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Condecorações

Manuel Francisco Lopes de Matos Chaves, Alferes Mil.º de Cavalaria: Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo III, pág. 222, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 256 a 258, da RHMCA / CECA / EME

Diário de Lisboa, ed. 15973, pág. 19, de 07Jun1967

 

 

Manuel Francisco Lopes de Matos Chaves

 

Alferes Miliciano de Cavalaria
 

Companhia de Cavalaria 702

 

Batalhão de Cavalaria 705

 

«CAVALEIROS MARINHOS» - «SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»
 

Guiné:

 

24Jul1964 > 14Mai1966

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe 

 

 

Manuel Francisco Lopes de Matos Chaves, Alferes Mil.º de Cavalaria.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 - Lisboa) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné como comandante de pelotão da Companhia de Cavalaria 702 do Batalhão de Cavalaria 705 «CAVALEIROS MARINHOS» - «SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ», no período de 24 de Junho de 1964 a 14 de Maio de 1966.

 

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

 

Alferes Miliciano de Cavalaria
MANUEL FRANCISCO LOPES DE MATOS CHAVES
 

CCav702/BCav705 - RC 7
GUINÉ
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 9 — 2.ª série, de 1966.
Por Portaria de 12 de Abril de 1966:
 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Cavalaria, Manuel Francisco Lopes de Matos Chaves, da Companhia de Cavalaria n.º 702 / Batalhão de Cavalaria n.º 705 — Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 39, de 14 de Maio de 1965, do QG/CTIG):


Louvo o Alferes Miliciano, Manuel Francisco Lopes de Matos Chaves, da Companhia de Cavalaria 702 do Batalhão de Cavalaria 705 (CCav702/BCav7 05), porque em todas as operações em que tem tomado parte, revelou possuir as mais elevadas qualidades de valentia, desembaraço e espírito de iniciativa.


São dignas de realce as suas acções na operação "Garrote" e "Papaia", em que só com um comandante de Secção, revelou notável desembaraço e energia no comando, levando a bom termo todas as missões que lhe foram confiadas, conseguindo manter no seu Grupo de Combate, apesar de lhe faltarem 3 comandantes de Secção, um elevado rendimento operacional.


Na operação "Espora", ao ver um soldado do seu Grupo de Combate gravemente ferido, imediatamente correu para junto dele, apesar do fogo Inimigo, tendo contribuído em grande parte com a sua acção pessoal, para a fuga do Inimigo.


Na operação "Gira", tendo-lhe sido dada como missão entrar na zona onde o Inimigo estava em força e já tinha detido outras duas unidades, conseguiu, apesar da resistência oposta por aquele, cumprir a missão, impulsionando com a sua presença os elementos que primeiro entraram na mata.


Além do seu espírito de decisão no comando do seu Grupo de Combate, deu provas de excepcional coragem que o tornaram merecedor da máxima confiança do seu comandante de Companhia e dos seus subordinados.

 

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O Batalhão de Cavalaria 705
 

   

Identificação: BCav 705

Unidade Mobilizadora: RC 7 - Lisboa

 

Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Manuel Maria Pereira Coutinho Correia de Freitas
 

2.° Comandante:
Major de Cavalaria Juvenal Aníbal Semedo de Albuquerque
 

Oficial de Informações e Operações Adjunto:
Capitão de Cavalaria Ramiro José Marcelino Mourato
 

Comandante de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS)
Capitão de Serviço Geral do Exército António de Sousa Araújo
 

Companhia de Cavalaria 702 (CCav 702):
Capitão de Cavalaria Fernando Luís Franco da Silva Ataíde
 

Companhia de Cavalaria 703 (CCav 703):
Capitão de Cavalaria Fernando Manuel dos Santos Barrigas Lacerda
 

Companhia de Cavalaria 704 (CCav 704):
Capitão de Cavalaria Manuel Júlio Matias Barão da Cunha
Capitão de Cavalaria Lourenço de Carvalho Fernandes Tomás
 

