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Cond. / Nota de óbito

José dos Santos Carreto Curto, Tenente-General: 2 Medalhas de Prata de Serviços Distintos com Palma

 

HONRA E GLÓRIA

Nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Faleceu durante a manhã do dia 30 de Novembro de 2018 no Hospital das Forças Armadas, o veterano

 

José dos Santos Carreto Curto

 

Tenente-General, na situação de reforma

 

Companhia de Caçadores 153 (Guiné)

 

2.ª Repartição do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola

 

Duas Medalhas de Prata de Serviços Distintos com Palma

 

 

José dos Santos Carreto Curto, natural de Castelo Branco

De 6 de Outubro de 1959 a 30 de Janeiro de 1960, tenente do quadro permanente da arma de infantaria, frequenta na Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) o curso de promoção a capitão (informações, operações e serviços);


Em 1 de Dezembro de 1960, entretanto colocado no Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora), promovido a capitão;


De 10 de Abril a 6 de Maio de 1961 frequenta no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIOE - Lamego) o estágio de guerra subversiva;


Em 27 de Maio de 1961, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Infantaria 13 (RI13 - Vila Real) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarca no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) rumo ao Aerodrómo Base n.º 12 (AB12 - Bissalanca) como comandante da Companhia de Caçadores 153 (CCac153);


Em 26 de Dezembro de 1962 agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma, porque...


... «Como comandante de companhia no Comando Territorial Independente da Guiné, desde Junho de 1961, ali vem exercendo, por meio de acções de reconhecimento e de objectivo psicosocial, uma actividade altamente meritória de que tem beneficiado todo o sector do batalhão [BCac237], revelando, a par de notáveis qualidade de organização e disciplina, excepcionais dotes de comando, de iniciativa e de audácia, transmitindo a todos os subordinados uma confiança ilimitada, o que permitiu criar e desenvolver na sua unidade um espírito de corpo tal, que a mesma pode ser apontada como exemplo de disciplina, de eficiência e de sacrifício no cumprimento do dever.

 

Os serviço prestados por este oficial ao Exército e à Nação, na presente conjuntura da Guiné, devem ser considerados relevantes e distintos.»


Em 23 de Julho de 1963 regressa à Metrópole e fica colocado no Regimento de Infantaria 5 (RI5 - Caldas da Rainha);


Em 14 de Outubro de 1964 transferido para o Estado-Maior do Exército (EME), a fim de frequentar no Instituto de Atos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços) o curso geral de estado-maior;


Em 31 de Julho de 1965 conclui o curso geral de estado-maior, prosseguindo no Instituto de Atos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços) a frequência do curso complementar no ano lectivo 1966/67;


Em 24 de Julho de 1968 promovido a major;


Em 1 de Agosto de 1968 ingressa no corpo do estado-maior do Exército;


Em 12 de Agosto de 1970, tendo sido nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9 - Luanda), a fim de ser colocado na 2.ª Repartição do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola (2ªRep/CCFAA);


Em 18 de Setembro de 1972 regressa à Metrópole e ao Estado-Maior do Exército (EME);


Em 9 de Março de 1973 agraciado com a segunda Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma, porque...


... «Durante cerca de dois anos em que prestou serviço na 2ª Repartição do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola, sempre revelou muita competência profissional e capacidade de trabalho, a par de uma notória aptidão para o serviço de informações. Elaborou, por iniciativa própria, muitos trabalhos de base, ficando a Repartição a dever-lhe um conjunto de elementos dignos de referir, parte dos quais foram realizados quando, durante cerca de seis meses, esteve chefiando interinamente a Repartição, onde era o único oficial do estado-maior.

 

Foi ainda o major Curto designado para realizar diversos trabalhos de informação, de relevância sobre o teatro de operações de Angola, que apresentou, como delegado do Comando-Chefe, em reuniões de muita responsabilidade.

 

Deve-se-lhe ainda a maior parte do esforço despendido na elaboração das Normas Relativas à Coordenação dos Serviços de Informações de Angola [SCCIA], onde, mais uma vez, evidenciou salientes qualidades de objectividade, poder de síntese e realismo.

 

Sempre que as circunstâncias o recomendaram, deslocou-se às diversas áreas operacionais, contactando aí com os respectivos comandantes e tropas, com vista a um melhor esclarecimento da situação em zonas de acção visitadas.

 

As enormes exigências e as pesadas responsabilidades que sobre si recaíram durante a sua comissão, a par de uma dedicação pelo serviço digna de assinalar, levaram este oficial a, permanentemente, consagrar-se ao trabalho muito para além das suas horas normais de serviço, a ponta de abalar, por vezes, a sua própria saúde.

 

Oficial inteligente, ponderado, muito culto e de excelente carácter, demonstrando em todas as suas atitudes uma lealdade e coragem moral dignas de enaltecer, a par de uma forte personalidade, sem excluir um fino trato e uma atitude impecável que permanentemente impõe a si próprio, é o major do corpo do estado-maior Carreto Curto um oficial de eleição, sendo justo que aos seus serviços seja dado público louvor e que sejam considerados extraordinários, relevantes e distintos.»


A sua Alma repousa em Paz.
 

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