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Condecorações

José Henriques dos Santos Fidalgo, Alferes Mil.º Sapador: Cruz de Guerra, de 2.ª classe, a título póstumo

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág.s 554 e 555, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, Livro 1, pág.s 167 a 170, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo III, pág. 325,  da RHMCA / CECA / EME

Google Maps (Carcavelos - Rua Alferes Santos Fidalgo)

Facebook (Serafim Oliveira Fernandes - Picadas do Niassa)

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

 

 

José Henriques dos Santos Fidalgo

 

Alferes Mil.º Sapador de Infantaria, n.º 01498464

 

Companhia de Comando e Serviços

 

Batalhão de Caçadores 2836

 

«NADA POR NÓS, TUDO PELA PÁTRIA»

 

Moçambique

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

(Título póstumo)

 

José Henriques dos Santos Fidalgo, Alferes Mil.º Sapador de Infantaria, n.º 01498464, natural da freguesia de Carcavelos, concelho de Cascais, solteiro, filho de Agostinho Bernardo Fidalgo e de Lucília Santos Pereira Fidalgo;

 

Em 3 de Abril de 1967, soldado-cadete da Escola Prática de Infantaria  (EPI - Mafra), promovido a aspirante-a-oficial miliciano sapador de infantaria e colocado no Batalhão de Caçadores 3 (BC3 - Bragança);

 

De 17 de Julho a 26 de Agosto de 1967 frequenta com aproveitamento, na Escola Prática de Engenharia (EPE - Tancos), o curso de minas e armadilhas;

 

Em 4 de Janeiro de 1968, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 - Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, embarca em Lisboa no NTT 'Niassa' como comandante do Pelotão de Sapadores da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores 2836 (nota) (CCS/BCac2836) «NADA POR NÓS, TUDO PELA PÁTRIA», com destino ao porto de Nacala.

 

Faleceu,  no dia 19 de Setembro de 1968, em Mataca, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério da freguesia de São Domingos de Rana, concelho de Cascais.

 

A sua Alma descansa em Paz

 

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

(Título póstumo)

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria
JOSÉ HENRIQUES DOS SANTOS FIDALGO
 

CCS/BCac2836 — RI 16
MOÇAMBIQUE


2.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 23 - 2.ª série, de 1969.
Por Portaria de 18 de Novembro de 1969:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, a título póstumo, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Alferes Miliciano de Infantaria, José Henriques dos Santos Fidalgo, da Companhia de Comando e Serviços/Batalhão de Caçadores n.º 2836 — Regimento de Infantaria n.º 16.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 30, de 16 de Abril de 1969, do QG/RMM):


Louvado, a título póstumo, o Alferes Miliciano, José Henriques dos Santos Fidalgo, da CCS do BCac2836, que teve por Unidade Mobilizadora o Regimento de Infantaria n.º 16, porque ao longo de seis meses de serviços prestados no Norte de Moçambique, comandou com muito e excepcional brilho a sua Subunidade, imprimindo-lhe as suas raras qualidades de firmeza e de carácter, ilimitada capacidade de trabalho, alegria e bondade no cumprimento do dever militar, impondo-se, assim, como chefe que facilmente se fez estimar e obedecer nas situações mais duras e difíceis.


À sua acção de comando se deve a exaustiva aplicação da sua Subunidade na beneficiação e reconstrução das vias de comunicação e pontes do Subsector, possibilitando, assim, o reabastecimento das Companhias de Caçadores e dos Pelotões destacados, bem como a realização da actividade operacional na última época das chuvas.


É, ainda, no cumprimento do dever militar, sentimento que viveu com o mais elevado espírito de missão, que, após a reconstrução da ponte sobre o Rio Chiulési, ao fazer, por sua iniciativa, um reconhecimento do itinerário Candulo - Chamba, a sua viatura foi atacada por numeroso grupo inimigo, bem armado. Desde logo gravemente ferido por uma bala que o atravessou, o Alferes Fidalgo, no pouco tempo de vida que lhe restou, comandou à voz os seus soldados, concitando-os com notável ânimo a atacarem e perseguirem o inimigo, galvanizando os homens ainda válidos, que puseram os terroristas em fuga, abatendo um e apreendendo material de guerra.


Deu, ainda, mais uma vez, e pela última, um nobilíssimo exemplo de decisão e de espírito de sacrifício, agora com sangue-frio, coragem e serenidade debaixo de fogo, deixando em toda a Unidade a saudade e a recordação de uma vida exemplar de Soldado e de camarada que muito honrou o Batalhão de Caçadores n.º 2836, o Exército e a Pátria.
 

