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Condecorações

Manuel Soares Cartaxo, Alferes Mil.º Atirador de Infantaria: Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 

 

HONRA E GLÓRIA:

Fontes:

5.º Volume, Tomo III, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo I, Livro 1, da RHMCA / CECA / EME

 

 

Manuel Soares Cartaxo

 

Alferes Mil.º Atirador de Infantaria

 

Companhia de Artilharia 776

(Em 01Jun1965 passou a designar-se por Companhia de Caçadores 776)

 

Batalhão de Artilharia 778

«QUERER CUMPRIR»

 

Crua de Guerra, de 1.ª classe

(Título póstumo)

 

Manuel Soares Cartaxo, Alferes Mil.º Atirador de Infantaria, natural da freguesia e concelho de Rio Maior, solteiro, filho de António Germano Cartaxo e de Maria da Conceição.

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Lisboa) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Artilharia 776 do Batalhão de Artilharia 778 «QUERER CUMPRIR» (nota 1).

 

Faleceu no dia 5 de Setembro de 1965 na antiga Sanzala Quixe, em São Pedro (Bessa Monteiro) vítima de ferimentos em combate.

 

Os seus restos mortais chegaram à Metrópole no dia 2 de Novembro de 1965 a bordo do NTT «Vera Cruz»

 

Está sepultado no cemitério de Rio Maior.

 

(nota 1) - O Batalhão d Artilharia 778 (BArt778), após a sua mobilização e início de instrução com as suas subunidades orgânicas (CCS, CArt775, CArt776 e CArt777), foi destinado a render o Batalhão de Caçadores 443 (BCac443), do antecedente considerado unidade da Guarnição Normal (GN) da Região Militar de Angola (RMA) e três são Companhias de Caçadores independentes que se encontravam em reforço das forças da RMA.


Em 15 de Maio de 1965, o Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) seguiram para Salazar, tendo substituído, em 01 de Junho de 1965, idênticos efectivos que constituíam o Batalhão de Caçadores 443 (BCaç 443).


O BArt 778 assumiu então a designação de BCaç 443, passando a deter as características de unidade da GN, do referido BCaç 443, e as suas três subunidades foram consideradas independentes.

 

Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria
MANUEL SOARES CARTAXO
 

CArt 776 - RAL 1
ANGOLA
 

1.ª CLASSE (Título póstumo)
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 10 - 2.ª série, de 1966.
Por Portaria de 19 de Abril de 1966:
 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, a título póstumo, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Alferes Miliciano de Infantaria, Manuel Soares Cartaxo, da Companhia de Artilharia n.º 776 — Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela 0E):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar, para todos os efeitos legais, a título póstumo, o seguinte louvor conferido em Ordem de Serviço n.º 89, de 03 de Novembro de 1965, do Comando da Região Militar de Angola, ao Alferes Miliciano de Infantaria, Manuel Soares Cartaxo, da Companhia de Artilharia n.º 776, Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1, por, no passado dia 05 de Setembro, comandando a escolta de uma coluna da sua Unidade, quando esta foi atacada pelo Inimigo, que dispunha de apreciável superioridade numérica e de armamento, apesar de gravemente ferido logo no início da acção, saltou imediatamente da viatura que o conduzia, continuando a combater, sem qualquer preocupação com o tratamento dos seus ferimentos, animando e encorajando os seus subordinados e indicando-lhes a melhor forma de actuar para reagir ao ataque Inimigo, até ao momento em que, ainda durante a acção, a gravidade dos ferimentos sofridos lhe provocou a morte.


Pela sua actuação, o Alferes Soares Cartaxo revelou possuir em elevado grau o sentido do dever militar, qualidades de coragem, decisão e sangue-frio, a par de dotes de energia que honram o Exército e constituem um exemplo iniludível da firme determinação da juventude de Portugal de tudo sacrificar, até a própria vida, para assegurar a perenidade da Pátria.


O exemplo do Alferes Soares Cartaxo, junto aos de quantos têm dado o seu sangue pela integridade do Portugal Ultramarino, merece ser realçado como estímulo a quantos se batem por esse mesmo ideal cuja concretização se firma na generosidade de sacrifício como o seu.

 

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