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Condecorações

Major-General José Manuel Garcia Ramos Lousada

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo I, págs. 190 e 191, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, págs. 117 e 118, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 118, pág. 23, de Out1969

Diário de Lisboa, ed. 13863, pág. central, 18Jul1961 

Diário de Lisboa, ed. 16693, pág. 19, de 11Jun1969

Apoio de um colaborador do portal UTW

 

José Manuel Garcia Ramos Lousada

 

Major-General, na situação de reforma

 

 

Medalha de Prata de Valor Militar, com palma

 

Cruz de Guerra

 

Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, grau Oficial

 

Da sua folha de serviços constam 19 louvores, dos quais, 2 concedidos por Ministro, 1 pelo CEMGFA, 1 pelo CEMFA, 3 por oficiais-generais e 12 por outras tantas entidades militares

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados existentes no texto abaixo descrito

 

José Manuel Garcia Ramos Lousada, Major-General, na situação de reforma, nasceu no dia 9 de Novembro de 1938, na freguesia da Sé, do concelho de Bragança.


Em 17 de Fevereiro de 1960 soldado-cadete nº 1701/59 da Escola Prática de Infantaria (EPI-Mafra), promovido a aspirante-a-oficial miliciano sapador de infantaria e transferido para o Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora);


Em 1 de Abril de 1961, encontrando-se colocado no Regimento de Infantaria 11 (RI11 -Setúbal), promovido a alferes (com antiguidade a 1 de Novembro de 1960).


Em 18 de Junho de 1961 mobilizado pelo Regimento de Infantaria 13 (RI13 - Vila Real), para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola.


Em 18 de Julho de 1961 embarca em Lisboa no NTT 'Moçambique' rumo a Luanda, como comandante do pelotão de sapadores da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores 185 (CCS/BCac185) «TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA» (nota).


Em meados de Agosto de 1961, a CCS e a CCac193 do "Batalhão Flecha" (Batalhão de Caçadores 185) deslocam-se por ferrovia para Malanje, onde no início de Setembro de 1961 entram em quadrícula.


Em Maio de 1962 surge na RMA (Região Militar de Angola) um convite para militares voluntários integrarem grupos de combate, a serem organizados e preparados algures na região dos Dembos.


O alferes Lousada forma no batalhão um grupo especial de contra-guerrilha, que recebe instrução especial de contra-guerrilha em Zemba: "Após meses de intenso treino e operações desgastantes, nomeadamente as 'Mato Grosso' e 'General Freire' na região dos Dembos, uma das zonas mais difíceis do Norte de Angola, o Grupo de Combate, apenas com uma perda em combate, regressou ao Batalhão como Grupo de Comandos com o nome de Vampiros".


Em Dezembro de 1962, o Batalhão de Caçadores 185 (BCac185) sai do sector de Malanje e instala-se no Colonato do Vale do Loje.


"Durante todo o ano de 1963, no subsector do Vale do Loje, e até final da comissão, os 'Vampiros' participaram em todas as operações do Batalhão e efectuaram, isolados, dezenas de operações", destacando-se no Sector C a 'Operação Primeiro Acto', na qual o GrCmds Vampiros se mantém sempre na frente da acção, ao longo de três dias e duas noites; na travessia do rio Loje sofre uma emboscada, na primeira rajada inimiga é ferido um dos militares e o alferes Lousada apenas reage quando localiza o grupo inimigo, pondo-o em debandada.


Em 31 de Julho de 1963, já com uma citação e dois louvores, promovido a tenente por distinção em campanha.