Divisa:
"Cavaleiros Marinhos" — "Suavitor in modo fortifer in ré"


Partida:

Embarque em 18 de Julho de 1964 no NTT «Índia»; desembarque em 24 de Julho de 1964
 

Regresso:

Embarque em 14 de Maio de 1966 no NTT «Uíge»
 

Síntese da Actividade Operacional
 

Após o desembarque, permaneceu em Bissau como força de intervenção à ordem do Comando-Chefe, sendo as suas subunidades atribuídas de reforço para realização de operações em vários sectores.


De 04 a 23 de Novembro de 1964, instalando o posto de comando avançado em Mansabá, planeou e comandou várias acções na região do Morés-Óio, integrando as suas subunidades e outras que lhe foram atribuídas em reforço e de que se destaca a operação "Notável".

 

Em 15 de Fevereiro de 1965, foi deslocado para a zona Leste, com a Companhia de Cavalaria 702 (CCav 702) e Companhia de Cavalaria 704 (CCav 704), instalando o posto de comando em Bafatá onde comandou a actividade operacional destas subunidades e preparou a próxima rendição do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512).


Em 01 de Junho de 1965, rendendo o Batalhão de Caçadores 512 (BCac512), assumiu a responsabilidade do Sector L3, com sede em Nova Lamego o qual abrangia os subsectores de Pirada, Bajocunda, Canquelifá, Buruntuma, Piche, Madina do Boé e Nova Lamego; em 20 de Novembro de 1965, o subsector de Pirada passou à dependência de outro batalhão; as suas subunidades foram então integradas no dispositivo e missão do batalhão.


Nesta situação, desenvolveu intensa actividade de patrulhamento, reconhecimentos, segurança dos itinerários e das populações e de contra-infiltração na respectiva zona de acção.


Dentre o material capturado mais significativo, destaca-se uma metralhadora pesada, 2 metralhadoras ligeiras, 4 pistolas-metralhadoras, 6 espingardas, 55 minas e 23 granadas de armas pesadas.


Em 1 de Maio de 1966, foi rendido no Sector L3 pelo Batalhão de Cavalaria 1856 (BCav 1856), recolhendo seguidamente a Bissau a fim de efectuar o embarque de regresso.

As Companhias de Cavalaria 702, 703 e 704 na função de intervenção como reserva do Comando-Chefe e com a sua base em Bissau e após cumprirem um curto período de treino operacional no sector de Bula, sob orientação do Batalhão de Caçadores 507 (BCac507), foram utilizadas em diversas operações de maior vulto, nomeadamente na operação "Tornado". realizada na região do Cantanhez, na dependência do Comando da Defesa Marítima da Guiné (CDMG), de 19 a 21 de Setembro de 1964, na operação "Base". realizada na região do Óio, na dependência do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645), de 04 a 07 de Outubro de 1964 e nas operações "Rescaldo", "Flores" e "Notável", realizadas na região do Morés-Óio sob comando directo do seu batalhão, de 04 a 23 de Novembro de 1964.

A Companhia de Cavalaria 702 (CCav702), para além das operações referidas, foi ainda atribuída em reforço do Batalhão de Caçadores 507 (BCac507), para intervenção na região de Bula, na operação "Fisga", de 03 a 07 de Dezembro de 1964 e em reforço do Batalhão de Caçadores 513 (BCac513), na operação "Espora", de 15 a 17 de Dezembro de 1964, na região de Injassane e operações "Estribo" e "Selim", de 21 a 24 de Dezembro de 1964 e 27/28 de Dezembro de 1964, na região de Unal, após o que recolheu a Bolama. De 16 de Janeiro a 19 de Fevereiro de 1965, foi novamente atribuída em reforço do Batalhão de Caçadores 513 (BCac513), para operações na região de Buba e recolheu a Bolama.


