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Condecorações

Manuel Afonso Pires de Andrade, Alferes Mil.º de Artilharia: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VII, pág. 262, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 434 e 435, da RHMCA / CECA / EME

Diário de Lisboa, ed. 18121, pág. 19, de 05Jun1973

Imagem dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

Manuel Afonso Pires de Andrade

 

Alferes Mil.º de Artilharia

 

Companhia de Artilharia 2645

 

Batalhão de Artilharia 2900

 

«ACÇÃO»

 

Angola: 24Fev1970 a Fev1972

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Manuel Afonso Pires de Andrade, Alferes Mil.º de Artilharia

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 3 (RAL3 - Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola como comandante de pelotão da Companhia de Artilharia 2645 do Batalhão de Artilharia 2900 «ACÇÃO», no período de 24 de Fevereiro de 1970 a Fevereiro de 1972.

 

No dia 10 de Junho de 1973 agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, foi condecorado perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço.

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

Alferes Miliciano de Artilharia
MANUEL AFONSO PIRES DE ANDRADE
 

CArt2645/BArt2900 - RAL3
ANGOLA
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 3 - 2.ª série, de 1973
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 16 de Agosto de 1972, o


Alferes Miliciano de Artilharia, Manuel Afonso Pires de Andrade, da Companhia de Artilharia n.º 2645 do Batalhão de Artilharia n.º 2900 - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 3 (RAL3 - Évora).


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 33, de 26 de Abril de 1972, do Quartel General da Região Militar de Angola (QG/RMA):


Louvo o Alferes de Artilharia, Manuel Afonso Pires de Andrade, da Companhia de Artilharia n.º 2645 do Batalhão de Artilharia n.º 2900 - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 3 (RAL3 - Évora), por, ao longo da sua comissão no Norte de Angola, ter revelado, como comandante de um Grupo de Combate, em numerosas operações, muita coragem, forte determinação e notável poder impulsionador sobre o seu pessoal.


Em determinada operação, tendo comandado a Companhia, teve brilhante actuação, demonstrando invulgar capacidade de comando e excelentes qualidades de condutor de homens, qualidades essas muito superiores às que, pelo seu posto e tempo de serviço, seria normal possuir.


Nessa operação, conseguiu destruir, após forte e prolongada resistência inimiga, uma das suas mais importantes centrais, o que, pelas previsíveis consequências que para o adversário resultaram, se considerou acção de muito valor. Durante o assalto, realizado em condições particularmente difíceis, provocou várias baixas ao inimigo e comprovou possuir honrosas qualidades de coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo, sangue-frio e forte vontade de cumprir.


Por tudo isto e ainda pelas suas excelentes qualidades de brio, correcção e disciplina, impôs-se o Alferes Pires de Andrade à consideração e estima de superiores, camaradas e subordinados, tornando-se digno de ser apontado como exemplo de combatente e chefe valoroso, que honra o Exército e a Pátria.
 

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Batalhão de Artilharia N.º 2900
 

Identificação:
BArt2900
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Ligeira 3 (RAL3 - Évora)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Artilharia Fiúza Álvares da Costa
 

2.º Comandante:
Major de Artilharia Henrique Manuel Lajes Ribeiro
Major de Artilharia Reinaldo Luís Lourenço Leal
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Major de Artilharia Reinaldo Luís Lourenço Leal
Capitão de Artilharia António Mário Leitão Pinheiro Gusmão Nogueira
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Artilharia António Mário Leitão Gusmão Nogueira
Capitão de Artilharia Moisés Carlos Pedrosa Afonso
 

Companhia de Artilharia 2643 (CArt2643):
Capitão Mil.º de Artilharia Leonel Ferreira Henriques
Capitão Mil.º de Artilharia Guilherme Augusto Esteves
 

Companhia de Artilharia 2644 (CArt2644):
Capitão de Artilharia Carlos Guilherme Sanches de Almeida
Companhia de Artilharia 2645 (CArt2645):
Capitão de Artilharia Rui Manuel Martins Reis
 

Divisa:
«ACÇÃO»
 

Partida:
Embarque no NTT «Pátria» no dia 14 de Fevereiro de 1970; desembarque em 24 de Fevereiro de 1970.
 

Regresso:
Embarque em 10, 11, 17 e 24 de Fevereiro de 1972.
 

Síntese da Actividade Operacional
Foi atribuído ao Batalhão de Artilharia 2900 (BArt2900) o subsector de General Freire/Nambuangongo, na Área Militar 1 (AM1), da Zona Militar Norte (ZMN), do qual tomou a responsabilidade em 5 de Março de 1970, rendendo o Batalhão de Caçadores 2859 (BCac2859).


O dispositivo foi o seguinte: Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) em Nambuangongo, a Companhia de Artilharia 2643 (CArt2643) em Quixico, a Companhia de Artilharia 2644 (CArt2644) em Nambuangongo e a Companhia de Artilharia 2645 (CArt2645) na Beira Baixa; teve como reforços a


Companhia de Caçadores 1204 do Regimento de Infantaria de Nova Lisboa (CCac1204/RINL), da Guarnição Normal (GN) em Lifune Tari, a
Companhia de Caçadores 2568 (CCac2568) e o


9.º Pelotão do Regimento de Infantaria de Luanda (9ºPel/RIL), da Guarnição Normal (GN) em Quipedro, além dos


Grupos Especiais 200 e 218 (GE 200 e 218); posteriormente dispõe das


Companhia de Caçadores 2566 (CCac2566) em Muxaluando e da


Companhia de Artilharia 2783 (CArt2783), que rendeu a Companhia de Caçadores 2568 (CCac2568), em Quipedro; como órgãos de apoio de fogos, teve o


Pelotão de Morteiros 2165 (PelMort2165) e posteriormente o


Pelotão de Morteiros 2195 (PelMort2195), em Nambuangongo.


No cerne do dispositivo inimigo, na Zona Militar Norte (ZMN), o Batalhão de Artilharia [BArt2900] realizou mais de cem operações, das quais mereceram destaque:
"Recolha",
"Máscaras Teimosas",
"Nova Arrancada",
"Agora ou Nunca",
"Escaravelho" e
"Papagaio" e, sobretudo, a operação:
"A Cavalo".


A actividade operacional permitiu a captura de apreciável número de armas e granadas e causou ao inimigo cerca de duzentas baixas; não obstante a forte reacção às penetrações das Nossas Tropas - 137 acções de fogo - foram destruídas três dezenas de "quartéis".


Em 1 de Agosto de 1971, o Batalhão de Artilharia [BArt2900] foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 3848 (BCac3848) e foi deslocado para o subsector de Ambrizete, tendo assumido a responsabilidade da nova ZA (Zona de Acção) em 3 de Agosto de 1971, rendendo o Batalhão de Caçadores 2817 (BCac2817).


Cedeu as Companhias de Artilharia 2643 e 2644 (CArt 2643 e 2644) ao vizinho subsector de Nóqui, as quais se instalaram, respectivamente, em Tomboco e Quiximba, ficando a Companhia de Artilharia 2645 (CArt2645) em Ambrizete e recebeu o reforço da Companhia de Caçadores 2675 (CCac2675) em Quelo e da Companhia de Caçadores 2678 (CCac2678) em Benza.


Nesta Zona de Acção (ZA), para além das operações, o Batalhão [BArt2900] exerceu maior esforço na detecção e detenção do inimigo em trânsito na área para Feras no interior e protecção às populações.


Em 30 de Janeiro de 1972, foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 2869 (BCac3869).
 

 

 

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