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Condecorações

José Carlos Amaral Ferreira, Soldado de Transmissões, da CCav2300: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 367, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág. 501 e 502, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 115, pág. 22, de Julho de 1969

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

José Carlos Amaral Ferreira

 

Soldado de Transmissões, n.º 08592567

 

Companhia de Cavalaria 2300

 

Batalhão de Cavalaria 2830

 

«OS CENTAUROS»

 

Angola: 13Jan1968 > 03Mar1970

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Prémio 'Governador-Geral' de Angola

 

 

José Carlos Amaral Ferreira, Soldado de Transmissões, n.º 08592567.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Cavalaria 2300 do Batalhão de Cavalaria 2830 «OS CENTAUROS», no período de 13 de Janeiro de 1968 a 3 de Março de 1970.

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

Soldado de Transmissões, n.º 08592567
JOSÉ CARLOS AMARAL FERREIRA
 

CCav2300/BCav2830 - RC3
ANGOLA
 

4.º CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 7 – 3.ª série, de 1969.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 26 de Dezembro de 1968, o Soldado n.º 08592567, José Carlos Amaral Ferreira, da Companhia de Cavalaria n.º 2300 do Batalhão de Cavalaria n.º 2830 -Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na OS n.º 88, de 1 de Novembro de 1968, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvado o Soldado de Transmissões, n.º 08592567, José Carlos Amaral Ferreira, da Companhia de Cavalaria n.º 2300 do Batalhão de Cavalaria n.º 2830 - Regimento de Cavalaria n.º 3, porque durante uma operação realizada na ZMN (Zona Militar Norte) da RMA (Região Militar de Angola), demonstrou características de excepcional combatente pela energia, sangue frio e tenacidade com que enfrentou a acção de fogo inimigo.


Especialista de transmissões, sempre pronto para todas as missões, comparecendo imediatamente na primeira linha onde o fogo inimigo se revelava, foi mais uma vez voluntário para aquela operação e mesmo depois de ferido continuou a combater até se terem esgotado as munições e ter lançado uma granada de mão.


O seu moral e verdadeira fibra foram ainda sobejamente evidenciados durante as dez horas de marcha do seu Grupo, a pé e através da mata, até à sua evacuação em viatura auto.


Pelas excelentes qualidades evidenciadas e ainda porque já noutra operação, realizada na mesma região, havia merecido um louvor em OS (Ordem Serviço) do BCav2830 (Batalhão de Cavalaria 2830), é o Soldado Amaral Ferreira credor da maior estima e consideração dos seus superiores e camaradas e merecedor de que sejam publicamente apontados como exemplo os serviços prestados ao Exército e à Nação.
 

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Jornal do Exército, ed. 108, pág. 18, de Dezembro de 1968

 

Soldado de Transmissões José Carlos Amaral Ferreira

Porque, sempre pronto voluntariamente para todas as missões que representem risco de vida, tem revelado grande serenidade e eficiência em combate, por mais de uma vez manifestadas.


E especialmente de realçar a sua heroica actuação no decorrer da operação «CASTIGO» quando, depois de ser ferido com gravidade, lançou ainda uma granada e continuou a utilizar a sua G3 até esgotar as munições, e a sua fibra e forte moral postas à prova durante a marcha de 10 horas (nove de noite), através de mata cerrada, até à viatura onde veio a ser evacuado.


É condecorado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe.

 

 


 

 

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(nota)

 

Batalhão de Cavalaria N.º 2830
 

Identificação:
BCav2830
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC 3 - Estremoz)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Júlio Augusto Pessoa Carvalho Simões
 

2.º Comandante:
Major de Cavalaria Álvaro Augusto da Fonseca Sabbo
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Major de Cavalaria José Mestre Rodrigues

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército José Pedro Dias
Capitão do Serviço Geral do Exército Augusto Estevão Gomes Júnior
 

Companhia de Cavalaria 2300 (CCav2300):
Capitão de Cavalaria Nuno Álvaro do Couto Bastos de Bivar
Capitão de Cavalaria Luís Manuel da Silva Pereira Coutinho
 

