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Condecorações

José António Miranda Esteves, Alferes Mil.º 'Comando': Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo I, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo I, da RHMCA / CECA / EME

Blogue da CArt2731

 

 

José António Miranda Esteves

 

Alferes Mil.º de Infantaria 'Comando'

 

20.ª Companhia de Comandos / RMA

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

(Título póstumo)

 

José António Miranda Esteves, Alferes Mil.º de Infantaria 'Comando' n.º 00772367, natural da freguesia de São Pedro e Santiago, concelho de Torres Vedras, filho de António Esteves e de Maria Celeste Miranda Oliveira Lima Esteves.

 

Mobilizado pelo Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea e de Costa (CIAAC - Cascais) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na 20.ª Companhia de Comandos «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» do Centro de Instrução de Comandos da Região Militar de Angola.

 

Faleceu no dia 8 de Janeiro de 1971 na região de Santa Cruz (Angola), vítima de ferimentos em combate [Operação "Golpe de Flanco"] nota.

 

Está sepultado no cemitério de Torres Vedras.

 

Paz à sua Alma

 

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Para visualização do conteúdo clique no sublinhado que se segue:

 

nota - Operação "Golpe de Flanco"

 

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Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

(Título póstumo)

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria, Comando
JOSÉ ANTÓNIO MIRANDA ESTEVES
 

20.ª CCmds - CICmds
ANGOLA
 

Grau: Prata, com palma (Título póstumo)
 

Transcrição do louvor publicado na OE n.º 13 — 2.ª série, de 1972:
Por Portaria de 30 de Maio de 1972:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, a título póstumo, por proposta do Comandante da Região Militar de Angola, o Alferes Miliciano, José António Miranda Esteves, da 20.ª Companhia de Comandos, porque, ao longo da sua comissão, constituiu permanente exemplo de militar e de Chefe.


De educação esmerada, atavio e aprumo irrepreensíveis, de uma resistência física notória e uma capacidade de sofrimento sem limites, extraordinariamente disciplinado e disciplinador, o que levava muitas vezes a transparecer dureza no trato, mas muito humano e zeloso pelo seu pessoal, de um espantoso espírito de missão, para o cumprimento da qual não havia entraves nem barreiras, o Alferes Esteves, como combatente, procurou constante e incansavelmente o inimigo e, quando perante este, sempre revelou admirável valor.


Permanentemente junto dos primeiros homens, foi uma vez atingido por estilhaços de granada num maxilar, continuando, sem ser evacuado, até ao fim da operação. Numa outra, accionou uma granada-armadilha, tendo, mercê de tempos de reacção mínimos, escapado ileso.


Foi, com o seu grupo, dos que melhor contribuíram para os resultados obtidos pela sua Companhia, capturando importante armamento e, inclusivamente, abatendo o principal chefe inimigo em determinada região de Angola.


Na operação em que viria a falecer, foi um exemplo extraordinário de abnegação e espírito de missão. Duas vezes emboscado à queima-roupa, reagiu sempre com a maior valentia, incitando os seus homens e desbaratando o adversário. Apesar de localizado, conseguiu iludir o inimigo, entrando de surpresa no seu acampamento, tendo sido detectado já perto do local onde aquele se reunia. Resistiu durante algum tempo ao ímpeto adversário, que, superando em dez vezes o número de elementos do seu grupo, entrincheirado e com um poderoso potencial de fogo, tentou a todo o custo passar ao assalto. Foi ferido quando, mais uma vez, pedia o lança-roquetes, para ele próprio abrir fogo. Apesar de ferido, ainda comunicou pela rádio e dirigiu a manobra retardadora para um ponto onde a defesa seria mais fácil, local onde veio a falecer.


Por tudo quanto ficou referido, o alferes Esteves creditou-se como militar de alto valor e rara abnegação, que prestou feitos de armas de que resultaram honra e brilho para o Exército, tendo, como dádiva última, oferecido a sua vida pela Pátria.


(D. G., II série, de 133, de 7 de Junho findo.)
Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma OE.
Por Portaria de 30 de Maio de 1972:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, a título póstumo, por proposta do Comandante da Região Militar de Angola, o Alferes Miliciano, José António Miranda Esteves, com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, nos termos dos artigos 7.º e 63.º e n.º 2 do artigo 67.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.
 

(D. G., II série, n.º 133, de 7 de Junho finda)

 

 

 

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