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Condecorações

Manuel Fernando da Silva Pereira, Alferes Mil.º de Infantaria: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 352, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, pág.s 153 a 156, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 131, pág. 73, de Novembro de 1970

Imagens dos distintivos cedidas pelos veteranos

Carlos Coutinho e Firmino da Silva Barros

 

 

Manuel Fernando da Silva Pereira

 

Alferes Mil.º de Infantaria

 

Companhia de Caçadores 1797

 

Batalhão de Caçadores 1935

«OS GALGOS - SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS»

 

Moçambique:

01Nov1967 > 27Nov1969

 

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Manuel Fernando da Silva Pereira, Alferes Mil.º de Infantaria, natural da freguesia de São João de Souto, concelho de Braga.

 

Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique integrado na Companhia de Caçadores 1797 (nota) do Batalhão de Caçadores 1935 «OS GALGOS - SEMPRE EXCELENTES E VALOROSOS», no período de 1 de Novembro de 1967 a 27 de Novembro de 1968.

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria
MANUEL FERNANDO DA SILVA PEREIRA
 

CCac1797/BCac1935 — BC10
MOÇAMBIQUE
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 4 — 2.ª série, de 1969.
 

Por Portaria de 28 de Janeiro de 1969:
 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Alferes Miliciano de Infantaria, Manuel Fernando da Silva Pereira, da Companhia de Caçadores n.º 1797 do Batalhão de Caçadores n.º 1935 - Batalhão de Caçadores n.º 10.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
 

(Publicado na OS n.° 73, de 11 de Setembro de 1968, do Quartel General da Região MIlitar de Moçambique (QG/RMM):


Que, por seu despacho de 29 de Agosto de 1968, louvou o Alferes Miliciano de Infantaria, Manuel Fernando da Silva Pereira, da Companhia de Caçadores n.º 1797 do Batalhão de Caçadores n.º 1935, pela forma eficiente como tem desempenhado as funções de comandante de Pelotão, ao qual tem imprimido elevado grau de agressividade que lhe permitiu, nas várias missões que lhe foram confiadas, obter os melhores resultados.


Integrado nas tácticas da contra-guerrilha, tem sabido resolver, de forma cabal, situações inopinadas que se lhe deparam no decorrer das acções.


De salientar a sua conduta quando do ataque a uma base inimiga, no decorrer da operação "Os Galgos Filam", a qual comandava, em que, à frente dos seus homens, indiferente ao perigo, demonstrando coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo e sangue-frio, apesar dos bandoleiros reagirem violentamente com o fogo das suas armas, conseguiu ocupar as posições inimigas, capturando grande quantidade de material e aprisionando grande número de bandoleiros e elementos da população que com eles viviam.


Dotado de excepcionais qualidades de carácter e dum espírito generoso, é a sua conduta merecedora de apreço dos seus soldados e do reconhecimento deste Comando, pois muito tem contribuído, com o seu esforço, para contrariar e anular os intentos do inimigo na sua Zona de Acção.

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Jornal do Exército, ed. 131, pág. 73, de Novembro de 1970

 

ALF. MIL. MANUEL FERNANDO DA SILVA PEREIRA
MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª CLASSE


Foi condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, o Alferes Miliciano de Infantaria Manuel Fernando da Silva Pereira, natural da freguesia de S. João de Souto, Braga, «pela forma eficiente como desempenhou as funções de comandante de pelotão, ao qual imprimiu elevado grau de agressividade que lhe permitiu, nas várias missões que lhe foram confiadas, obter os melhores resultados.

 
«Integrado nas tácticas de contraguerrilha, soube resolver de forma cabal situações inopinadas que se lhe deparavam no decorrer das acções. De salientar a sua conduta quando do ataque a uma base inimiga, a qual comandava, em que, à frente dos seus homens, indiferentemente ao perigo, demonstrando coragem, decisão, serena energia debaixo de fogo e sangue-frio, apesar dos bandoleiros reagirem violentamente com o fogo das suas armas, conseguiu ocupar as posições inimigas, capturando grande quantidade de material e aprisionando grande número de bandoleiros e elementos da população que com eles viviam.


Dotado de excepcionais qualidades de carácter e dum espírito generoso, é a sua conduta merecedora do apreço dos seus soldados e do reconhecimento do Comando, pois muito contribuiu, com o seu esforço, para contrariar e anular os intentos do inimigo na sua Zona de Acção.»
 


 

 

 

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(nota)

 

Companhia de Caçadores 1797 / Batalhão de Caçadores N.º 1935


Unidade Mobilizadora:
Batalhão de Caçadores 10 (BC 10 — Chaves)
 

Comandante:
Capitão de Infantaria Fernando Augusto Gomes
 

Partida:
Embarque, em navio, a 10 de Outubro de 1967; Desembarque a 1 de Novembro de 1967.
 

Regresso:
Embarque, em navio, a 27 de Novembro de 1969.
 

Síntese da Actividade Operacional
A Companhia de Caçadores 1797 (CCac1797) desembarcou em Nacala e foi colocada em Révia onde rendeu a Companhia de Artilharia 1595 do Batalhão de Artilharia 1893 (CArt1595/BArt1893).


De Novembro de 1967 a Fevereiro de 1969, efectuou entre outras, as operações:


"Gago Coutinho" (região de Cassero),
"Galgos na Mata" (foz do rio Chameze),
"Galgos na Machamba" e "Galgos Ultrapassam" (monte Xizeze),
"Galgos no Rio" (vale do rio Lugenda) e "Perseguição dos Galgos" (entre os rios Lugenda e Namacare).


Participou nas operações:
"Galgos em Casa Alheia",
"Galgos Pintam a Manta",
"Aniversário dos Galgos",
"Galgos Cambam" e
"Galgos Ladram".


Em Fevereiro de 1969, rendida em Révia, pela Companhia de Artilharia 2388 (CArt2388) foi transferida para Mabo-Tacuane, no distrito da Zambézia, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1634 do Batalhão de Caçadores 1899 (CCac1634/BCac1899), sendo retirada definitivamente ao batalhão [BCac1935].


Ficou sob o comando do Batalhão de Caçadores 1937 (BCac1937) no subsector de Mocuba (DMO), do sector D.


Guarneceu, com 1 secção, os destacamentos da represa da "Companhia de Chá Nadal" e as instalações da "Companhia de Chá Tacuane".


De 22 de Agosto a 14 de Outubro de 1969, esteve na situação de intervenção do comando do Sector F (Tete).


De Fevereiro de 1969, até final da comissão, além da actividade de intervenção, a actividade operacional, consistia em patrulhamentos na sua zona de acção.


Foi rendida em Mabo Tacuane (Novembro de 1969), pela Companhia de Artilharia 2372 do Batalhão de Artilharia 2847 (CArt2372/BArt2847).

 

 

 

 

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