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Angola

Mário Monteiro Vicente da Silva, 2.º Sargento de Infantaria - Medalha de Prata de Valor Militar com Palma

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

5.º Volume, Tomo I, pág.s 188 e 189, da RHMCA / CECA / EME

 

 

Mário Monteiro Vicente da Silva

 

2.º Sargento de Infantaria

 

Medalha de Prata de Valor Militar com Palma

(Título póstumo)

 

 

Mário Monteiro Vicente da Silva, 2.º Sargento de Infantaria, n.º 22/61 - EP, natural do lugar de Esperança, da freguesia de Alhadas, concelho da Figueira da Foz, filho de Joaquim Maria Vicente da Silva e de Olinda Aurora Monteiro, casado com Claudina da Silva Monteiro.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 10 (RI10 - Aveiro) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Caçadores Especiais 63 (4.ª Companhia de Caçadores Especiais) «UBI HONOR GLORIA».

 

Faleceu, em Birila (Angola), no dia 14 de Fevereiro de 1962, vítima de ferimentos em combate.

 

Está sepultado no cemitério da freguesia da sua naturalidade.

 

Paz à sua Alma

 

 

 

 

 

Medalha de Prata de Valor Militar com Palma

 

2.° Sargento de Infantaria
MÁRIO MONTEIRO VICENTE DA SILVA
 

CCacE 63 — RI 10
ANGOLA
 

Grau: Prata, com palma (Titulo póstumo)
 

Transcrição do louvor publicado na OE n.º 28 - 3.ª série, de 1963:
Por Portaria de 17 de Setembro de 1963:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, louvar, a título póstumo, o 2.º Sargento de Infantaria, Mário Monteiro Vicente da Silva, da Companhia de Caçadores Especiais n.º 63 — Regimento de Infantaria n.º 10, porque, em Angola, no passado dia 14 de Fevereiro de 1962, durante a operação "Pé Leve", na região de Quicabo e numa das acções nocturnas, apesar de gravemente ferido, conseguiu, graças a uma admirável decisão, sangue frio e serena energia debaixo de fogo, evitar que duas nossas unidades se batessem por engano, contendo a resposta ao fogo da outra unidade pelos homens da sua Secção que marchava em flecha e, apesar do grave ferimento que lhe desfizera um joelho, conseguiu, ainda, graças a uma extraordinária coragem e espírito de sacrifício, arrastar-se para um local, de onde, pela voz, teve a possibilidade de avisar a outra unidade do erro cometido, salvando assim muitas vidas à custa de um esforço que lhe veio a custar a perda da sua própria vida.

O seu comportamento anterior em inúmeros actos e serviços de campanha, já o tinham evidenciado como um graduado voluntarioso, competente e de muito mérito, que o tornaram digno de admiração e confiança que tanto os seus superiores como inferiores lhe dispensaram.

 

Ministério do Exército, 17 de Setembro de 1963. O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.

Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma OE:
Por Portaria de 17 de Setembro de 1963:

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar, a título póstumo, com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, nos termos do parágrafo 1.º do art.º 51.º com referência ao art.º 7.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o 2.º Sargento Mário Monteiro Vicente da Silva, da Companhia de Caçadores Especiais n.º 63 — Regimento de Infantaria n.º 10, porque em 14 de Fevereiro de 1962, na região de Quicabo, em Angola, numa acção nocturna, actuou com extraordinária coragem, espírito de sacrifício, sangue frio e serena energia debaixo de fogo de outra nossa unidade e apesar de graves ferimentos que lhe desfizeram um joelho, conseguiu arrastar-se para um local de onde, pela voz, avisou a outra unidade do erro cometido, salvando assim muitas vidas à custa de um esforço que lhe veio a custar a perda da própria vida.

Ministério do Exército, 17 de Setembro de 1963. O Ministro do Exército, Joaquim da Luz Cunha.

 


 

 

Jornal do Exército

 

O 2.º Sargento Mário Monteiro Vicente da Silva, graduado com elevada noção das suas responsabilidades, não hesitou em sacrificar a vida, pelas vidas que lhe tinham sido confiadas.
Soldado e chefe na mais pura acepção da palavra, bem demonstrou as suas qualidades de homem e de militar responsável na derradeira acção que chefiou na noite de 14 de Fevereiro de 1962.


Exemplo a meditar e a procurar seguir, dele diz o louvor da concessão da medalha de Valor Militar:


«Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar, a título póstumo, com a Medalha de prata de Valor Militar, com palma, nos termos do parágrafo 1.º do art.º 51.º com referência ao art.º 7.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o 2.º Sargento Mário Monteiro Vicente da Silva, da Companhia de Caçadores Especiais n.º 63 / Regimento de Infantaria n.º 10, porque em 14 de Fevereiro de 1962, na região de Quicabo, em Angola, numa acção nocturna actuou com extraordinária coragem, espírito de sacrifício, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, evitando que os homens da sua Secção respondessem ao fogo da outra nossa Unidade e apesar de graves ferimentos que lhe desfizeram um joelho, conseguiu arrastar-se para um local de onde, pela voz, conseguiu avisar a outra Unidade do erro cometido, salvando assim muitas vidas à custa de um esforço que lhe veio a custar a perda da própria vida.»

 

 

 

 

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