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Condecorações

Manuel António Casmarrinho Lopes Morais, Major Pára-Quedista

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Foto de Alfredo Serrano Rosa

Foto extraído do site da Academia Militar

Distintivos cedidos por Carlos Coutinho

 

 

Manuel António Casmarrinho Lopes Morais

 

Major Pára-Quedista

 

Brevet n.º 1884

 

Comandante do

3.º Pelotão da 3.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (Angola)

 

Comandante da

Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 122 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (Guiné)

 

Comandante da

Equipa Sierra, na Operação «Mar Verde» (Guiné)

 

2.º Comandante do

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (Moçambique)

 

Comandante do

Batalhão dos Grupos Especiais Pára-Quedistas (Moçambique)

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma

(Título póstumo)

 

 

 

Manuel António Casmarrinho Lopes Morais, Major Pára-Quedista.


Nasceu no dia 26 de Março de 1939 na cidade de Benguela, na Província Ultramarina de Angola.


Em 15 de Outubro de 1958 ingressa na Escola do Exército, para frequência do curso de artilharia;


Em 29 de Janeiro de 1962 cadete-aluno da Academia Militar, promovido a aspirante-a-oficial e colocado na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas) para efeito de tirocínio;


Em 29 de Julho de 1952 promovido a alferes com a especialidade "oficial de artilharia (B)";


De 7 a 16 de Fevereiro de 1963 frequenta no Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Amadora) o 2º curso de minas e armadilhas;


Em Julho de 1963 transferido a seu pedido para o Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos), a fim de frequentar o 21º curso de pára-quedismo que conclui com aproveitamento, sendo-lhe concedido o brevet nº 1884;


Em 30 de Agosto de 1963 conclui o curso de transporte aéreo e lançamento de material;


Em 21 de Setembro de 1963 conclui o tirocínio do curso de pára-quedismo, sendo colocado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21 - Angola), a fim de assumir o comando do 3º Pelotão da 3ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas;


Em 29 de Julho de 1964 promovido a tenente (com antiguidade a 1 de Novembro de 1964);


Em Outubro de 1965 regressa ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos);


Em 1 de Janeiro de 1966 promovido a capitão (com antiguidade a 31 de Dezembro de 1965);


Em Dezembro de 1966 colocado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12 - Guiné) como comandante da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 122 (CCP122);


Em 30 de Abril de 1968 agraciado com a Cruz de Guerra de 1ª classe, porque...


- «Comandando uma companhia operacional há cerca de dezasseis meses na província da Guiné, se revelou um óptimo condutor de homens e possuidor de excepcionais qualidades de homem e militar.
Oficial inteligente, sabedor, disciplinado, valente, muito dedicado ao serviço, modesto, franco e leal, dotado de uma calma e sangue-frio contagiantes, perfeito conhecedor da técnica de combate da guerra de guerrilhas, nunca se poupou a esforços e sacrifícios, tanto no quartel como em operações, para melhorar o nível táctico e técnico da sua subunidade, tendo conseguido assim que aquela atingisse um alto nível operacional.
Sendo sempre o primeiro nas operações mais arriscadas e encontrando-se sempre também onde a luta é mais acesa, evidenciando uma invulgar coragem fisica e moral e um total desprezo pelo perigo, conseguiu desta forma este oficial tornar-se um símbolo para os seus homens e arrastá-los ao cumprimento cabal das missões mais árduas e difíceis.
Por tudo isto e porque da sua acção, considerada brilhante e altamente honrosa, resultaram prestígio para a Força Aérea e admiração e reconhecimento das outras forças armadas, o capitão Lopes Morais merece ser apontado como exemplo.
»


Em Maio de 1968 regressa ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos);


Em Março de 1970 novamente colocado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12 - Guiné);


Em Maio de 1970 requisitado pelo Centro de Operações Especiais do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné (COE/CCFAG) para integrar a 'task force' da Operação «Mar Verde»;


Em 22 de Novembro de 1970 actua, como comandante da Equipa Sierra, na Operação «Mar Verde»;


Em Fevereiro de 1972 regressa ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos);


No Instituto dos Altos Estudos Militares (IAEM - Pedrouços) frequenta o 2º estágio de actualização para oficial superior;


Em Julho de 1972 graduado no posto de major e colocado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira) como segundo-comandante;


Em 15 de Dezembro de 1972 promovido a major (com antiguidade a 26 de Outubro de 1972);


Em 1 de Julho de 1973, tendo sido nomeado pelo Comando-Chefe das Forças Armadas de Moçambique (CCFAM), assume no Centro de Instrução de Operações Especiais (CIGE - Dondo) as funções de comandante do Batalhão dos Grupos Especiais Pára-Quedistas (BGEP);


No domingo, dia 4 de Agosto de 1974, encontrando-se em missão PCV (Posto de Comando Volante) sobre a Serra Condocoranga - quando se aproximava da pista de aviação de Inhaminga para recolher militares GEP's (Grupos Especiais Pára-Quedistas) -, a DO27-Dornier foi alvejada por 'frelos' emboscados, causando ferimentos no piloto e num militar GEP (Grupo Especial Pára-Quedista) evacuado, e a sua morte;


Tinha 35 anos de idade;


Desde 20 de Fevereiro de 1975, os seus restos mortais encontram-se recolhidos no gavetão perpétuo nº 1608 no cemitério do Lumiar (Lisboa);


Em 28 de Dezembro de 1976 foi-lhe atribuída, a título póstumo, a Medalha de Prata de Serviços Distintos com palma.


A sua Alma repousa em Paz.
 

 

 

 

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