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Falecimento

Manuel Dias Freixo, Tenente-Coronel de Infantaria

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

5.º Volume, Tomo II, págs 323 e 324, da RHMCA / CECA / EME

 

Faleceu, no dia 7 de Outubro de 1988, o veterano

 

 

Manuel Dias Freixo

 

Tenente-Coronel de Infantaria

Guiné

Comandante da

4.ª Companhia de Caçadores Indígena

«AUT VINCERE AUT MORI»

 

Comandante da

Companhia de Caçadores 414

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

Comando Territorial Indpendente da Guiné e

Comando Territorial Independente de Cabo Verde

1963 > 1965

Angola

Região Militar de Angola

1966 > 1968

 

Moçambique:

2.º Comandante do

Batalhão de Caçadores 2894

«AUDÁCIA PARA VENCER»

1969 > 1972

 

Angola

Comandante do

Batalhão de Caçadores 5017/74

«SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

1974 > 1975

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Medalha de Mérito Militar de 3.ª classe

 

 

 

Manuel Dias Freixo, Tenente-Coronel de Infantaria


Em 8 de Outubro de 1961, capitão de infantaria comandante da 4.ª Companhia de Caçadores Indígena do Comando Territorial Independente da Guiné (4ªCCacI/CTIG) «
AUT VINCERE AUT MORI», regressa à Metrópole vindo da Província Ultramarina da Guiné;


Em 22 de Outubro de 1961 fica colocado no Batalhão de Caçadores 6 (BC6 - Castelo Branco) «DISTINTOS E ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO»;

 

Em 21 de Março de 1963, tendo sido mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS» para voltar a servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarca em Lisboa rumo ao estuário do Geba (Bissau), como comandante da Companhia de Caçadores 414 (CCac414) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»;

 

Em 5 de Maio de 1964 agraciado com a Cruz de Guerra de 2ª classe:
 

Capitão de Infantaria
MANUEL DIAS FREIXO
 

CCac414/BCac — BC10
GUINÉ
 

2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 11 – 2.ª serie, de 1964.


Por Portaria de 05 de Maio de 1964:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa:


O Capitão de Infantaria, Manuel Dias Freixo, da Companhia de Caçadores n.º 414 adstrita ao Batalhão de Caçadores n.º 600 — Batalhão de Caçadores n.º 10.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 3, de 07 de Janeiro de 1964, do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG):


Louvado o Capitão de Infantaria, Manuel Dias Freixo, Comandante da Companhia de Caçadores n.º 414 adstrita ao Batalhão de Caçadores n.º 600 — Batalhão de Caçadores n.º 10, pelas excepcionais qualidades de comando reveladas e inteligente disciplina que soube imprimir à sua Companhia, elevando-a a um notável nível de preparação, bem patente em situações excepcionais, de carácter operacional, em todas as acções realizadas pelo seu Batalhão no Sul da Província, como Unidade de intervenção e, posteriormente, com a responsabilidade de quadrícula num dos sectores.


São de salientar as suas intervenções nas ilhas de Como e Caiar, logo após a sua chegada à Província, a colaboração prestada na operação "Seta", sofrendo ataques ao seu estacionamento em Brandão e uma emboscada em Gamalã; as suas acções em Incassol e Gã Gregório, durante o desembarque e instalação da Companhia de Caçadores 414, onde resistiu a 3 ataques do inimigo; nas emboscadas no cruzamento das estradas Empada-Catió, em Timbo-Chugué
(nota) e em Tombali, e na limpeza dos itinerários Fulacunda-Tite, em todas as quais, enfrentando em regra centenas de terroristas, bem armados, municiados e instalados, tomou ascendente nas lutas, pondo o inimigo em debandada com consideráveis baixas e apreendendo-lhe vário material de guerra, e isto devido ao elevado moral e espírito de persistência dos seus homens, numa luta desigual com um inimigo fluído e em condições desfavoráveis de terreno e clima.


Além de todos estes brilhantes feitos e a par das excepcionais qualidades de coragem, decisão e energia, também se revelou um óptimo colaborador no desempenho de outras funções, por acumulação, revelando inteligência e grande bom-senso, em especial na acção psicossocial, pela forma como a sua tropa conquistou a confiança da população da tabanca de Priame, demonstrada no seu comportamento moral em presença de sucessivos e fortes ataques levados a efeito por diversos grupos terroristas.


Os serviços deste oficial devem ser considerados distintos e relevantes para o Exército e para a Nação.


 

Em 28 de Julho de 1964 embarca com a sua subunidade com destino à Ilha do Sal (Cabo Verde);


Em 28 de Abril de 1965 regressa à Metrópole e ao Batalhão de Caçadores 6 (BC - Castelo Branco);


Em 25 de Maio de 1965 agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 3ª classe;


Em 10 de Junho de 1965 em Tomar, perante tropas em parada, condecorado com a Cruz de Guerra de 2ª classe;


Em 28 de Julho de 1966 nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


Em 26 de Abril de 1967 promovido a major;


Em 10 de Setembro de 1968 regressa à Metrópole por ter sido nomeado para frequentar em 7 de Outubro de 1968, o 1.º curso de promoção a oficial superior, no Instituto dos Altos Estudos Militares (IAEM – Pedrouços);


Em 14 de Fevereiro de 1969 conclui o curso de promoção a oficial superior;


Em 21 de Fevereiro de 1969 fica colocado na Direcção da Arma de Infantaria;


Em 31 de Outubro de 1969, tendo sido nomeado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' como 2.º comandante do Batalhão de Caçadores 2894 (BCac2894) «AUDÁCIA PARA VENCER»;


Em 16 de Janeiro de 1972 regressa à Metrópole e oferece-se, por escala, para servir novamente na Província Ultramarina de Angola;


Em 1 de Novembro de 1973 promovido a tenente-coronel;


Em 6 de Agosto de 1974, tendo sido designado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 – Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca no Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro) rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9 – Luanda), como comandante do Batalhão de Caçadores 5017/74 (BCac5017/74) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»;


Em 30 de Setembro de 1975 regressa definitivamente à Metrópole.

Faleceu no dia 7 de Outubro de 1988.


Paz à sua Alma.

 

 

 

 

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(nota):

 

António Moreira Martins

 

António Moreira Martins, Soldado Atirador de Infantaria, n.º 1432/62, natural da freguesia de Mouriz, concelho de Paredes, filho de José Pinto e de Conceição Moreira, solteiro.

 

Mobilizado elo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na Companhia de Caçadores 414 (CCac414) «SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS».

 

Faleceu no dia 28 de Maio de 1963 em Timbo-Chugué, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério da freguesia de Mouriz, concelho de Paredes

 

 

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