Em 27 de Agosto de 1963 agraciado com a Medalha de Prata de Valor Militar com palma:

 

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Alferes Miliciano de Infantaria
JOSÉ MANUEL GARCIA RAMOS LOUSADA
 

CCS/BCac185 — RI13
ANGOLA


Grau: Prata, com palma


Transcrição do louvor publicado na OE n.º 9 — 2.ª série, de 1963:
Por Portaria de 27 de Agosto de 1963:


Louvado o Alferes Miliciano de Infantaria, José Manuel Garcia Ramos Lousada, da Companhia de Comando e Serviços, do Batalhão de Caçadores n.º 185 — Regimento de Infantaria n.º 13, porque no Norte de Angola, onde se mantém continuamente em serviço desde 28 de Julho de 1961, tem sido o exemplo vivo de bem servir, encarnando em si as mais altas qualidades do Soldado português: modéstia, rusticidade, bravura e coragem fria, espírito de sacrifício, desprezo pelo perigo e elevado espírito de camaradagem e lealdade. Com uma citação e dois louvores por feitos em combate, pode considerar-se como um dos mais distintos oficiais do nosso Exército.


Especificamente, durante as operações "Mato Grosso" e "General Freire", realizadas na região dos Dembos, no Norte de Angola, como comandante do grupo de comandos, para o qual se havia oferecido, apesar da resistência tenaz e continua oposta pelo inimigo, conseguiu desalojá-lo e conquistar rapidamente os objectivos que lhe tinham sido marcados. Teve também acção de relevo comandando pequenos grupos lançados de helicóptero contra o inimigo. Encontrando-se inúmeras vezes com o seu grupo de combate perdido no emaranhado das florestas densas do Norte de Angola, muitas vezes diminuído fisicamente pelo esforço despendido, nunca teve um desfalecimento, a todos dando um alto exemplo de abnegação, tenacidade e bravura.


À sua extraordinária acção como condutor de homens, se deve ter sido o seu grupo de comandos considerado modelar pelo Comandante do Centro de Instrução n.º 21. Posteriormente, e já no sector operacional C, notabilizou-se pela sua acção durante a operação "Primeiro Acto". Mantendo-se, durante os três dias e duas noites que durou a operação, sempre no grupo da frente, galvanizou, com o seu dinamismo, valentia e desprezo pela fadiga e pelo perigo, não só os seus homens como toda a subunidade onde ia integrado. Durante a emboscada que as nossas tropas sofreram na travessia do rio Loge, manteve extraordinário sangue-frio e mais urna vez demonstrou as suas grandes qualidades de comando, não respondendo ao intenso fogo do adversário, que na primeira rajada feriu um dos seus homens, senão após tê-lo localizado, o que causou pânico no grupo inimigo, que se pôs em fuga desordenada.


Ainda em todas as outras inúmeras acções em que tem tomado parte na zona A do Sector C, sempre se mostrou digno do alto conceito em que é tido como oficial competentíssimo, bravo e dotado de um espírito de sacrifício sem limites, confirmando assim as qualidades que o tornam um exemplo de bem servir. O procedimento do Alferes Miliciano Ramos Lousada é considerado como relevante e distinto, honrando o Exército que serve e bem merecendo o reconhecimento da Pátria.


Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma OE:
Por Portada de 27 de Agosto de 1963:


Condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, nos termos do § 1.º do artigo 51.º, com referência ao artigo 7.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o Alferes Miliciano de Infantaria, José Manuel Garcia Ramos Lousada, da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores n.º 185 — Regimento de Infantaria n.º 13, porque no Norte de Angola, onde se mantém continuamente em serviço desde Julho de 1961, tem sido exemplo vivo de bem servir, com bravura, coragem, espírito de sacrifício e desprezo pelo perigo em feitos de combate. Este oficial teve acção de relevo contra o inimigo, como comandante do grupo de comandos para o qual se ofereceu, como comandante de pequenos grupos lançados de helicóptero e, também, em inúmeras outras acções em que tomou parte, sempre se mostrando digno do alto conceito em que é tido como oficial competentíssimo, bravo e dotado de espírito de sacrifício sem limites.

