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Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Amares

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados que se seguem:

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Amares

 

Amares

 

Monumento de Homenagem aos ex- Combatentes

 

Inaugurado no dia 10 de Junho de 2013

 

Imagens de Francisco Morais

Outros elementos - Fonte: «Terras do Homem»

 

 

O município de Amares homenageou, no feriado nacional em que se comemora o Dia de Portugal de Camões e das Comunidades, os ex-combatentes da Guerra do Ultramar, erguendo, junto aos Paços do Concelho, um monumento em sua memória. Esta efeméride visou prestar um público reconhecimento àqueles que defenderam a pátria fora do país, bem como às respetivas famílias. Dezenas de ex-combatentes e respetivas famílias marcaram presença no ato, mesmo apesar da ameaça de chuva.

A cerimónia contou com a presença e envolvimento do Regimento de Cavalaria n.º 6, de Braga. No período de intervenções, o presidente do município, José Barbosa, lembrou o “testemunho para os jovens de gratidão para com quem lutou pela pátria, mas também de valentia e coragem para os tempos que os mais novos, agora, enfrentam”. “As guerras podem ser outras, nos tempos que correm, mas os valores que devem nortear as ações dos jovens devem ser os mesmo. Lutem porque vale a pena acreditar num Portugal melhor”, defendeu o edil.

As intervenções foram abertas por Francisco Morais, antigo vereador do município que falou em nome dos ex-combatentes e da comissão organizadora desta homenagem. Lembrou que o povo português “tem seguramente lugar entre aqueles que – dando novos mundos ao mundo – conquistou posição marcante no seu percurso histórico e no contributo que deu para a expansão da cultura ocidental e na influência que esta hoje detém no contexto global”. Por isso, considera, “cabe às atuais gerações deixar aos vindouros o memorial dos históricos acontecimentos vividos nas últimas décadas, período em que, entre nós, se destaca a chamada Guerra do Ultramar e da qual, depois de algum distanciamento histórico, se tem vindo a dar público testemunho por todo o país”. O município de Amares “não podia ficar indiferente e dissociado desta realidade”, entende.

Trata-se, no entender de Francisco Morais, de “evocar um período que deixou uma marca profunda numa geração que herdou, desses tempos, uma consciência extrema das consequências da guerra e do reconhecimento concreto do valor da vida e das suas prioridades, do valor da solidariedade, da amizade, da camaradagem, da coragem e do altruísmo”.

Custos da guerra

A guerra do Ultramar custou ao país, em termos humanos, 8290 mortos, 15 dos quais amarenses, sendo que os cerca de 16 mil deficientes físicos e os dez mil com “stress traumático” de guerra, constituem, hoje em dia, a face mais visível da guerra do ultramar.

A outra realidade prende-se, no entender dos ex-combatentes, com o “abandono a que foram votados” aqueles que ‘tombaram’ em combate e se encontram ainda sepultados em África, em campas “abandonadas, desprezadas, cobertas de capim e muitas delas já profanadas”. Por isso, falhado “o supremo dever patriótico de restituir os mortos às respetivas famílias”, defendem a construção em cada ex-colónia de um cemitério apropriado e exclusivo em que estariam sepultados e identificados os restos mortais dos soldados que não foi possível trasladar para a sua terra natal.

 

 

 

 

 

 

 

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