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Condecorações

Manuel Joaquim Barbosa Ribeiro, 1.º Cabo de Infantaria, do PelMort2005: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VI, págs. 454 e 455, da RHMCA / CECA / EME

Imagens dos distintivos cedidas pelo veterano Carlos Coutinho

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

 

 

 

Manuel Joaquim Barbosa Ribeiro

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 11054667

 

Pelotão de Morteiros 2005

 

Guiné: 15Jan1968 a 03Nov1969

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Manuel Joaquim Barbosa Ribeiro, 1.º Cabo de Infantaria, n.º 11054667, nascido no dia 19 de Novembro de 1946 em Monção.

 

Em 10 de Janeiro de 1968, tendo sido mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 10 (BC10 - Chaves) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarcou em Lisboa no NTT 'Uíge' como 1.º Cabo de Infantaria integrado no Pelotão de Morteiros 2005 (PelMort2005).


Em 3 de Novembro de 1969 iniciou a torna-viagem, a bordo do NTT 'Uíge'.


Em 16 de Abril de 1971 agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, por distinção em combate. [*]

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados que se seguem

[*] na mesma acção (noite de 9 para 10 de Fevereiro de 1969), distinguiram-se o 1.º Cabo de Infantaria José Augusto Baptista, da Companhia de Caçadores 2435 do Batalhão de Caçadores 2856 (CCac2435/BCac2856) e o Soldado Municiador de Morteiro José Manuel Moreira da Silva Marques, do Pelotão de Morteiros 2005 (PelMort2005), ambos igualmente agraciados com a Cruz de Guerra de 4ª classe.

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 11054667
MANUEL JOAQUIM BARBOSA RIBEIRO
 

PelMort2005 - BC10
GUINÉ
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 12 - 3.ª série, de 1971.
Por Portaria de 16 de Abril de 1971:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o


1.º Cabo n.º 11054667, Manuel Joaquim Barbosa Ribeiro, do Pelotão de Morteiro n.º 2005 - Batalhão de Caçadores n.º 10.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.°03, de 15 de Janeiro de 1970, do QG/CTIG):


Louvado o 1.° Cabo n.° 11054667, Manuel Joaquim Barbosa Ribeiro, do Pelotão de Morteiros 2005, adido à Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores 2856 (CCS/BCac2856), por, na noite de 9 para 10 de Fevereiro do corrente ano [1969], quando o inimigo atacou em força o destacamento de Cambaju, onde se encontrava a comandar a esquadra de morteiro 81, desde os primeiros sinais do inimigo, acorreu prontamente para a posição do morteiro, passando a comandar a mesma com extraordinária presença de espírito e calma.


O 1.º Cabo Ribeiro orientou e ajudou por duas vezes a desmontagem e montagem do morteiro a fim de tirar granadas que não saíram do tubo devido a defeitos no cartucho propulsor, de forma a poder manter o ritmo de tiro que se impunha. No momento mais crítico do ataque, quando o inimigo já tinha conseguido entrar por assalto, no reduto defensivo, o 1.º Cabo Ribeiro, dando provas de invulgar perícia, desembaraço e sangue-frio, colocou o morteiro 81 na elevação máxima, continuando a bater eficazmente o inimigo, pondo-o em debandada e deixando no terreno mortos e material. Embora se encontrasse quase nú e não obstante o calor insuportável que provinha das tabancas já incendiadas por granadas e balas incendiárias do inimigo, que rodeavam a posição do morteiro 81, cobriu-se parcialmente com um dos panos da tenda que habitualmente cobriam aquela arma, mantendo-se firme, junto ao mesmo, e só deixando a sua posição quando o inimigo já se tinha posto em debandada.


O 1.º Cabo Ribeiro mostrou assim possuir em alto grau, dotes de coragem, valentia, serena energia debaixo de fogo e decisão frente ao inimigo, que o impõem à consideração e respeito de todos, e a que é justo dar o merecido realce, como exemplo a referir.

 

 

 

 

     

 

 

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