 
Promoção por distinção — Transcrição da Portaria de 31 de Julho de 1963, publicada na OE n.° 13 - 2.ª série, daquele ano:
 

Regimento de Infantaria n.º 13
(Reforço à guarnição normal da Região Militar de Angola)
 

Promovido por distinção ao posto de Tenente Miliciano de Infantaria, o Alferes Miliciano de Infantaria, José Manuel Garcia Ramos Lousada, nos termos do artigo 96.º, com vista ao § 1.º do artigo 103.º, do Decreto-Lei n.º 36 304, alterado pelo Decreto-Lei n.º 38 918, de 18 de Setembro de 1952.
 

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Em 18 de Setembro de 1963 regressa à Metrópole e fica colocado no Batalhão de Caçadores 5 (BC5 - Campolide).


No ano lectivo 1963/64 ingressa na Academia Militar.


Em 16 de Julho de 1965 integrado no quadro permanente de oficiais do Exército.


Voluntaria-se para um curso de pára-quedismo militar no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos), obtém o brevet nº 3375 e passa a tenente do QP (Quadro Permanente) da Força Aérea.


Em 15 de Abril de 1966, após tirocínio, forma uma companhia de pára-quedistas, à qual dá instrução com "as técnicas e as acções da contrasubversão, em oposição às teorias de Mao Tse-Tung, Giap e Che Guevara, clássicos mestres da guerra subversiva".


Em Junho de 1966 o dispositivo militar de Moçambique é reorganizado e o Comando-Chefe das Forças Armadas de Moçambique (CCFAM) recebe o reforço de duas companhias de pára-quedistas oriundas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21 - Luanda), as quais têm por missão cooperar na defesa da cidade da Beira, nomeadamente para garantir a segurança do aeroporto Sacadura Cabral; dois meses depois, aquelas Companhias de Caçadores Pára-Quedistas (CCP) são substituídas por unidades provenientes do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP-Tancos): "É assim que surge a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (4ªCCP), destinada ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31), cujo comando aceitei voluntariamente, considerando que a grande maioria dos seus elementos havia sido instruída por mim".


Em 25 de Agosto de 1966 desembarca no aeroporto da Beira a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (4ªCCP/BCP31), vinda de Lisboa num Boeing-707, sob comando do tenente pára-quedista Ramos Lousada: a companhia passa a ser empenhada em frequentes missões com acções de batida, emboscada e golpe-de-mão; com excepção de uma acção no distrito do Niassa, todas as operações são realizadas nas regiões de Mueda e de Nangololo.


Em 1968 agraciado com a Cruz de Guerra e promovido a capitão, por distinção em campanha.


No final de Setembro de 1968 a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (4ªCCP) reúne-se ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) na Beira e dali segue para a capital moçambicana.


Em 9 de Outubro de 1968 a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (4ªCCP) está em Lourenço Marques nas cerimónias tradicionais de despedida: às 15:00 participa no desfile de tropas, que se inicia no largo fronteiro ao edifício da Fazenda Pública e segue pelas avenidas da República e General Machado até à Praça Mac-Mahon; depois a 4.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (4ªCCP) segue para o aeroporto de Mavalane e embarca para Lisboa com o seu comandante, capitão Ramos Lousada.


Regressa ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos), onde passa a comandar a Companhia de Instrução.


Na manhã de 10 de Junho de 1969, perante tropas em parada no Terreiro do Paço, é condecorado pelo Presidente da República com o oficialato da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.


Em 1972 voluntaria-se para servir, pela segunda vez, na Província Ultramarina de Angola.


Em 10 de Julho de 1972 desembarca na Base Aérea n.º 9 (BA9) e logo a seguir passa a comandar a 3.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (3ªCCP/BCP21).


"O fim do sonho da abertura de uma frente leste, por parte do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), teve o seu epílogo em Dezembro de 1972, quando o Esquadrão Voyna se retirava para a Zâmbia e foi completamente aniquilado na chana da Cameia pela 3ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas, que eu comandava. O relato posterior do comandante Voyna, excelente chefe guerrilheiro, que praticamente chegou sozinho à Zâmbia, constituiu o melhor dos testemunhos".


