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Condecorações

Mamadú Candé, Soldado de Infantaria, da CCac1548/BCac1887: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo IV, pág. 392, da RHMCA / CECA /EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 82 a 84, da RHMCA /CECA /EME

Jornal do Exército, ed. 122, pág. 61, de Fevereiro de 1970

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

Mamadú Candé

 

Soldado de Infantaria, n.º 82145364

 

Companhia de Caçadores 1548

 

«BOINAS CASTANHAS» - «OUSO»

 

Batalhão de Caçadores 1887

 

«AUDÁCIA - FIRMEZA - LEALDADE»

 

Guiné: 13Mai1966 a 25Jan1968

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Mamadú Candé, Soldado de Infantaria, n.º 82145364.

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) para servir Portugal naquela Província Ultramarina integrado na Companhia de Caçadores 1548 (CCac1548) «BOINAS CASTANHAS» - «OUSO» do Batalhão de Infantaria 1887 (BCac1887) «AUDÁCIA - FIRMEZA - LEALDADE».

 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe (OS n.º 22, de 11 de Maio de 1967, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné e OE n.º 24 - 3.ª série, de 1967)

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Soldado de Infantaria, n.º 82145364
MAMADÚ CANDÉ
 

CCac1548/BCac1887 - CTIG
GUINÉ
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 24 - 3.ª série de 1967.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 07 de Julho de 1967:


O Soldado n.º 82145364, Mamadú Candé, da Companhia de Caçadores n.º 1548 do Batalhão de Caçadores n.º 1887 - Comando Territorial Independente da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na OS n.º 22, de 11 de Maio de 1967, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):


Louvo o Soldado n.º 82145364, Mamadú Candé, da Companhia de Caçadores 1548 (CCac1548), porque no dia 24 de Março de 1967, na operação "Castro", tendo sido gravemente ferido durante o assalto ao acampamento inimigo e quando pouco depois as Nossas Tropas foram fortemente emboscadas, prescindiu da segurança da Secção que o transportava, incitando os seus camaradas a fazerem fogo e a não se importarem com ele, dando assim um alto exemplo de abnegação e de elevado moral, que por sua vez contagiou as forças que tomavam parte na luta.
 

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Jornal do Exército, ed. 122, pág. 61, de Fevereiro de 1970
 

SOLDADO MAMADÚ CANDÉ
Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe

Foi condecorado coma medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe o soldado do recrutamento da Guiné MAMADÚ CANDÉ, porque durante uma operação, tendo sido ferido no assalto a um acampamento inimigo, quando, pouco depois, as nossas tropas foram fortemente emboscadas, prescindiu de protecção da secção que o transportava, incitando os seus camaradas a fazerem fogo e não se importarem com ele, dando assim um alto exemplo de abnegação e de elevado moral que veio a contagiar as forças que tomavam parte na luta.

 


 

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Batalhão de Caçadores n.º 1887
 

Identificação:
BCac1887


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 1 (RI 1 - Amadora)


Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria Manuel Agostinho Ferreira


2.º Comandante:
Major de Infantaria Porfírio Pereira da Silva
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Infantaria José Carlos Fontão
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército José Paulino Pereira Máximo

Companhia de Caçadores 1546 (CCac1546):
Capitão Mil.º de Infantaria Fernando Luís Banha Soares Carracha
 

Companhia de Caçadores 1547 (CCac1547):
Capitão Mil.º de Infantaria Francisco Manuel Vieira de Sousa Vasconcelos
Capitão de Infantaria Daniel Andrade de Carvalho
 

Companhia de Caçadores 1548 (CCac1548):
Capitão Mil.º de Infantaria Joaquim António Alcaide de Freitas
 

Divisa:
«Audácia, Firmeza, Lealdade»
 

Partida:
Embarque no dia 7 de Maio de 1966 no NTT «UÍGE»; desembarque em Bissau no dia 13 de Maio de 1966
 

Regresso:
Embarque no dia 25 de Janeiro de 1968 no NTT «QUANZA»; desembarque em Lisboa no dia 4 de Fevereiro de 1968
 

Síntese da Actividade Operacional
Inicialmente foi colocado em Bissau na situação de reserva à ordem do Comando-Chefe, sendo as suas subunidades destacadas em reforço de vários sectores.


Em 20 de Julho de 1966, rendendo o Batalhão de Artilharia 733 (BArt733), assumiu a responsabilidade do Sector O2, com sede em Farim e abrangendo os subsectores de Bigene, Binta, Jumbembém (depois em Canjambari a partir de princípios de Março de 1967), Cuntima e Farim.


A partir de 9 de Outubro de 1966, por alteração dos limites de sectores é retirado à área do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857), o de Saliquinhedim.


Em 27 de Outubro de 1966, foi criado o subsector de Barro, o qual foi transferido para a zona de acção do Batalhão de Caçadores 1894 (BCac1894) em 3 de Novembro de 1966.


