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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e
Campas
Monumentos
aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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Ponta
Delgada (Ilha de São Miguel) |
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cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Ponta Delgada

Livramento
Cemitério do Rosto do
Cão
Imagens e demais
elementos cedidos pelo veterano
João Paulo Ramos
Campa do 1.º Cabo de Infantaria
Carlos
Jacinto de Sá Lima

Carlos Jacinto de Sá
Lima, 1.º Cabo de Infantaria, nascido no
dia 15 de Maio de 1951 na freguesia de
Rosto do Cão (Livramento), foi
mobilizado pelo Batalhão Independente de
Infantaria 18, para servir na Região
Militar de Moçambique, integrado na 2.ª
Companhia do Batalhão de Caçadores
4810/72.
Tombou em combate no dia
24 de Outubro de 1973.
Tinha 22 anos de idade.
In
Memoriam
O Carlos Sá Lima encontrava-se
colocado no destacamento de Vila Vasco da Gama há
alguns meses. Por se encontrar no limiar da
subsistência devido à ausência quase total de
alimentos, situação recorrente naquele destacamento,
houve necessidade de se realizar mais um
reabastecimento àquele aquartelamento. Parte do
Grupo de Combate que aí se encontrava sedeado partiu
em acção de picagem ao encontro da coluna que,
provinda da Cantina Oliveira, tinha como objectivo
reabastecer o destacamento. Tudo decorreu
normalmente até à junção dos dois grupos. Contudo,
no regresso a Vila Vasco da Gama, as nossas tropas
foram surpreendidas por uma violenta emboscada da
qual resultou a morte deste nosso companheiro,
alvejado na cabeça. A imediata e inesperada reacção
das nossas tropas fez gorar os intentos dos
atacantes, que, devido à dimensão do dispositivo
colocado no terreno, pretendiam provocar o maior
número de baixas possível às nossas tropas.
Posteriormente foram detectadas cerca de trinta
“camas” no local a partir do qual as nossas tropas
foram atacadas. Soube-se mais tarde, depois dos
acordos de Lusaka, em contactos havidos com
guerrilheiros da Frelimo que actuavam naquela zona,
que se tinha tratado de uma acção de retaliação de
grande dimensão motivada por uma emboscada em que as
nossas tropas, visando um grupo de guerrilheiros que
se deslocava num trilho que passava ali perto,
abateram vários elementos e capturaram diversas
armas.
Esta nosso ex-camarada e companheiro
deixou mulher e filhos.
Tempo mal gasto, mal passado,
ineludivelmente perdido.
Tempo imperativo condensado numa
multitude de revoltas.
Tempo de paz, ainda em guerra.
Descansa em paz companheiro!
Este pequeno depoimento foi escrito
tendo como base parte de um texto elaborado pelo
ex-Cap. Milº Artª Lobo Pimentel, comandante da
2.ª Companhia do
Batalhão de Caçadores 4810/72 e no qual são
referidos os factos mais importantes relativos aos
dois anos de comissão militar daquela companhia,
passados na quase totalidade nos aquartelamentos de
Cantina Oliveira e Vila Vasco da Gama, no distrito
de Tete, em Moçambique.
João Paulo Ramos




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