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Condecorações

José Joaquim Antunes Lourenço, Soldado de Cavalaria, do ECav296/GCav345

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

 

 

 Jos-Joaquim-Antunes-Louren-o-350Servi-os-Distintos-cobre-350

 

José Joaquim Antunes Lourenço

 

Soldado de Cavalaria, n.º 1062/61

 

Esquadrão de Cavalaria 296

 

«TEMPESTADE»

 

Grupo de Cavalaria 345

 

«NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 04Dez1961 a 22Fev1964

 

 

 

Medalha de Cobre de Serviços Distintos com palma

 

 

RC3José Joaquim Antunes Lourenço, Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 1062/61.


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria n.º 3 (RC3 – Estremoz) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província ECav296Ultramarina de Angola, integrado no Esquadrão de Cavalaria 296 (ECav296) «TEMPESTADE» do Grupo de Cavalaria 345 (GCav345) «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»;


GCav345-1No dia 24 de Novembro de 1961, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Angola’ com destino àquele Província Ultramarina, onde desembarcou no dia 4 de Dezembro de 1961;


No dia 22 de Fevereiro de 1964, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 2 de Março de 1964;


Louvado e agraciado com a Medalha de Cobre de Serviços Distintos com palma, publicado na Ordem do Exército n.º 21 – 3.ª série, de 30 de Julho de 1963 e na Revista da Cavalaria, edição do ano de 1963.
 

Medalha de Cobre de Serviços Distintos com palma

 

 

Servi-os-Distintos-cobre-600Soldado de Cavalaria, n.º 1062/61
José Joaquim Antunes Lourenço
 

ECav296/GCav345 – RC3
Angola


Cobre, Serviços Distintos com palma


Ordem do Exército n.º 21 – 3.ª série, 30 de Julho de 1963

 

Por Portaria de 2 de Julho de 1963:


Soldado n.º 1062/61 José Joaquim Antunes Lourenço da Esquadrão de Cavalaria n.º 296 - Grupo de Cavalaria n.º 345 - Regimento de Cavalaria n.º 3, porque durante o período de permanência do Batalhão de Cavalaria n.º 345 na zona de intervenção norte, nomeadamente nas regiões de Bessa Monteiro e de S. Salvador entre 8 de Fevereiro de 1962 e 3O de Abril de 1963, se destacou pelo seu desembaraço, espírito de sacrifício, sangue frio, coragem e serena energia, largamente demonstrados ao longo de inúmeras acções de guerra em que tomou parte.


Salienta-se especialmente a sua comparticipação nas operações «Alferes Viana», «Capitão Godinho», e «Três Mosqueteiros», em que o inimigo se mostrou particularmente aguerrido; distinguiu-se, ainda, a forma ousada como, na operação «Alferes Viana» em 28 de Julho de 1962, localizou um dos esconderijos do Depósito terrorista do Quindualo, onde se encontrava armazenado grande parte do material de guerra capturado ao inimigo nessa operação, para além do seu notável comportamento em campanha este soldado impôs-se, ainda, à especial consideração e estima de todos os seus superiores e camaradas, pelas suas óptimas qualidades morais, exemplar conduta e eficiência de acção.


Assim, este soldado, pelo conjunto de qualidades militares e morais que nele se cruzam e pelo destacado comportamento em frente do inimigo, é digno de ser apontado como exemplo das ancestrais qualidades do soldado Português.


Os serviços prestados em campanha devem ser considerados extraordinários e importantes.


(in Revista da Cavalaria, edição do ano de 1963, pág.s 146 e 147)

 

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Grupo de Cavalaria N.º 345
 

RC3Identificação:
GCav345


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz)


Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria António Sebastião Ribeiro de Spínola


2.º Comandante:
Major de Cavalaria Bernardo Raposo Botelho de Sá Nogueira
Capitão Mil.º de Cavalaria Rui Ferreira


GCav345Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria Henrique Bernardino Godinho


Comandantes de Esquadrão:


Esquadrão de Comando e Serviços (ECS):
Capitão de Cavalaria Fernando Alberto Cardoso Xavier de Brito
Capitão Mil.º de Cavalaria Rui Ferreira
Tenente Mil.º de Cavalaria Luís Augusto Nunes de Almeida Bandeira
Capitão de Cavalaria Joaquim Simões Pereira


Esquadrão de Cavalaria 253 (ECav253):
Capitão de Cavalaria Justino Augusto Clara Pinto
GCav345-1Capitão de Cavalaria Fernando Alberto Cardoso Xavier de Brito
Tenente Mil.º de Cavalaria Luís Augusto Nunes de Almeida Bandeira
Capitão de Cavalaria António Francisco Martins Marquilhas


Esquadrão de Cavalaria 295 (ECav295):
Capitão de Cavalaria Rui Mamede Monteiro Pereira


Esquadrão de Cavalaria 296 (ECav296):
Capitão de Cavalaria Viriato Manuel de Assa Castel-Branco


Divisa:
«NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»


Partida:
Embarque no dia 24 de Novembro de 1961 no NTT ‘Angola’; desembarque em Luanda no dia 4 de Dezembro de 1961.