"Os meios de deslocamento utilizados para as Zonas de Intervenção eram, normalmente, o avião para o Leste e a viatura para o Norte. O tipo de operações realizadas no Norte caracterizava-se pela execução de emboscadas e batidas, por vezes golpes-de-mão com a utilização de helicópteros, enquanto no Leste se executavam, em plenitude, acções de redução e flagelação. A diminuição do potencial de combate, por vezes até à ausência do inimigo, no Leste, e a criação de uma Unidade Táctica de Contra-Infiltração no Norte - UTCI - e a sua actuação, são os elementos salientes deste período que tem o seu epílogo com o final das hostilidades em 1974".


Promovido a major por distinção em campanha, passa a oficial de operações do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21).


"Esta época foi, fundamentalmente, caracterizada pelo empenhamento de companhias na ZML - Zona Militar Leste -, normalmente utilizando helicópteros Alouette-III da FAP ou pertencentes à África do Sul; e de AFH - Agrupamento de Forças Helitransportadas - com SA-330, no Norte, em acções de contra-infiltração e redução com forças de escalão-companhia, de acordo com o potencial inimigo infiltrado em território angolano. As operações no Norte, embora efectuando-se ainda e sempre sobre os redutos do inimigo, utilizando heli-colocações seguidas de emboscadas, batidas e assaltos, passaram a apoiar-se, em grande parte, nas informações obtidas pelas equipas de pistagem da UTCI na região do rio M'brije, a partir das quais se montavam as manobras de perseguição e assalto aos grupos inimigos infiltrados através da fronteira norte com o Congo. Os meios disponíveis neste período nos deslocamentos para as ZI foram ainda o avião e a viatura, mas evoluiu-se em termos da sua utilização em operações. Enquanto que, no Leste, com um inimigo fraco se voltou ao Alouette-III, no Norte, nas grandes operações de perseguição, houve necessidade de utilizar o SA-330 para transporte rápido das forças e o Alouette-III para efectuar a pistagem e o apoio próximo pelo fogo. Pelos resultados obtidos e por constituírem acções extremamente adequadas às características das Tropas Pára-quedistas, as operações de intercepção e perseguição efectuadas pelo CECI - Comando Especial de Contra-Infiltração - continuador da UTCI, integrando caçadores e pisteiros pára-quedistas apoiados por helicópteros de ataque e de transporte, merecem uma referência especial."


Em 12 de Julho de 1975 termina a sua 2ª comissão em Angola - e última no Ultramar Português -, e regressa à Metrópole.


No Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM-Pedrouços), faz o curso de comando e estado-maior.


Em Tancos passa a desempenhar funções de comandante do Batalhão de Instrução na Base Escola de Tropas Pára-Quedistas (BETP).


No Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM-Pedrouços)faz o curso superior de comando e direcção.


Promovido a tenente-coronel, passa a exercer funções de chefe do estado-maior e segundo-comandante da Base Escola de Tropas Pára-Quedistas (BETP).


No Instituto Superior de Defesa Nacional (ISDN) faz o curso de Defesa Nacional.


Promovido a coronel, passa a comandante da Base Escola de Tropas Pára-Quedistas (BETP) durante seis anos e depois a Chefe do Estado Maior do Corpo de Tropas Pára-Quedistas (CEM/CTP) durante três anos.


Em 1 de Janeiro de 1994 as Tropas Pára-quedistas são transferidas da Força Aérea para o Exército, e o coronel Lousada passa a desempenhar funções cumulativas de CEM e segundo-comandante do CTAT (Comando de Tropas Aerotransportadas).


Em 12Abr1995, promovido a brigadeiro passa a desempenhar as funções de comandante do CTAT e da BAI (Brigada Aerotransportada Independente).


