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Condecorações

Manuel Pereira Filipe, Soldado Maqueiro: Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 61, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, págs 95 e 97, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo II, Livro 1, pág. 258, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 131, pág. 57, de Nov1970

Apoio de um colaborador do portal UTW

 

 

 

Manuel Pereira Filipe

 

Soldado Maqueiro, n.º 01073566

 

Companhia de Caçadores 1686

«OS FERAS DA GUINÉ»

 

Batalhão de Caçadores 1912

«VALENTES E DESTEMIDOS»

 

Guiné: 14Abr1967 a 16Mai1969

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Manuel Pereira Filipe, Soldado Maqueiro, n.º 01073566, natural da freguesia de Ventosa do Bairro, concelho da Mealhada.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 - Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na Companhia de Caçadores 1686 (nota1) «OS FERAS DA GUINÉ» do Batalhão de Caçadores 1912 «VALENTES E DESTEMIDOS», no período de 14 de Abril de 1967 a 16 de Maio de 1969.

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Soldado Maqueiro, n.º 01073566
MANUEL PEREIRA FILIPE
 

CCac1686/BCac1912 - RI 16
GUINÉ

 
4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 3 — 3.ª série, de 1968.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ªclasse, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n? 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 05 de Dezembro de 1967:


O Soldado Maqueiro n.º 01073566, Manuel Pereira Filipe, da Companhia de Caçadores n.º 1687/Batalhão de Caçadores n.º 1912 — Regimento de Infantaria n.º 16.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 50, de 09 de Novembro de 1967, do QG/CTIG):


Louvado o Soldado Maqueiro n.º 1073566, Manuel Pereira Filipe, da CCac1686/BCac1912, porque, durante a emboscada sofrida pelas NT (Nossas Tropas), em 7 de Maio de 1967, pelas 11H45, na estrada Jugudul - Bindôro, registando-se logo de início onze feridos, assim que o In (inimigo) abriu fogo, seis dos quais em estado grave, começou imediatamente a prestar os primeiros socorros, com completo desprezo pelo perigo e sem procurar abrigar-se, levando a sua dedicação ao ponto de fazer a respiração boca a boca a um seu camarada no intuito de o poder salvar, o que não conseguiu [João Moreira Bravo (nota2)].


Não desanimando nunca, apesar da sua inexperiência na especialidade, devido à pouca permanência no CTIG (Comando Territorial Independente da Guiné), ajudando o Sargento Enfermeiro [Victor José de Matos Manaia] que também ia na coluna, contribuiu para que a todos os feridos tivessem sido ministrados os primeiros socorros quando a emboscada terminou, demonstrando altas qualidades de coragem, desembaraço, decisão, sangue frio e serena energia debaixo de fogo que, aliadas à mais elevada noção de sentimento do dever e camaradagem, o tornam digno de ser apontado como exemplo de militar e de português.
 

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Jornal do Exército, ed. 131, de Novembro de 1970

 

 

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(nota1)

 

Companhia de Caçadores 1686

do Batalhão de Caçadores 1912
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 16 (RI16 - Évora)
 

Comandante:
Capitão Mil.º de Infantaria José de Matos Correia Barradas
 

Divisa:
«VALENTES E DESTEMIDOS» - «OS FERAS DA GUINÉ»
 

Partida:
Embarque no dia 8 de Abril de 1967, no NTT «Uíge»; desembarque no dia 14 de Abril de 1967.
 

Regresso:
Embarque no dia 16 de Maio de 1969, no NTT «Niassa»
 

Síntese da Actividade Operacional
A Companhia de Caçadores 1686 seguiu em 15 de e 1967, para Mansoa, a fim de efectuar a adaptação operacional e integrar o dispositivo e manobra do seu batalhão como subunidade de intervenção e reserva do Sector, tendo realizado diversas operações nas regiões de Locher, Polibaque e Ponta Bará, entre outras.


Em 25 de Outubro de 1967, por troca com a Companhia de Artilharia 1660, assumiu a responsabilidade do subsector de Mansoa, com efectivos destacados em Cutia, ponte do rio Braia, Jugudul, Uaque e Bindôro.


Em 21 de Fevereiro de 1968, novamente por troca com a Companhia de Artilharia 1660, voltou a desempenhar a missão de intervenção e reserva do sector de Mansoa, realizando várias operações nas regiões de Enxalé, Mansabá, Bindôro e outras.


Em 1 de Agosto de 1968, substituída na intervenção pela Companhia de Caçadores 2405, voltou a assumir a responsabilidade do subsector de Mansoa, rendendo novamente a Companhia de Artilharia 1660.


Em 14 de Maio de 1969, foi rendida no subsector de Mansoa pela Companhia de Caçadores 2587 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
 

 

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(nota2)

 

João Moreira Bravo

 

João Moreira Bravo, Soldado Atirador, n.º 13445/66, natural da freguesia de Nossa Senhora da Graça dos Degolados, concelho de Campo Maior, solteiro, filho de Augusto Caetano Bravo e de Quitéria Moreira Oliveira.

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na Companhia de Cavalaria 1615 do Batalhão de Cavalaria 1897.

 

Faleceu no dia 7 de Maio de 1967, pelas 11H45, no itinerário Judugul > Bindôro (8 - 10 Km sudoeste de Mansoa), vítima de ferimentos em combate.

 

Naquele dia (07Mai1967), as Nossas Tropas sofreram 1 morto, 6 feridos graves e 5 feridos ligeiros.

Tratou-se de emboscada inimiga a coluna - auto, onde se integravam militares da Companhia de Cavalaria 1615 (regressados de Cufar em 26 de Abril de 1967 e desde então adstritos  ao Batalhão de Caçadores 1912 aquartelado em Mansoa), com um pelotão destacado em Jugudul e um outro que iria ser instalado no Bindôro; e 'periquitos' da Companhia de Caçadores 1686 do Batalhão de Caçadores 1912 (chegados ao CTIG no dia 14 de Abril de 1967.

 

Está inumado no cemitério da freguesia da sua naturalidade.

 

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