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Condecorações

José Carlos Godinho Ferreira de Almeida, Alferes Mil.º de Cavalaria: Medalha de Mérito Militar

 

 "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

Ordem do Exército n.º 5, 2.ª série, 1961, pág. 638

Ordem do Exército n.º 5, 2.ª série, 1961, págs. 662 e 663

Diário de Lisboa, ed. 13710, pág. 10, de 12 de Fevereiro de 1961

Elementos informativos cedidos por um colaborador do portal UTW

Distintivos cedidos pelo veterano Carlos Coutinho

 

Incompreensivelmente omisso no

Lapidário Nominal do Memorial Nacional 'Aos Combatentes do Ultramar'

(sito no Forte do Bom Sucesso, Belém-Lisboa)

 

Faleceu, no dia 9 de Fevereiro de 1961, em serviço na Província Ultramarina da Guiné, vitimado por acidente de viação:

 

José Carlos Godinho Ferreira de Almeida

 

Alferes Mil.º de Cavalaria

 

Esquadrão Expedicionário do Regimento de Cavalaria 3 atribuído em reforço ao CTIG (posteriormente designado ERec54)

 

Medalha de Mérito Militar, de 3.ª classe
(Título póstumo)

 

 

Nascido em 31 de Outubro de 1936 na freguesia de Alcântara, em Lisboa, filho de Ana Guiomar Godinho e de João Alexandre Ferreira de Almeida.

Em 1959 concluiu na Universidade de Lisboa, a sua licenciatura em Direito.

Em 2 de Janeiro de 1960, soldado-cadete nº 139/56 do curso especial de preparação militar, promovido a aspirante-a-oficial miliciano de cavalaria e colocado no Regimento de Cavalaria 7 (RC7-Ajuda);


Em 10 de Dezembro de 1960, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3-Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarcou em Lisboa com destino a Bissau, a fim de integrar «tropas destacadas» naquele território - designadamente o «Esquadrão Expedicionário do Regimento de Cavalaria 3 atribuído em reforço ao CTIG» (posteriormente designado Esquadrão de Reconhecimento 54 - ERec54) -, como alferes miliciano (com antiguidade a 1 de Novembro de 1960);
 

Na 5.ª feira, 9 de Fevereiro de 1961 faleceu em Piche, aldeia fronteiriça do leste da Guiné, vitimado por acidente de viação em serviço como comandante de secção do Esquadrão de Reconhecimento 54 (ERec54), em reforço ao Pelotão de Reconhecimento do Comando Territorial Independente da Guiné (PelRec/CTIG) ali instalado.

Em 8 de Abril de 1961, louvado a título póstumo...


... «pela grande dedicação e desejo de bem servir que demonstrou na sua curta vida militar, sempre votado ao culto dos mais altos ideais. Oficial brioso e aprumado, de viva inteligência, atento a todos os sentimentos nobres e a todos os ideais sãos, praticando com fervor as virtudes militares, soube impôr-se aos seus camaradas pela sua natural afabilidade e deixou-lhes um belo exemplo, a da sua grande dedicação à vocação ultramarina de Portugal, confirmando, assim, as belas tradições militares de sua família.»; (cfr OE.5/2ª/1961/p662-3).


Naquele mesmo dia, por despacho do ministro do Exército, agraciado «a título póstumo com a 3ª classe da Medalha de Mérito Militar»; (cfr idem, ibidem, p639).

Em 12 de Fevereiro de 1961, o vespertino 'Diário de Lisboa' publicou na necrologia a seguinte nota:


- «O corpo do alferes dr. José Carlos Ferreira de Almeida, que se encontrava em serviço na Guiné e aí foi vítima de um acidente de viação, ficará hoje depositado, ao fim da tarde, na capela do Hospital Militar da Estrela, onde a Mocidade Portuguesa, de que foi um dos mais dedicados comandantes de falange, manda celebrar amanhã, às nove horas, missa de corpo presente. Em seguida, organizar-se-á o funeral para a Guarda, onde deve chegar por volta das 17 horas.»

 

 

 

Posteriormente, ao inditoso oficial se referiram:

1.- ainda naquele ano de 1961, livro com o título "Alferes José Carlos Godinho Ferreira de Almeida - morto na Guiné ao serviço da Pátria" (da autoria de José Manuel Ribeiro Sérvulo Correia, alferes miliciano de cavalaria do Esquadrão de Reconhecimento 54);

2.- em 1964, livro com o título "O Alferes Dr. José Carlos Ferreira de Almeida" (da autoria de Henrique Veiga de Macedo, presidente da comissão executiva da UN (União Nacional) e deputado na AN - Assembleia Nacional);

3.- e em 1968, livro com o título "José Carlos Godinho Ferreira de Almeida - In Memoriam" (em 10 de Dezembro de 1963 o seu nome havia sido dado em Lourenço Marques "à 1ª residência universitária construída no Ultramar português");

Desde o ano de 2000, existe a «Fundação José Carlos Godinho Ferreira de Almeida, instituição particular de solidariedade social, sem fins lucrativos. Foi instituída, por via testamentária, pelo Dr. João Alexandre Ferreira de Almeida, natural da cidade da Guarda, [antigo presidente da Junta Nacional de Educação e director-geral do Ensino Superior e das Belas Artes], falecido em 14 de Janeiro de 1997. Conforme desejo do instituidor, a Fundação [conhecida por "Casa da Criança"], tomou por patrono José Carlos Godinho Ferreira de Almeida, filho único do Dr. João de Almeida , falecido em 9 de Fevereiro de 1961, com a idade de 24 anos, na Guiné, onde se encontrava a prestar serviço militar

 

http://www.fundacaoferreiradealmeida.org/

 

Apesar dos registos que acima e aqui se recordam, o nome do militar "José Carlos Godinho Ferreira de Almeida" ficou incompreensivelmente omisso:


- no 8º volume da "Resenha-Histórico Militar das Campanhas de África (CECA/EME)";


- no Lapidário Nominal do Memorial Nacional 'Aos Combatentes do Ultramar' (sito no Forte do Bom Sucesso, Belém-Lisboa);


- e em quaisquer bases-de-dados de carácter oficial e acesso público.

Face ao exposto, e sendo de inteira justiça, cumpre ao portal UTW o dever - e o direito - de persistir em Honrar e Dignificar a Memória de todos quantos faleceram no Ultramar Português (1954-1975), em cumprimento das suas nobres obrigações militares.

 

 

 

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