Em 08 de Março de 1965, assumiu a responsabilidade do subsector de Contuboel, então criado, com um pelotão em Sonaco, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 506 (BCac506) e depois do Batalhão de Caçadores 757 (BCac757).


Substituída pela Companhia de Caçadores 800 (CCac800), foi deslocada por fracções, de 22 a 30 de Maio de 1965, para Madina do Boé, com um pelotão em Béli a partir de 25 de Maio de 1965 e onde substituiu pelotões da 3.ª Companhia (3ªCCac); em 23 de Maio de 1965, assumiu a responsabilidade do subsector de Madina do Boé, então criado na zona de acção do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) e depois do seu batalhão.


Em 04 de Maio de 1966, foi rendida no seu subsector, pela Companhia de Caçadores 1416 (CCac1413) e seguiu para Fá Mandinga, onde substituiu, transitoriamente, a Companhia de Caçadores 1417 (CCac1417) até à chegada da Companhia de Caçadores 1547 (CCac1547), após o que recolheu a Bissau a fim de efectuar o embarque de regresso.

A Companhia de Cavalaria 703 (CCav703), para além das operações de intervenção já referidas, foi atribuída em reforço do Batalhão de Caçadores 507 (BCac507) para emprego na operação "Fisga", já atrás indicada e seguidamente em reforço do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619), na região de Catió, de 19 a 22 de Dezembro de 1964 e depois na operação "Campo" com consequente ocupação e instalação em Cufar, onde se manteve de 17 de Janeiro a 18 de Março de 1965, sendo substituída pela Companhia de Caçadores 763 (CCac763). Recolheu em 18 de Março de 1965 a Bissau e deslocou-se, em 1 de Abril de 1965 para Bolama, tendo cedido dois Grupos de Combate (GComb) ao Batalhão de Caçadores 513 (BCac513) para operações em Fulacunda. Tomou, ainda, parte na operação "Razia", na região de Cufar, de 09 a 23 de Abril de 1965, em reforço do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619), após o que recolheu a Bissau.


Em 28 de Maio de 1965, foi colocada em Nova Lamego, para intervenção em proveito do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) e depois do seu batalhão.


Em 24 de Junho de 1965, rendendo a Companhia de Artilharia 731 (CArt731), assumiu a responsabilidade do subsector de Buruntuma, igualmente integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão.


Em 08 de Maio de 1966, rendida pela Companhia de Caçadores 1418 (CCac1418), recolheu a Bissau para embarque de regresso.

A Companhia de Cavalaria 704 (CCav704), para além das operações de intervenção já referidas, foi atribuída em reforço do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645), para emprego na operação "Desconfiança", na região de Mansoa-Porto Gole, de 02 a 05 de Dezembro de 1964 e depois em reforço do Batalhão de Caçadores 513 (BCac513), para emprego na operação "Espora", na região de Injassane, de 15 a 17 de Dezembro de 1964, após o que recolheu a Bissau, sendo deslocada em 08 de Janeiro de 1965 para Bolama.


A partir de 18 de Janeiro de 1965, cedeu dois pelotões ao Batalhão de Caçadores 512 (BCac512), para emprego nos subsectores de Nova Lamego e Pirada. Em 05 de Fevereiro de 1965, a subunidade deslocou-se para Nova Lamego, sendo atribuída na totalidade em reforço do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512), destacando, por curtos períodos, os seus pelotões para vários pontos da área, como Bajocunda, Madina do Boé, ponte do rio Caium e Béli.


Em 11 de Março de 1965, substituindo um pelotão da Companhia de Artilharia 676 (CArt676), assumiu a responsabilidade do subsector, de Bajocunda então criado, com um destacamento em Copá, desde 16 de Março de 1965, inicialmente na dependência do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) e depois do seu Batalhão.


Em 9 de Maio de 1966, rendida pela Companhia de Caçadores 1417 (CCac1417), recolheu a Bissau para embarque de regresso.

 

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