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Opinião sobre as histórias "A Minha Guerra"

publicadas recentemente na revista "Domingo" do Correio da Manhã

 

 

12 de Fevereiro de 2008

Citando Oliveira

Muita saúde.

Felicito a sua carta ao CM. Bem-haja.

Oliveira

Marinheiro Fuzileiro, 71/73 Niassa Moçambique

 

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09 de Fevereiro de 2008

Citando Carlos Ataíde:

Parabéns pelo seu notável artigo crítico sobre as histórias do Correio da Manhã que subscrevo inteiramente.

Mandei-lhes uma história com êxitos  das NT em Moçambique mas não as publicaram.

Carlos Ataíde

 

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de Abreu dos Santos

 

De: Abreu dos Santos [ ]
Enviada: quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008 15:50
Para: historiasdaguerra@correiomanha.pt
Cc: ultramar@terraweb.biz
Assunto: Os muros das lamentações

- «Os leitores do "Correio da Manhã" podem agora contar-nos as suas histórias de guerra - em Angola, em Moçambique ou na Guiné. Queremos ouvi-las. O "CM" publica as melhores.»
 

 

 

Os muros das lamentações


A propósito de textos vindos a lume, na imprensa diária ou em editados em livro, e reproduzidos na internet - designadamente no sítio ultramar.terraweb.biz.


No caso recente do magazine dominical do CM, as estórias "escolhidas" são mais um mimo de tretas: ele é o «combate» do marinheiro, que jamais disparou um tiro nem andou no mato; ele é a vez de um outro, em que «só de uma vez perdemos 23 homens»; ele é uma «companhia» de artilharia - referida por um seu antigo alferes (não era um "nharro" qualquer) - cuja numeração jamais lhe foi atribuída... Ou então, coisas mais genéricas e mais antigas: reproduzir à exaustão alguns epifenónemos de guerra (vg "casualties of war"), para ilustrar «os massacres da guerra colonial», sem atender a contraditório(s) publicado(s) em tempo oportuno ou sequer ao enquadramento histórico-político e propagandístico da época nem à verificação da credibilidade das respectivas "fontes".


Aparentemente, não se ocupam os novos "jornalistas" e "editores" em proceder a triagem da veracidade dos factos, relatados por "entrevistados" ou "contadores de estórias". No caso vertente, e que diz respeito - repete-se, respeito - a milhares de homens que cumpriram serviço militar no Ultramar, continuam a ser oferecidas em dose cadenciada umas estorietas particulares e o mor das vezes em tom de «muro das lamentações», nas quais se retrata as Forças Armadas Portuguesas (tanto milicianos como do quadro permanente) como um ror de incompetentes e sempre perdedores, e o(s) ex-terrorista(s) ex-inimigo(s) como pleno de razão, de força e de vitórias. Ou seja, persiste a inconfessada (e inconfessável) manobra de instilar a lassidão na retaguarda, ora sob pretexto de reconciliação com a(s) memória(s) e com os "povos libertados". No entanto, a manobra de agit-prop, aparentemente salvífica, radica sobretudo numa Síndrome de Estocolmo resultante de não haver sido cumprido o objectivo da tal «libertação dos povos», antes terá ficado grande parte dos veteranos cativa das «razões» do Outro, qual seja o vencedor-que-dita-a-história. E no meio de tudo isso, perde-se o sentido primeiro da continuada actividade de milhares de homens, enquadrados numa missão patriótica e cujo interesse primeiro era a defesa da população civil, esta completamente esquecida nos tais relatos agora (re)postos a correr na imprensa, nas televisões e nas páginas da internet.


Fala-se e escreve-se sobretudo olhando o umbigo, a estorieta privada enquadrada no pequeno universo onde o "protagonista" foi "obrigado" a "fazer a tropa", tudo com uma falta de senso e uma mariquice pegada: em quase todas as «actividades» relatadas, é só mortos militares, feridos militares, estropiados militares, terríveis bombardeamentos inimigos, mortíferas emboscadas inimigas, etc, etc.


Resumindo: se a "tropa" não morreu toda, isso deve-se aos "salvadores", de lá e de cá; e o que dela restou na torna-viagem, é-nos cadenciamente apresentada, desde a «madrugada libertadora», completamente estropiada física e/ou mentalmente. Mais grave: é apresentada, aos descendentes daqueles mesmos veteranos de guerra, como uma cambada de patetas, nharros, bestas, trucidadores, massacradores de "populações" indefesas ou assassinos-a-soldo-do-regime-fascista, ou ainda como apoiantes dos "colonialistas" exploradores-dos-pretos.


Não compete a quem lê, velho ou novo, indagar se tais estórias têm fundamento, ou apenas inseridas em estratégia genérica e não assumida de ganhar audiências: a qualquer custo. Certo é que, re-descoberto o "filão" das ditas «guerras coloniais», todos à uma e cada vez mais se ocupam em promover e difundir «estórias da guerra». Pena é que em grande parte desses relatos esteja absolutamente ausente qualquer sentido pedagógico, quando não mesmo a honradez pessoal e o sentido geracional.


 

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O que foi publicado na Revista "Domingo" do Correio da Manhã

 

 

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Revista "Domingo" do jornal Correio da Manhã de 03FEV2008

Revista "Domingo" do jornal Correio da Manhã de 27JAN2008

Revista "Domingo" do jornal Correio da Manhã de 20JAN2008

Revista "Domingo" do jornal Correio da Manhã de 06JAN2008

   

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