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Cantanhede

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Cantanhede

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Cantanhede

 

 

Cadima

 

José de Jesus Lourenço, Soldado Pára-Quedista, do BCP21

 

Nasceu a 20 de Julho de 1953 na freguesia de Cadima, concelho de Cantanhede, Distrito de Coimbra.

 

Foi incorporado em 26 de Fevereiro de 1972, como voluntário, no Regimento de Caçadores Pára-quedistas em Tancos.

 

Concluiu o Curso de Pára-quedismo Militar em 2 de Julho de 1972. Foi colocado no Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 12 em Bissalanca na Guiné.

 

 

Tombou em combate no dia 23 de Maio de 1973 nos arredores de Guidage, onde ficou sepultado. Tinha 19 anos de idade.

 

Os restos mortais foram trasladados para Portugal e foi sepultado no cemitério de Cadima, no concelho de Cantanhede, no dia 14 de Julho de 2008.

 

Para visualizar os conteúdos clique nas palavras sublinhadas que se seguem:

 

 

"Missão cumprida", reportagem do jornal "Independente de Cantanhede

 

As imagens

 

 

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Reportagem do "Independente de Cantanhede", de 30 de Julho de 2008

 

in: "Independente de Cantanhede"

Escrito por reginabilro@gmail.com

Missão cumprida

30-Jul-2008

 

Mais de 35 anos depois de sido sepultado num cemitério improvisado no norte da Guiné, José de Jesus Lourenço, de Fornos, Cadima, jaz finalmente sob o solo da terra que o viu nascer. Os restos mortais do pára-quedista morto em combate a 23 de Maio de 1973 foram a sepultar no último sábado, 26 de Julho, com as honras militares devidas a um herói.

Lurdes Faim, e Avelino Lourenço têm finalmente um local onde chorar a perda do seu filho, José de Jesus Lourenço, o jovem pára-quedista de 19 anos que caiu por terra a 23 de Maio de 1973, no norte da Guiné, quando socorria um camarada ferido.

Mais de 35 anos depois de José Lourenço e dos outros dois camaradas da Companhia de Caçadores Pára-quedistas 121 (António Vitoriano, de Castro Verde e Manuel Peixoto, de Vila do Conde) terem sido sepultados num cemitério improvisado a pouca distância do local onde sofreram a emboscada que os vitimou, as suas ossadas foram finalmente devolvidas aos seus familiares e depositadas nos cemitérios das localidades que os viram nascer.

Na primeira entrevista que deu à comunicação social, Lurdes Faim havia afirmado não querer morrer antes de ver o seu filho sepultado no cemitério da sua terra. Cerca de dois anos depois daquelas declarações, a idosa, hoje com 77 anos, conseguiu alcançar a “paz” desejada.

Os restos mortais de José de Jesus Lourenço desceram à terra do cemitério de Fornos, ao final da tarde do último sábado, 26 de Julho, com as honras militares devidas a um herói.

Dezenas de antigos militares estiveram presentes

As cerimónias fúnebres começaram com uma missa no mosteiro dos Jerónimos (Nota 1), em Lisboa.

As ossadas foram, depois, encaminhadas para o quartel das tropas pára-quedistas, em Tancos, onde o general Hugo Borges (o então jovem tenente que a 23 de Maio de 1973 comandava o pelotão envolvido na emboscada que custou a vida aos três pára-quedistas) presidiu as honras militares.

Os restos mortais seguiram, depois, para as localidades de origem dos três pára-quedistas.

Quando José Lourenço jurou bandeira, saiu dos Fornos um autocarro cheio de gente para assistir à cerimónia. Tantos anos depois, familiares e amigos do antigo militar encheram outro autocarro – cedido pela Câmara Municipal de Cantanhede – para o acompanhar no percurso que o conduziu de volta à sua terra.

Antes de se dirigir para a localidade de Fornos, a comitiva parou junto ao Monumento aos Combatentes do Ultramar, em Cantanhede, para uma breve homenagem liderada pela Associação de Veteranos de Guerra do Centro, e acompanhada por dezenas de antigos combatentes no Ultramar, vindos propositadamente de vários pontos do país.

“Para quê?”

Com as cerimónias fúnebres de último sábado, chegou ao fim a missão a que se propuseram inicialmente Manuel Rebocho, sargento-mor pára-quedista, na reserva, um jornal do concelho de Cantanhede e a Associação de Veteranos de Guerra do Centro, entretanto assumida pela União Portuguesa de Pára-quedistas (UPP).

 “Estes eram os últimos pára-quedistas sepultados fora do território nacional”, afirmou o major-general Avelar de Sousa, da União Portuguesa de Pára-quedistas (UPP), já terminado o funeral.

Com a transladação das ossadas de José Lourenço, António Vitoriano e Manuel Peixoto para Portugal, foi cumprido o lema dos pára-quedistas que diz que “ninguém fica para trás”.

Os restos mortais dos militares do exército, com eles enterrados naquele cemitério improvisado, no norte da Guiné, aguardam ainda os resultados dos testes de ADN, dificultados pelos 35 anos que decorreram desde a sua morte.

 in:http://www.independentedecantanhede.com/jornal/index.php?option=com_content&task=view&id=689&Itemid=41

Nota (1) - A cerimónia teve lugar na Igreja da Força Aérea Portuguesa, em Lisboa

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As imagens

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os pais do malogrado Soldado Pára-Quedista José de Jesus Lourenço

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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