Companhia de Cavalaria 2301 (CCav2301):
Capitão de Cavalaria Jorge Manuel Pereira Tadeu Ferreira
Alferes Mil.º de Cavalaria Fernando Jorge Leite Bastos Barata

Companhia de Cavalaria 2302 (CCav2302):
Capitão de Cavalaria Augusto das Neves Oliveira
 

Divisa:
"Os Centauros"
 

Partida:
Embarque no NTT «Vera Cruz», no dia 4 de Janeiro de 1968; desembarque em 13 de Janeiro de 1968.
 

Regresso:
Embarque no NTT «Uíge», no dia 3 de Março de 1970.
 

Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria manteve-se no Campo Militar do Grafanil, em Luanda, durante 8 meses, como Unidade de reserva e de apoio de combate, fornecendo escoltas a colunas logísticas e executando operações em vários sectores da ZIN (Zona Intervenção Norte), nas zonas de Bom Jesus, no Sector I, e de Quicabo, no Sector D.


Em 31 de Agosto de 1968, o Batalhão de Cavalaria deslocou-se para os Dembos, para a área da Fazenda Margarido, na AM 1 (Área Militar 1), tendo sido reforçado com a Companhia de Cavalaria 2330 (CCav2330), constituindo o Agrupamento Centauro, dividido em 2 subagrupamentos, que executaram as operações da série "Nova Luz".


A partir de 6 de Novembro de 1968, com a criação do sub-sector temporário da Fazenda Margarido, o dispositivo foi o seguinte:


Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Cavalaria 2300 (CCav2300) na Fazenda Margarido, a
Companhia de Caçadores 2364 (CCac2364) na Fazenda Maria Fernanda, a
Companhia de Cavalaria 2330 (CCav2330) na Missão, a
Companhia de Cavalaria 2302 (CCav2302) na Fazenda Cunha e Irmão e as
Companhia de Cavalaria 2301 (CCav2301), Companhia de Caçadores 1638 (CCac1638) e Companhia de Caçadores 1679 (CCac1679) em bases temporárias designadas por Dange Branco, Dozer Branco e Dozer Loche, em apoio dos trabalhos de engenharia efectuados pelas Companhias de Engenharia 1756 (CEng1756) e 1709 (CEng1709).


Na ZA (Zona de Acção), o Batalhão de Cavalaria com os seus reforços, obteve alguns êxitos, com baixas e destruição de instalações, como nas operações "Bitacaia", "Martelada" e "47/NL". Todavia, o grande relevo da actividade operacional, neste período, foi o muito eficiente apoio e protecção aos trabalhos da Engenharia.


Em 11 de Dezembro de 1968, o Batalhão de Cavalaria passou a ter a responsabilidade da Zona 3 do COMDEL (Comando de Defesa de Luanda), em Luanda, com os normais serviços de protecção e controlo de entradas e saídas, tendo sido substituído no subsector temporário da Fazenda Margarido pelo Batalhão de Caçadores (BCac1909) em 14 de Dezembro de 1968.
Em 19 de Abril de 1969, novamente o Batalhão de Caçadores 1909 (BCac1909) substituiu o Batalhão de Cavalaria 2830 (BCav2830) no sector de Luanda, passando este à missão de intervenção da RMA (Região Militar de Angola).


Nesta situação levou a cabo importantes operações de que se destacam pelos resultantes obtidos, "Até ao Rio", "Cooperação", "Insistência" e sobretudo "Grande Salto" com vários meses de duração, e reforços de subunidades dos Batalhões de Caçadores 1921, 2844, 1929, 2887, 2872, do Batalhão de Artilharia 1925, Batalhão de Cavalaria 1927 e Companhia de Caçadores 2528, Companhias de Engenharia 1756, 2535 e 2580.

 
Em 2 de Março de 1970, o Batalhão de Cavalaria foi rendido na intervenção pelo Batalhão de Cavalaria 2902 (BCav2902).


 

 

 

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