ECS-GCav345Regresso:
Embarque no dia 22 de Fevereiro de 1964 no NTT ‘Vera Cruz’; desembarque em Lisboa no dia 2 de Março de 1964


Síntese da Actividade Operacional
Ao Grupo de Cavalaria [GCav345] foi atribuído o subsector de Bessa Monteiro, na Zona de Intervenção Norte (ZIN), então criado e retirado à área do Batalhão de Caçadores 109 (BCac109), o qual ocupou a partir de 7 de Janeiro a 5 de Março de 1962, ficando o Comando e Esquadrão de Comando e Serviços (ECS) em Bessa Monteiro, bem como a Esquadrão de Cavalaria 253 (ECav253) e a Companhia de Artilharia 118 (CArt118), esta em reforço, ECav253enquanto a Companhia de Caçadores 112 (CCac112) do Batalhão de Caçadores 109 (BCac109) ocupou a Quibala; os Esquadrões de Cavalaria 295 e 296, após aquartelarem em Bessa Monteiro, ocuparam respectivamente a Fazenda São Pedro e Baca, ambas a partir de 3 de Março de 1962; como apoio de fogos, o Grupo de Cavalaria [GCav345] dispunha de uma secção do Pelotão de Morteiros 24 (PelMort24), em Bessa Monteiro.


Na sua Zona de acção, o Grupo de Cavalaria [GCav345] deparou com um inimigo que se movimentava livremente e detinha a iniciativa; o Grupo [GCav345] levou a efeito um grande número de vigorosas operações que levaram à destruição de várias instalações do inimigo e lhe causaram muitas baixas. Inverteu a situação, afastando o inimigo para os limites da Zona de Acção, destacando-se desta acção as operações realizadas nas regiões de Bessa Monteiro, Mata Sanga e Quidilo, entre outras.


Entre 2 e 15 de Junho de 1962, o Grupo [GCav345] foi rendido no subsector de Bessa Monteiro pelo Batalhão de Caçadores 184 (BCac184), sendo transferido para o subsector de São Salvador, no sector F, onde substituiu o Batalhão de Caçadores 156 (BCac156), entrando em Sector a partir de 5 de Junho de 1962.


ECav295O Esquadrão de Cavalaria 253 (ECav253) ocupou Luvo, com um pelotão em Mamarrosa, os Esquadrões de Cavalaria 295 e 296 ocuparam, respectivamente, Calambata e Quibenga (Sumpi), com o Pelotão de Morteiros 23 (PelMort23), depois substituído pelo Pelotão de Morteiros 54 (PelMort54), como subunidade de apoio de fogo.


O Grupo [GCav345] teve como forças de reforço, a Companhia de Caçadores 67 (CCac67), esta substituída em 17 de Setembro de 1962 pela Companhia de Cavalaria 148 (CCav148), em M'Pozo e, temporariamente, 4 pelotões das Companhias de Artilharia 86 e 120. Estavam ainda ocupados por Unidades tipo pelotão, Magina e Lucossa, além do dispositivo inicial já indicado.
A incessante procura da intercepção, por parte das Nossas Tropas, conduziu a vários êxitos operacionais assinaláveis, entre eles a destruição dos "quarteis" do Fugisse, na operação "Alferes Viana", e à captura de importante armamento no Quindualo na operação "Amigos da Onça" e ainda uma operação na região de Fiauquire.


ECav296Em 3 de Maio de 1963, o Grupo [GCav345] foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 379 (BCac379) e foi transferido para o Sul da Província, para Sá da Bandeira, assumindo o seu Comando a responsabilidade da Zona de Intervenção Sul (ZIS), onde rendeu o Batalhão de Caçadores 96 (BCac96), em 9 de Maio de 1963. Além das subunidades do Regimento de Infantaria de Sá da Bandeira (RISB) 2.ª, 3.ª, 4.ª e 5.ª Companhias de Caçadores - que ocupavam Vila Artur de Paiva, Serpa Pinto, Chiange e Roçadas, o Esquadrão de Cavalaria 253 (ECav253) ocupou Caconda e os Esquadrões de Cavalaria 295 e 296, Pereira de Eça e Moçâmedes.


Nesta vastíssima zona, a acção do Grupo [GCav345] incidiu na pesquisa de notícias e despiste da propaganda inimiga, merecendo-lhe, como já tinha sucedido na Zona de Intervenção Norte (ZIN), o maior interesse o contacto e a captação da confiança das populações. Em 22 de Fevereiro de 1964, o Grupo [GCav345] foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 441 (BCac441).

 

 

 Jos-Joaquim-Antunes-Louren-o-920

 

 

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