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Condecorações

Luís Manuel de Carvalho Caldeira Cordovil, Alferes Mil.º, grad., de Infantaria: Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VII, pág. 86, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, Livro 2, pág. 150 a 151, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 162, pág. 27, de Junho de 1973

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

 

 

Luís Manuel de Carvalho Caldeira Cordovil

 

Alferes Mil.º, graduado, de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 2793

 

«PELA PÁTRIA E PELA GLÓRIA»

 

Moçambique

 

21Dez1970 a 12Fev1973

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Prémio ' Governador'

 

 

Luís Manuel de Carvalho Caldeira Cordovil, Alferes Mil.º, graduado, de Infantaria, natural da freguesia do Socorro, Concelho e distrito de Lisboa.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 - Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique integrado na Companhia de Caçadores 2793 (nota) «PELA PÁTRIA E PELA GLÓRIA», no período de 21 de Dezembro de 1970 a 12 de Fevereiro de 1973.

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Alferes Miliciano, graduado, de Infantaria
LUÍS MANUEL DE CARVALHO CALDEIRA CORDOVIL
 

CCac2793 — RI 16
MOÇAMBIQUE
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 9 — 2.ª série, de 1972.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 15 de Março último, o Alferes Miliciano, graduado, de Infantaria, Luís Manuel de Carvalho Caldeira Cordovil, da Companhia de Caçadores n.º 2793 — Regimento de Infantaria n.º 16.
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 107, de 31 de Dezembro de 1971, do QG/RMM):
 

Que, por seu despacho de 22 de Dezembro de 1971, louvou o Furriel Miliciano, graduado em Alferes, Luís Manuel de Carvalho Caldeira Cordovil, da Companhia de Caçadores 2793 (CCac2793), porque, tendo tomado parte em muitas operações, quer como comandante de Secção, quer como comandante de Grupo de Combate, tem revelado sempre boa preparação militar, óptimo espírito, desprezo pelo perigo e serena energia debaixo de fogo.


Salientou-se em especial na operação "Olho Vivo 14", em que tomou parte resolutamente à frente dos seus homens no assalto a um acampamento inimigo, tendo a sua acção contribuído bastante para as baixas causadas ao inimigo, para a captura de armamento, de diverso material e géneros.


Também na operação "Olho Vivo 25", tendo ficado ferido no lançamento de uma granada de morteiro, não solicitou a sua evacuação e, embora sofrendo, suportou até ao fim a custosa progressão.

 
Militar íntegro, disciplinado e disciplinador é o Alferes Mil.º, graduado, Caldeira Cordovil, merecedor de ser apontado como exemplo a seguir pelos seus camaradas e subordinados.
 

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Jornal do Exército, ed. 162, pág. 27, de Junho de 1973

 

 

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(nota)

 

Companhia de Caçadores N.º 2793
 

Identificação:

CCac2793
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 16 (RI 16 Évora)
 

Comandante:
Capitão Mil.º Honorato Grancho Lourenço
 

Divisa:
"Pela Pátria e Pela Glória"
 

Partida:
Embarque em 21 de Novembro de 1970, no NTT «Niassa»; Desembarque em 21 de Dezembro de 1970
 

Regresso:
Embarque em 12 de Fevereiro de 1973
 

Síntese da Actividade Operacional
À passagem por Nacala, a 19 de Dezembro de 1970, foi recompletada com 39 praças do recrutamento de Moçambique.

 


Desembarcou em Porto Amélia, a 21 de Dezembro de 1970, seguindo para Mueda e daqui para Omar, onde rendeu a Companhia de Caçadores 2664 (CCac2664) na situação de intervenção do Batalhão de Caçadores 2894 (BCac2894) até Fevereiro dse 1971 e do Batalhão de Caçadores 3834 (BCCac3834), que naquele mês rendera o 1.º em Mocímboa do Rovuma (subsector BRV). Aquartelou nas instalações da Companhia de Caçadores 2621 do Batalhão de Caçadores 2894 (CCac2621/BCac2894), rendida no principio de Março de 1971, pela Companhia de Caçadores 3310 do Batalhão de Caçadores 3834 (CCac3310/BCac3834).


Em 19 de Abril de 197, deslocou-se para a sede do batalhão, mantendo dois pelotões em Omar, na situação de reforço à Companhia de Caçadores 3310 (CCac3310).


A 11 de Novembro de 1971, regressou a Omar. Continuou subordinada ao Batalhão de Caçadores 3834 (BCac3834), que, rendido em Março de 1972, pelo Batalhão de Caçadores 3874 (BCac3874), passou a depender do último.


Numa zona de subversão violenta, através de flagelações frequentes ao aquartelamento, com Morteiros 82 mm e Canhões Sem Recuo (CanhSRc), emboscadas e implantação de grande quantidade de engenhos explosivos nos itinerários, foi a Companhia submetida a intensa actividade operacional, efectuando constantemente a abertura do itinerário Omar — Mocímboa do Rovuma, onde foi detectada e destruída quantidade considerável de minas ACar (anti-carro) e APess (anti-pessoal) (algumas accionadas inadvertidamente, causaram baixas).


Efectuou nomadizações e emboscadas na linha de infiltração do Kilido (vale do rio Rovuma), nomeadamente as operações "Laço 3", 7 da série "Obstar" e dezenas da série "Olho Vivo", que resultaram a destruição de acampamentos, baixas ao inimigo e captura de material de guerra e outro.


Participou, entre outras, em: "Bombordo 14", "Lastro 3" e "Laca 7" (consistiam na abertura de itinerários, a 1.ª na picada Omar — Mocímboa do Rovuma e as 2.ª' e 3.ª na picada Omar — Posto de Água 34), "Bacamarte 12" (imedia-ções de Mocímboa do Rovuma — destruído um acampamento), "Lapa 1" (zona do rio Liparanhanga a Oeste - de Mocímboa do do Rovuma), "Lapa 2 e 3" (margem Sul do rio Rovuma a Norte de Mocímboa do Rovuma), "Laço 16 e 18" (zona do rio Nange) e "Obstar 19" (entre os rios Muimbua e Nange).


Em 26 de Abril de 1972, foi transferida para Inhambane. Rendeu a Companhia de Caçadores 2704 do Batalhão de Caçadores 2913 (CCac2704/BCac2913). Cedeu um pelotão de reforço à Companhia de Caçadores 3353 (CCac3353); a partir de Dezembro de 1972, à 2.ª Companhia do Batalhão de Artilharia 6220/72 (2.ª/BArt 6220/72), que naquele mês, rendera a 1.ª em Moatize.


Guarneceu Mabote e Maxixe com um pelotão e secção, respectivamente. Subordinada ao Batalhão de Caçadores 18 (BCac18 - Lourenço Marques), a actividade da Companhia, consistia em patrulhamentos de efectivo reduzido e contacto com autoridades administrativas e gentílicas e com a população.


Em Setembro de 1972, foi colocada em Maringué. Efectuou patrulhamentos numa vasta área, designadamente as operações "Golias 2" (região de Nhamacala), série "Gaivota" (proximidades do itinerário Maringué — Canxixe e zonas Norte e Sul do rio Nhamapaza), "Golias 1" (picada de Paiva até ao limite da Zona de Acção) e série "Golpe" (regiões dos rios Domué, Zambza, Nhamazi e Massibungo.


Foi rendida em Maringué (Janeiro de 1973), pela Companhia de Caçadores 3570 (CCac3570).
 

     
 

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