   
 

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Homenagem dos seus camaradas-de-armas do Batalhão de Caçadores 2836:

 

 

 

 

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Tem placa toponímica em Carcavelos: «Rua Alferes Santos Fidalgo» (2775-627 Carcavelos)

 

 

 


 

 

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(nota)

 

Batalhão de Caçadores N.º 2836
 

Identificação:
BCac2836
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 16 (RI 16 — Évora)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria Hilário Marques da Gama
 

2.º Comandante:
Major de Infantaria César Emílio Braga de Andrade e Sousa
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Major de Infantaria José Augusto Esteves Felgas
 

Comandantes de Companhia
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Infantaria Jorge Alexandrino Araújo Correia
 

Companhia de Caçadores 2318 (CCac2318):
Capitão Mil.º Manuel José Vicente Meira de Carvalho
Capitão Mil.º Paulo Hans Lourenço Muller
Capitão Mil.º Manuel José Vicente Meira de Carvalho
 

Companhia de Caçadores 2319 (CCac2319):
Capitão de Infantaria Luís Manuel Fialho Gomes
 

Companhia de Caçadores 2320 (CCac2320):
Capitão de Infantaria João Joaquim Leão Repolho

Teve sob o seu comando a Companhia de Caçadores de Tete (CCacTete).
 

Divisa:
"Nada por Nós, Tudo pela Pátria".


Partida:

Embarque no dia 4 de Janeiro de 1968, no NTT «NIASSA», Desembarque em Nacala, no dia 30 de Janeiro de 1968.


Regresso:
Embarque, em navio, no dia 14 de Fevereiro de 1970.


Síntese da Actividade Operacional
Desembarcou em Nacala.


Colocado em Mecula, no distrito do Niassa, assumiu a responsabilidade do recém-criado subsector de Mecula (EME), resultante da amputação ao subsector de Marrupa (ERU), da zona a norte do rio Lugenda.


As Companhias de Caçadores 2318, 2319 e 2320 foram colocadas respectivamente em Mecula, Nantuego e Candulo, integradas no dispositivo do batalhão.


A subversão violenta, consistia na implantação de engenhos explosivos nos itinerários, armadilhas, emboscadas e flagelações aos aquartelamentos.


Situava-se neste subsector, na zona de Candulo, o "Corredor de Mataca", uma das principais linhas de infiltração do inimigo, o qual tinha início no rio Rovuma, passando normalmente pelas ruínas do antigo Forte Maziva, em direcção aos férteis vales dos rios Lugenda e Luatize e à região de Cassero.


Um segundo "corredor", com início na zona de Negomano, seguia o vale do rio Lugenda e conduzia, quer à região de Cassero, quer à de Balama-Montepuez.


De Fevereiro de 1968 a Setembro de 1969, a actividade operacional caracterizou-se pela execução de escoltas, reconhecimentos, nomadizações, patrulhamentos e emboscadas.
Planeou e efectuou entre outras, as operações:


"Macaco à Solta 1", Macaco à Solta 2", "Macaco à Solta 3", "Macaco Esforçado", "Macaco Teimoso", "Bicharada I", "Bicharada II", "Bicharada III" e "Bicharada IV" (todas em zonas do vale do rio Lugenda),
"Macaco Correndo"(Muenha),
"Falcão Zangado" (região da "Base Zambézia Nova"),
"Macaco Feroz" (Mucuavira),
"Bicharada Obediente" (região da "Base Catembe"),
"Falcão Novo", "Falcão Insistente" e "Falcão Psico" (ao longo da margem sul do rio Rovuma).


Em Setembro de 1969, foi rendido em Mecula, pelo Batalhão de Caçadores 2880 (BCac2880) e transferido para Tete, onde rendeu o Batalhão de Cavalaria 1923 (BCav1923), no subsector FTT.


As Companhias de Caçadores 2318, 2319 e 2320, foram colocadas respectivamente, em Tete, Moatize e Mutarara, integradas no dispositivo do batalhão.


Ficou sob o seu comando, a Companhia de Caçadores de Tete (CCacTete), em Magoé.


A actividade do inimigo, no subsector era reduzida, consistindo na implantação de algumas minas nos itinerários, aliciamento de populações e tentativas de infiltração para Sul do rio Zambeze e à região de Cabora Bassa.


De Setembro de 1969, até final da comissão, efectuou escoltas, protecção da linha de caminho de ferro, patrulhamentos, contacto com as populações, colaboração com as autoridades administrativas, assistência médico-sanitária e acção psicológica.


Efectuou, entre outras as operações
"Salada", (Marara e Estima) e
"Tampão"(confluência do rio Sanangoe com o rio Zambeze).


Foi rendido em Tete (Fevereiro de 1970), pelo Batalhão de Caçadores 2842 (BCac2842).
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A Companhia de Caçadores 2318 (CCac2318) desembarcou em Nacala, e foi colocada em Mecula, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1653 do Batalhão de Caçadores 1906 (CCac1653/BCac1906).


Guarneceu com 1 pelotão o destacamento de Mussoma.


Cedeu 1 pelotão de reforço à Companhia de Caçadores 2320 (CCac2320).


A 30 de Março de 1969, foi transferida, por troca com a Companhia de Caçadores 2319 (CCac2319), de Mecula para o Candulo.


Guarneceu Chamba com 1 pelotão.