Da sua folha de serviços constam 19 louvores, dos quais, 2 concedidos por Ministro, 1 pelo CEMGFA, 1 pelo CEMFA, 3 por oficiais-generais e 12 por outras tantas entidades militares.

 

   
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(nota)

 

Batalhão de Caçadores N.º 185
 

Identificação:

BCac185


Unidades Mobilizadoras:
Regimento de Infantaria 13
(RI13 - Vila Real):

Comando (Cmd) e Companhia de Comando e Serviços (CCS);
 

Regimento de Infantaria 10 (RI10 - Aveiro):

Companhia de Caçadores 190 (CCac190);
 

Regimento de Infantaria 18 (RI14 - Viseu):

Companhia de Caçadores 191 (CCac191);


Batalhão de Caçadores 10 (BC10 - Chaves):

Companhia de Caçadores 193 (CCac193)


Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria José Albano de Proença Oliveira Cid
Tenente-Coronel de Infantaria Rui de Carvalho Peneira Santos
 

2.º Comandante:
Major de Infantaria António Vaz Antunes
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Infantaria Alfredo José de Melo Cardoso Corte-Real Manteigas
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Infantaria Epifânio João António Pereira Martins Patrício
 

Companhia de Caçadores 190 (CCac190):
Capitão de Infantaria Alexandre Augusto Durão Lopes
 

Companhia de Caçadores 191 (CCac191)
Capitão de Infantaria Simão Antunes Malcata
 

Companhia de Caçadores 193 (CCac193):
Capitão de Infantaria Lourenço Calisto Aires
 

Divisa:
«TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA»
 

Partida:
Embarque em 18 de Julho de 1961, no NTT «Moçambique»; desembarque em 22 e 28 de Julho de 1961
 

Regresso:
Embarque em 2 de Novembro de 1963, no NTT «Niassa»
 

Síntese da Actividade Operacional
Após pequena estadia em Luanda, foi colocado no Sector 5, com a sede em Malange, em Setembro de 1961, sendo o primeiro Batalhão a ser ali instalado e exercendo o comando daquele sector; a Companhia de Caçadores 190 (CCac190) instalou-se em Quibaxe, a Companhia de Caçadores 191 (CCac191) em Malanje e a Companhia de Caçadores 193 (CCac193) em Marimba, tendo esta sido deslocada para Forte República, a partir de 17 de Julho de 1962.


Na zona de Malanje, desenvolveu grande actividade de patrulhamento e colheita de notícias, contactando frequente e intimamente com as populações, efectuando, em Agosto de 1962, a operação "Tarântula Vermelha", na região de Forte República, para detecção e captura de elementos infiltrados. Além disso, as Companhias reforçaram também o Batalhão de Caçadores 261 (BCac261), em operações na área de Catete, Barraca e Maria Teresa.


Em 17 de Janeiro de 1963, o Batalhão [BCac185] foi rendido no sector de Malanje pelo Batalhão de Caçadores 159 (BCac159) e seguiu para o Colonato do Vale do Loge, onde substituiu o Batalhão de Caçadores 158 (BCac158). O dispositivo então adoptado foi o seguinte: o Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Caçadores 190 (CCac190) no Colonato, a Companhia de Caçadores 191 (CCac191) no Toto e a Companhia de Caçadores 193 (CCac193) em Nova Caipemba, sendo esta depois transferida para Lucunga em 18 de Julho de 1963.


Na zona do Vale do Loge, destaca-se a operação levada a cabo para desalojar o In (inimigo) da região da Inga, com o reforço de uma Companhia de Paraquedistas. Também na região do Zádi/Bite Bite, o Batalhão [BCac185] colaborou com forças do Batalhão de Caçadores 141 (BCac141), em operações na região da Damba.


Em Out63, o Batalhão de Caçadores 185 (BCac185) foi substituído no sector do Vale do Loge pelo Batalhão de Caçadores 503 (BCac503).

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