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Condecorações

Manuel Bruno Duarte, Soldado de Cavalaria: Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 324, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, Livro 2, pág. 308, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 154, de Out1972

 

Manuel Bruno Duarte

 

Soldado de Cavalaria, n.º 00102166

 

Companhia de Cavalaria 1601

 

«É PARA JÁ»

 

Moçambique: 22Set1966 a 12Set1968

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Manuel Bruno Duarte, Soldado de Cavalaria, n.º 00102166, natural da freguesia de São João das Lampas, concelho de Sintra.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique integrado na Companhia de Cavalaria 1601 (nota) «É PARA JÁ», no período de 22 de Setembro de 1966 a 12 de Setembro de 1968.

 

(nota):

Companhia de Cavalaria N.º 1601

 
Identificação: CCav 1601
 

Unidade Mobilizadora: RC 3 - Estremoz


Comandante:
Capitão de Cavalaria Mário António Baptista Tomé
 

Partida:

Embarque em 24 de Agosto de 1966; Desembarque em 22 de Setembro de 1966
 

Regresso:
Embarque em 12 de Setembro de 1968
 

Síntese da Actividade Operacional


Desembarcou em Nacala, a 22 de Setembro de 1966, seguindo para Meponda (Porto Arroio), onde rendeu a Companhia de Caçadores 1478 (CCac1478).


Sob o comando operacional do Batalhão de Caçadores 1872 (BCac1872) e do Batalhão de Caçadores 20 (BCac20), que rendera o 1.° em Outubro de 1967, em Vila Cabral (subsector AVC), efectuou escoltas a Vila Cabral, patrulhamentos e nomadizações nas regiões de Meponda, Matica, Medala, Serra Milange, Selemane e dos rios Luângua, Luaice, Messinge, Machele, Lipoche e Napita designadamente as operações "Kalunga", "Gazela 2.ª", "Zebra", "Barrete Verde", "Império", "Estribo", "Capitão", "Insiste", "Mouzinho" e "Armando Quelimane".

Participou nas operações "É Para Já" (monte Jambe a N (norte) de Luiça destruídas centenas de palhotas e capturado material diverso e documentos), "Fogueteira" (zona do rio Luaice) e "Armimarte" (região dos rios Lualecee Michesa a sul da Serra Juzagombe).


Rendida em Janeiro de 1968, pela Companhia de Artilharia 1625 (CArt1625), foi colocada em Vila Cabral, na situação de intervenção do comando do Sector A .


De 15 de Fevereiro a 3 de Março de 1968 e de 27 de Março a 23 de Abril de 1968, instalou-se respectivamente, em Bandece e Nova Viseu, onde efectuou, na 1.ª, as operações "Abrótea", "Pata Coxa", "Savel", "Truta", "Linguado", "Salmão", "Pescada", "Sardinha" e "Atum" e na 2.ª, "Ovo de Páscoa", "Arquinha", "Cacto", "Filomena", "Rosa" e "Cravo".
Em Maio de 1968, rendida em Vila Cabral pela Companhia de Artilharia 2387 (CArt2387), foi transferida para Lourenço Marques, ficando sob o comando do Batalhão de Caçasdores 19 (BCac18), ali sedeado. Rendeu a Companhia de Caçadores 1570 (CCac1570).


Constituiu reserva do COMDELM (Comando da Defesa de Lourenço Marques).


De 10 a 26 de Junho de 1968 guarneceu Malvérnia e Mabalane com um pelotão. A actividade operacional, consistia em patrulhamentos e contacto com autoridades gentílicas e com a população das zonas suburbanas.


Foi rendida em Lourenço Marques (Setembro de 1968), pela Companhia de Caçadores 1655 do Batalhão de Caçadores 1906 (CCac1655/BCac1906).

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Soldado de Cavalaria, n.º 00102166
MANUEL BRUNO DUARTE


CCav 1601 - RC 3
MOÇAMBIQUE


4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 36 - 3.ª série de 1968.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª Classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 28 de Outubro de 1968:


O Soldado n.º 00102166, Manuel Bruno Duarte, da Companhia de Cavalaria n.º 1601/Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.° 73, de 11 de Setembro de 1968, do QG/RMM):


Que, por seu despacho de 24Jun68, louvou o soldado n.º 00102166, Manuel Bruno Duarte, da Companhia de Cavalaria n.º 1601, pelas qualidades de combatente de que sempre deu provas enquanto prestou serviço neste Sector. Em todas as operações em que tomou parte e nomeadamente na operação "Mouzinho", durante o assalto a uma base inimiga, demonstrou possuir coragem e sangue-frio, separando-se do seu Pelotão e atravessando um curso de água para cortar a retirada ao In, tendo sido ferido ligeiramente por uma rajada dos elementos inimigos que fugiam e que decididamente tentou interceptar.


Também na operação "Cravo" contribuiu pela sua coragem e eficiência para a captura de 4 armas, respectivos elementos armados e 50 elementos da população fugida, sem que fosse dado um único tiro.


Por tudo, é digno o soldado Bruno Duarte deste público testemunho das suas qualidades.

 

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Jornal do Exército, ed. 154, de Outubro de 1972

 

  
 

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