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Condecorações

José Manuel, Soldado de Infantaria: Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo III, pág. 83, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, Livro 2, pág. 56, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 170, pág. 19, de Fev1974

 

 

José Manuel

 

Soldado de Infantaria, n.º 2621/63

 

Companhia de Caçadores 613

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

Moçambique: 20Fev1964 a 05Jun1966

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

 

José Manuel, Soldado de Infantaria, n.º 2621/63, natural da freguesia de Vila Verde, concelho de Alijó.

 

Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique integrado na Companhia de Caçadores 613 (nota) «SEMPRES EXCELENTES E VALOROSOS», no período de 20 de Fevereiro de 1964 a 5 de Junho  de 1966.

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

 

Soldado de Infantaria, n.º 2621/63
JOSÉ MANUEL
 

CCac613 — BC 10
MOÇAMBIQUE
 

3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 9 - 3.ª série, de 1966.
Por Portaria de 15 de Fevereiro de 1966:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Soldado n.º 2621/63, José Manuel, da Companhia de Caçadores n.º 613/Batalhão de Caçadores n.º 558 — Batalhão de Caçadores n.º 10.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 02, de 08 de Janeiro de 1965, do QG/RMM):


Por despacho de 29 de Dezembro de 1964, do General Comandante da RMM: Louvo o Soldado n.º 2621/63, José Manuel, da CCac 613, por, no dia 16 de Novembro de 1964, pelas 08H00, encontrando-se com a sua Companhia numa acção junto a uma povoação, quando transportado numa viatura em que seguiu o seu Comandante de Pelotão e mais três praças, tendo sido surpreendidos pelo fogo de um grupo de bandoleiros que atingiu gravemente os militares que com ele seguiam ter, sem hesitação, saltado prontamente da viatura e ripostado ao fogo adverso.


Apesar de ligeiramente ferido, abateu um dos bandidos que mais se aproximara, tendo-lhe capturado a arma que transportava.


Sob o fogo dos bandoleiros, procurou socorrer os feridos, retirando um deles debaixo do rodado da viatura e ao ver que mais elementos se aproximavam, fez-lhes frente com a arma que capturara e com a dos elementos feridos, visto terem-se acabado as suas munições.


Continuou sozinho durante cerca de um quarto de hora a manter à distância os atacantes, até chegarem reforços, utilizando com parcimónia as munições das armas de que dispunha.


Só devido à sua coragem, decisão, sangue-frio, espírito de sacrifício e muito desembaraço, foi possível ter salvo os militares feridos.


Com o seu procedimento, merece ser apontado como exemplo e mostrou possuir, em alto grau, as qualidades que sempre e em toda a parte, têm dignificado o Soldado Português.
Considero estes serviços relevantes e distintos.

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Jornal do Exército, ed. 170, de Fevereiro de 1974

 

 

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(nota)

 

Companhia de Caçadores 613


Identificação:
CCac613


Unidade Mobilizadora:
Batalhão de Caçadores 10 (BC 10 - Chaves)


Comandante:
Capitão de Infantaria António Manuel Duarte Botelho


Divisa:
"Sempre Excelentes e Valorosos"


Partida:
Embarque em 21 de Janeiro de 1964; Desembarque em 20 de Fevereiro de 1964


Regresso:
Embarque em 5 de Junho de 1966


Síntese da Actividade Operacional
Foi colocada em Mueda, sob o comando do Batalhão de Caçadores 558 (BCac558), ali sedeado.


Rendeu a Companhia de Caçadores 299 (CCac299).


Até 21 de Agosto de 1964, a actividade da Companhia, consistia em patrulhamentos e contacto com a população em acção educativa e psicológica e assistência medicamentosa. Por ter ocorrido naquela data, a primeira acção do In (inimigo) contra a população de Esposende, passou a efectuar também, emboscadas, cercos, batidas e golpes de mão.


Em 17 de Janeiro de 1965, instalou-se em Muidumbe.


Destacou no final daquele mês, um pelotão, para Nangololo e para Imbuo.


Rendida em 11 de Fevereiro de 1965, pela Companhia de Caçadores 688 (CCac688), regressou a Mueda.


Em 18 de Abril de 1965, instalou-se novamente em Muidumbe por troca com a Companhia de Caçadores 607 (CCac607). Destacou um pelotão para Nangade.


A 29 de Maio de 1965, permutando novamente com aquela Companhia, regressou a Mueda.
Até 14 de Junho de 1965, guarneceu Mocímboa do Rovuma com um pelotão.


Em 18 de Junho de 1965, foi transferida para o Dondo, onde rendeu a Companhia de Caçadores 383 (CCac383), na situação de reserva do CTC (Comando Territorial do Centro), com sede na Beira.


A partir de 13 de Abril de 1966 passou a depender operacionalmente do Batalhão de Caçadores da Beira (BCacBeira).


Efectuou patrulhamentos, contacto com a população e autoridades gentílicas, nomeadamente das regiões Savane, Galinha, Tica, Serração Amorim, Muanza, Machesse, Vila Machado, Mafambice e Mamuacua.


Foi rendida no Dondo (Junho de 1966, pela 2.ª Companhia do Batalhão de Caçadores 16 (2ªCCac/BCac16).
 

 

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