mortos e feridos, tendo sido incansável na assistência aos feridos mesmo debaixo de fogo.


Na Operação "Johnnie Walker", evidenciou mais uma vez, o Furriel Feliciano, as suas invulgares qualidades de comando em combate, abnegação, coragem e decisão debaixo de fogo. Alardeando um dinamismo contagioso e invulgar agressividade, levou os elementos da sua equipa a fazer uma "busca" meticulosa, rápida e eficiente, indiferente ao perigo, mas sempre consciente das medidas de segurança que impunha energicamente aos seus homens.


Pela sua coragem, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, merece o Furriel Comando Feliciano ser apontado como exemplo que honra e dignifica o Exército e os "Comandos".

 

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Cruz de Guerra de 1.ª classe

(colectiva)

 

3.ª Companhia de Comandos

 


MEDALHA DE CRUZ DE GUERRA DE 1.ª CLASSE
MINISTÉRIO DO EXÉRCITO
 

Decreto n.º 48409
 

A 3.ª Companhia de Comandos, do Comando Territorial Independente da Guiné, desenvolveu ao longo de 22 meses intensíssima actividade nesta província, revelando-se sempre uma unidade de elite, extremamente agressiva, audaz e corajosa e de apurada técnica na luta subversiva. Integrada por elementos invulgarmente dotados da melhor preparação para o combate e possuidores da mais elevada técnica em todos os aspectos de execução operacional - resultados de uma preparação inicial intensa, nunca abrandada na sua permanência na província -, ao seu espírito de corpo, nascido da total confiança na capacidade de todos os seus elementos, caldeados nos duros momentos de combate, se deve a audácia e o destemer demonstrados e os sucessos obtidos na execução de numerosas acções contra os mais difíceis objectivos, frequentes vezes constituídos por reduzidos efectivos, mas de excepcional eficiência.


Salientando-se pelo seu exemplar espírito de missão e pela constante e pronta voluntariedade para o combate, que sempre manifestou - utilizada pelo comando para o desempenho de qualquer tarefa, por mais difícil que ela se afirmasse -, apresenta a 3.ª Companhia de Comandos um significativo e brilhantíssimo historial, do qual sobressaem, pelo notável realce atingido, a captura ao inimigo de mais de uma centena de armas e de milhares de munições, bem como o elevadíssimo número de baixas que lhe infringiu e a apreensão de importante documentação, que, para além de ter proporcionado a obtenção de valiosos elementos para o conhecimento da organização e das possibilidades das forças de subversão, em muito contribuíram para o enfraquecimento da sua capacidade de combate e do moral.


Por tudo o que ficou exposto, a actividade da 3.ª Companhia de Comandos evidenciou méritos tais que lhe granjearam, de inteira justiça, a qualificação de excelente, pelo que a brilhante actuação desta unidade de elite, valorosa, audaz e abnegada, se revestiu de um lustre altamente honroso, o que a torna inteiramente merecedora da admiração e do reconhecimento do Exército, das outas Forças Armadas e da Nação.


Usando da faculdade conferida pelo n.º 3.º do artigo 109.º da Constituição, o Governo decreta e eu promulgo o seguinte:


Artigo único:

É condecorada a 3.ª Companhia de Comandos, do Comando Territorial Independente da Guiné, com a medalha de cruz de guerra de 1.ª classe, por satisfazer as condições referidas no artigo 13.º do Decreto n.º 35667, de 28 de Maio de 1946.


Publique-se e cumpra-se como nele se contém.


Paços do Governo da República, 30 de Maio de 1968.

— AMÉRICO DEUS RODRIGUES THOMAZ

— António de Oliveira Salazar

— Manuel Gomes de Araújo

— Joaquim da Luz Cunha

— Joaquim Moreira da Silva Cunha.


Para ser publicado no Boletim Oficial de todas as províncias ultramarinas — J. da Silva Cunha.
(Ordem do Exército n.º 11 - 2.ª Série, de 1 de Junho de 1968)

 

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Jornal do Exército, ed. 136, pág. 49, de Abril de 1971

FURRIEL MILICIANO JORGE DA CONCEIÇÃO FELICIANO
MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª CLASSE

O Furriel miliciano de Infantaria Jorge da Conceição Feliciano foi condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe «pelas raras qualidades de chefia que revelou durante 20 meses de actividade operacional na Guiné.


Numa operação nocturna em que foi emboscado, numa zona de morte densamente batida pelo inimigo, nunca deixou de comandar a sua equipa contribuindo para o êxito final da reacção à emboscada.


Mostrou ainda o Furriel Feliciano um raro espírito de sacrifício quando do transporte dos mortos e feridos, tendo sido incansável na assistência aos feridos mesmo debaixo de fogo.


A sua agressividade, indiferença pelo perigo e o seu espírito de missão acompanhado de uma consciência constante das medidas de segurança que impunha energicamente aos seus homens, tem contribuído para que a sua equipa de Comandos se coloque sempre no melhor terreno.
»

 


 

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3.ª Companhia de Comandos
 

Identificação:
3ªCCmds


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Lisboa)


Comandante:
Capitão Mil.º de Infantaria Comando Álvaro Manuel Alves Cardoso


Partida:
Embarque no dia 24 de Junho de 1966; desembarque no dia 30 de Junho de 1966

 
Regresso:
Embarque em no dia 29 de Abril de 1968


Síntese da Actividade Operacional
Após o desembarque, instalou-se em Brá (Bissau), onde inicialmente se dedicou à construção dos alojamentos próprios e, simultaneamente, a realizar uma instrução de aperfeiçoamento e adaptação nas regiões de Prábis e Nhacra.


Em princípios de Agosto de 1966, iniciou a fase de treino operacional, que incluiu a realização de operações nas regiões de Nova Sintra - Tite - Jabadá e Jugudul - Ponta Bará e que culminou com a entrega das insígnias de "comando" em 2 de Novembro de 1966.


Em virtude dos efectivos da subunidade se terem sucessivamente reduzido devido ao desgaste sofrido, foi formado novo pessoal de recompletamento, com entrega das insígnias em 28 de Março de 1967.


Com a sua sede em Bissau, como subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe, actuou em diversas áreas com efectivos de 1 a 4 pelotões, algumas vezes por helitransporte e em coordenação com a Força Aérea, ou em situação de reforço a diversos batalhões.


Efectuou diversas operações nas regiões de
Susana,
Flaque Cibe (Jabadá),
Bissilão (Tite),
Insumeté (Bula),
Choquemone (Bula)
Catió-Cufar,
Tiligi (Bula),
Cabedú,
Jol (Teixeira Pinto),
Oio (Mansabá),
S. Domingos,
Locher (Mansoa),
Poidom (Xime),
Canjambari,
Bambadinca,
Binar-Bula,
Salancaur (Guileje) e
outras.
Pelos resultados obtidos e efectivos envolvidos, destacam-se as operações
"Vodka",
"Nortada",
"Xerez",
"Bom Sucesso",
"Yungfrau" e
"Rolls-Royce", entre outras, tendo capturado 4 metralhadoras pesadas, 2 metralhadoras ligeiras, 15 pistolas-metralhadoras, 57 espingardas, 2 lança-granadas foguete e cerca de 9.000 munições de armas ligeiras.


A partir de 8 de Abril de 1968-, cessou a sua actividade operacional, a fim de aguardar o embarque de regresso.
 

 

 

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