Desenvolveu intensa actividade operacional de patrulhamento, emboscadas e de acções ofensivas sobre as linhas de infiltração e bases inimigas, tendo-lhe provocado elevado número de baixas e apreensão de grandes quantidade de armamento e material e causado grande insegurança, bem como a desorganização do seu dispositivo. Destacam-se as operações "Caminhar" , "Catana" e "Cajado", entre outras.


Do material capturado mais significativo, destaca-se: 2 morteiros, 2 metralhadoras ligeiras, 24 espingardas, 17 pistolas-metralhadoras, 56 granadas de armas pesadas e 2964 cartuchos de armas ligeiras.


Em 15 de Janeiro de 1968, foi rendido no sector de Farim pelo Batalhão de Caçadores 1932 (BCac1932) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
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A Companhia de Caçadores 1546 (CCac1546) seguiu em 13 de Maio de 1966 para Piche, a fim de efectuar a instrução de adaptação operacional, sob orientação do Batalhão de Caçadores 1856 (BCac1856), até 2 de Junho de 1966.


Seguidamente foi colocada em Nova Lamego, como subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe e orientada para actuação na zona Leste, onde foi atribuída ao Agrupamento 24. Inicialmente, foi utilizada em operações realizadas nas regiões de Bucurés / Camajabá, Madina do Boé, Ché-Ché e Béli, entre outras, em reforço do Batalhão de Caçadores 1856 (BCac1856).


De 20 a 22 de Setembro de 1966, foi utilizada numa operação realizada na região de Madina-Enxalé, em reforço do Batalhão de Caçadores 1888 (BCac1888).


Em 20 de Outubro de 1966, transferiu a sua sede para Fá Mandinga, mantendo-se em reforço do Batalhão de Caçadores 1888 (BCac1888), tendo realizado várias operações nas regiões de Enxalé e Xitole, entre outras.


Em 16 de Dezembro de 1966, foi substituída em Fá Mandinga pela Companhia de Caçadores 1589 (CCac1589) e recolheu seguidamente a Bissau, onde se manteve até 27 de Dezembro de 1966, após o que seguiu para Binta.


Em 28 de Dezembro de 1966, rendendo a Companhia de Caçadores 1550 (CCac1550), assumiu a responsabilidade do sub-sector de Binta, com um pelotão destacado em Guidage, ficando então integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1887].


Em 13 de Janeiro de 1968, foi rendida pela Companhia de Artilharia 1648 (CArt1648) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.
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A Companhia de Caçadores 1547 (CCac1547) seguiu em 13 de Maio de 1966 para Fá Mandinga, a fim de efectuar instrução de adaptação operacional sob orientação do Batalhão de Caçadores 1888 (BCac1888), substituindo a Companhia de Cavalaria 702 (CCav702) na função de intervenção e reserva daquele sector, tendo tomado parte em operações na região de Xitole e no baixo Corubal.


De 27 de Maio a 7 de Junho de 1966, foi entretanto deslocada, temporariamente, para Nova Lamego, em reforço do Batalhão de Caçadores 1856 (BCac1856), em virtude de um previsível agravamento da pressão inimiga neste sector, tendo efectuado acções na região de Pataque e outras.


Em 13 de Setembro de 1966, recolheu a Bissau , a fim de seguir para Bula, para realização de uma operação na região de Jol, sob dependência do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790).


Em 27 de Setembro de 1967, foi colocada em Bigene, tendo assumido a responsabilidade do respectivo subsector, com um pelotão destacado em Bano, em substituição da Companhia de Caçadores 762 (CCac762) e ficando então integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1887].


Em 29 de Outubro de 1967, foi rendida no subsector de Bigene pela Companhia de Artilharia 1745 (CArt1745) e seguiu para Bissau, a fim de substituir a Companhia de Caçadores 1497 (CCac1497) a partir de 2 de Novembro de 1967 no dispositivo de segurança e protecção das instalações e das populações daquela área, sob dependência do Batalhão de Artilharia 1904 (BArt1904) e depois do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834).


Manteve-se em Bissau até ao embarque de regresso, tendo, entretanto, destacado um pelotão para Nhacra, em reforço da guarnição local.
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A Companhia de Caçadores 1548 (CCac1548) seguiu em 22 de Maio de 1966 para Teixeira Pinto, a fim de efectuar instrução de adaptação operacional sob orientação do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790).


Em 28 de Maio de 1966, por criação temporária do Sector O1-A, foi atribuída ao Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877), com vista à actuação em várias operações realizadas nas regiões de Churo, Caboiana e Bianga, mantendo-se em Teixeira Pinto, e deslocando um pelotão para Pelundo.


Em 9 de Juno de 1966, substituiu a Companhia de Caçadores 1500 (CCac1500) em Cacheu, destacando ainda outro pelotão para Bachile, recolhendo a Bissau após extinção do Sector O1-A, em 30 de Junho de 1966.


Em 16 de Julho de 1966, rendendo a Companhia de Artilharia 733 (CArt733), assumiu a responsabilidade do subsector de Cuntima, ficando então integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCac1887].


Em 13 de Janeiro de 1967, foi rendida no subsector de Cuntima pela Companhia de Caçadores 1789 (CCac1789) e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.


 


 

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