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"Psiquiatria do HMP, Juntas Médicas, IML e Tribunal"

 

TEMEM ASSUMIR RESPONSABILIDADES VITAIS
 

 

From: "Joao Asseiceiro"
Sent: Wednesday, April 14, 2010 9:58 AM
To: <UTW>
Subject: Psiquiatria do HMP, Juntas Médicas, IML e Tribunal -
TEMEM ASSUMIR RESPONSABILIDADES VITAIS

 

Factos reais e concretos:

Antigo combatente sujeitou-se a exames médicos na Psiquiatria do HMP durante cerca de seis meses, efectuados por  psicóloga e o psiquiatra Alfredo Tropa cujo diagnostico em relatório manuscrito e fundamentado com mais de vinte paginas, declara o ex-combatente portador de "ango depressão e distúrbios de stress associados" e tal doença teria sido adquirida na guerra em Moçambique, se for provada a historia militar.

A Chefe da clínica de Psiquiatria do HMP Dr.ª Teresa Babo, (certamente por ter percebido que a historia militar estava provada no processo)  em exame final de cinco minutos confirma a doença nesses termos (!) – para concluir (!) de forma peregrina que a doença não foi adquirida na guerra, pois o ex-combatente demorou mais de trinta anos para se queixar, e não tem tratamento psiquiátrico; COM ESSA DESCOBERTA, abre a porta para as DECISOES CONVENIENTES, a saber: a JHI em exame de dois minutos conclui: "Apto para todo o serviço militar sem desvalorização" – não dá para rir?; a Junta Medica de Recurso do Exercito (presidida por um general e quatro coronéis) em dois minutos confirma o parecer da Junta anterior, o CEME homologa a decisão.

O ex-combatente recorre ao Tribunal, pede um exame no IML, o Juiz determina esse exame tendo o perito concluído numa entrevista de uma hora que o ex-combatente não tem sinais de doença, está de impecável saúde, tem bom aspecto, de trato afável, discurso fluente e boa apresentação. O Tribunal confirma a decisão do CEME.

Dou de barato que esse ex-combatente não tem qualquer grau de desvalorização, mas as piruetas que a Administração do Estado deu para concluir isso, revelam o MEDO VITAL DE ASSUMIR RESPONSABILIDADES.

Qual o interesse desta noticia? Significar aqui, que para a Administração do Estado vale tudo para decidir de forma conveniente, fazendo letra morta... ate das suas próprias conclusões fundamentadas... quando bastava a Chefe da clínica ter entendido que não concordava com as decisões dos médicos do HMP que diagnosticaram a doença.

Neste caso concreto, o ex-combatente tem uma vida decente e confortável (aproveitou os exames e o conhecimento acerca do seu real estado de saúde para iniciar um processo de recuperação psiquiátrica e endocrinologica por sua conta, que talvez lhe de mais uns anos de vida com qualidade) mas os ex-combatentes em dificuldades, com um quadro clínico similar? E a maioria dos ex-combatentes que não se sujeitam ao incómodo de se sujeitar a exames médicos? Ficam ao abandono, morrem mais cedo que o normal,  diminuem a sua qualidade de vida.  (isto e comum a todos os ex-combatentes).

João Asseiceiro

 

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