De Fevereiro de 1968 a Setembro de 1969, efectuou entre outras, as operações:


"Macaco Esforçado", "Macaco Teimoso" e "Macaco Casmurro" (todas em regiões do vale do rio Lugenda).
Tornou parte nas operações,
"Macaco à Solta 1 e 2",
"Macaco Correndo",
"Falcão Zangado",
"Bicharada I, II, III e IV" e
"Bicharada Obediente".


Em Setembro de 1969, foi rendida no Candulo, pela Companhia de Caçasdores 2551 do Batalhão de Caçadores 2880 (CCac2551/BCac2880) e transferida para Tete, onde rendeu a Companhia de Cavalaria 1728 do Batalhão de Cavalaria 1923 (CCav1728/BCav1923), ficando na situação de intervenção do Sector F.


Executou as operações: "Nova Vida", "Olhe Bem 1" e "Olhe Bem 2", "Intercepção 1", "Intercepção 2" e "Intercepção 3 ", todas na região de Tembué.


De Setembro de 1969 até final da comissão, além da actividade de intervenção, tomou parte nas operações "Salada" e "Tampão".


Foi rendida em Tete (Fevereiro de 1970), pela Companhia de Caçadores 2358 do Batalhão de Caçadores 2842 (CCac2358/BCac 2842).
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A Companhia de Caçadores 2319 (CCac2319) desembarcou em Nacala.


Foi colocada em Nantuego, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1654 do Batalhão de Caçadores 1906 (CCac1654/BCac1906).


A 1 de Agosto de 1968 permutando com a Companhia de Caçadores 2320 (CCac2320), foi transferida de Nantuego para o Candulo.


Guarneceu com 1 pelotão o destacamento de Chamba.


A 30 de Março de 1969, foi transferida, do Candulo para Mecula, por troca com a Companhia de Caçadores 2318 (CCac2318).


Guarneceu Mussoma com 1 pelotão.


De Fevereiro de 1968 a Setembro de 1969, executou, entre outras, as operações:


"Falcão Novo", "Falcão Sagaz", "Falcão Insistente", "Falcão Psico" (todas em regiões ao longo da margem Sul do rio Rovuma),
"Falcão Morde" (entre as nascentes dos rios Chiulezi e Metapire),
"Falcão Fado Corrido" (região da "Base Maguiguane") e
"Falcão na Ilha" (Mucuavira).
Participou nas operações "Falcão Zangado", "Bicharada I, II, e III" e "Bicharada Obediente".
Em Setembro de 1969, foi rendida em Mecula, pela Companhia de Caçadores 2550 do Batalhão de Caçadores 2880 (CCac2550/BCac2880) e transferida para Moatize, onde rendeu a Companhia de Cavalaria 1730 do Batalhão de Cavalaria 1923 (CCav1730/BCav1923).


De Setembro de 1969, até final da comissão, efectuou escoltas ao comboio e patrulhamentos.
Participou na operação "Salada".


Foi rendida em Moatize (Fevereiro de 1970), pela Companhia de Caçadores 2359 do Batalhão de Caçadores 2842 (CCac2359/BCac2842).
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A Companhia de Caçadores 2320 (CCac2320) desembarcou em Nacala.


Colocada no Candulo, rendeu a Companhia de Caçadores 1655 do Batalhão de Caçadores 1906 (CCac1655/BCac1906).


Guarneceu Chamba com 1 pelotão.


Recebeu o reforço de 1 pelotão da Companhia de Caçadores 2318 (CCac2318).


A 1 de Agosto de 1968, foi transferida, por troca com a Companhia de Caçadores 2319 (CCac2319), de Candulo para Nantuego.


De Fevereiro de 1968 a Setembro de 1969, executou, entre outras, as operações:


"Leão Corrente" (região das quedas de água de Chipupua, no rio Lugenda),
"Leão Furioso" (região da "Base Maguiguane"),
"Leão Vigia", "Leão Olha" e "Leão Voa" ("Corredor de Mataca"),
"Leão Infiltrante", (zona ruínas do Forte Maziva, no "Corredor de Mataca"), e
"Leão Voltou" (região da "Base Catembe").
Tomou parte nas operações "Macaco Feroz", "Bicharada IV" e "Bicharada Obediente".


Em Setembro de 1969, foi rendida em Nantuego, pela Companhia de Caçadores 2552 do Batalhão de Caçadores 2880 (CCac2552/BCac2880) e transferida para Mutarara, onde rendeu a Companhia de Cavalaria 1729 do Batalhão de Cavalaria 1923 (CCav1729/BCav1923).


De Setembro de 1969, até final da comissão, efectuou escoltas ao comboio e patrulhamentos.
Tomou parte nas operações "Salada" e "Tampão".


Foi rendida em Mutarara (Fevereiro de 1970), pela Companhia de Caçadores 2357 (CCac2357/BCac2842).
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Dos resultados obtidos, decorrentes da actividade operacional do batalhão, salienta-se, entre o diverso material capturado: 6 metralhadoras ligeiras, 2 lança granadas-foguete, 5 pistolas, 24 espingardas, 5 canhangulos, 60 granadas de mão, 5 granadas de morteiro, 23 granadas de lança granadas-foguete, grande quantidade de munições de armas ligeiras e variada documentação.
 

 

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