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HONRA E GLÓRIA: Quebá Camará, Alferes, do PelMil157: Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág.s 82 e 83, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 267 a 269, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 446, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 103, pág. 23, de Julho de 1968

Site da Companhia de Artilharia 1525 «FALCÕES DE BISSORû

Distintivos cedidos pelo veterano Carlos Coutinho

 

 

Quebá Camará

 

Alferes de 2.ª Linha

 

Comandante do

 

1.º Pelotão de Milícias de Bissorã / CArt1525

 

e do

 

Pelotão de Milícias 157 / CCav1650

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

Prémio 'Governador'

 

 

Quebá Camará, Alferes de 2.ª Linha, comandante do 1.º Pelotão de Milícias de Bissorã (PelMilBissorã) / Companhia de Artilharia 1525 (CArt1525) (nota1) «FALCÕES DE BISSORû e Pelotão de Milícias 157 (PelMil157) / Companhia de Cavalaria 1650 (CCav1650) (nota2) «BIGODES» do Batalhão de Cavalaria 1905 (BCav1905) «OS DRAGÕES».

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné para servir Portugal naquela Província Ultramarina.

 

 

Cruz de Guerra, de 2.ª classe

 

 

Alferes de 2.ª Linha
QUEBÁ CAMARÁ
 

Pelotão de Milícias 157 (PelMil157)

Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG)
GUINÉ
 

2.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 4 — 2.ª série, de 1970.
Por Portaria de 12 de Janeiro de 1970:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Alferes de 2.ª Linha, Quebá Camará, do Pelotão de Milícias n.º 157/Companhia de Cavalaria n.º 1650, com a medalha de Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado nas OS n.º 17, de 28 de Maio de 1968, do CCFAG e n.º 24, de 05 de Junho do mesmo ano, do QG/CTIG):


Que, por despacho de 24 de Maio de 1969, de Sua Ex.ª o Comodoro Comandante-Chefe Interino, das Forças Armadas da Guiné, foi considerado como sendo dado por si, o louvor que a seguir se transcreve:


"Louvo o Alferes de 2.ª Linha, Quebá Camará, do Pelotão de Milícias n.º 157/Companhia de Cavalaria n.º 1650, por, na qualidade de comandante de Pelotão, de guia e de intérprete, ter revelado em todas as circunstâncias e em especial nas de contacto com o inimigo, um inexcedível brio, coragem, determinação e desprezo pelo perigo, descurando na maioria das vezes a sua segurança pessoal.


Por duas vezes ferido em combate, com certa gravidade, no decorrer das operações "Bissilão", em 5 de Dezembro de 1966 e "Bizarma", em 9 de Junho de 1967, nem mesmo quando diminuído fisicamente deixou de vincar a sua presença continuando a comandar os seus homens e animando os que, como ele, também se encontravam feridos.


Quando duma forte acção do inimigo, em 22 de Abril de 1968, contra o aquartelamento da localidade onde então se encontrava, o seu procedimento mais uma vez se revestiu de características invulgares pois que, logo que se iniciou o ataque, saiu de casa e dirigiu-se imediatamente para a zona onde o fogo do inimigo era mais intenso e feito de muito perto, em condições perigosas para as nossas forças.


Jamais se abrigando, avançou a peito descoberto sobre o adversário, lutando com um elemento inimigo armado de LGFog (lança granadas-foguete), que abateu, capturando-lhe a arma.


Incitando o seu pessoal, que entretanto também acorrera à zona, continuou repelindo o inimigo, indiferente ao seu fogo, só descansando quando este foi obrigado a retirar em fuga e com baixas comprovadas.


Pelas suas qualidades de combatente valoroso, sangue-frio, coragem, decisão, desprezo pela vida e pelo perigo e também serena energia debaixo de fogo demonstradas desde sempre, merece Quebá Camará ser apontado como exemplo de um guerreiro de real valor que muito honra as nossas forças em frente do inimigo.
"
 

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Jornal do Exército, ed. 103, pág. 23, de Julho de 1968

 

Alferes de 2.ª Linha Quebá Camará
 

«Pelas evidentes provas de elevada coragem, grande espírito de abnegação e de sacrifício e especial aptidão para o comando de tropas em campanha, que tem revelado no decorrer de todas as acções em que tem participado nas mais delicadas situações, manifestando sempre um alto espírito de Iniciativa na firme determinação de aniquilar o inimigo.


No decorrer duma dessas acções, e ao entrar num refúgio defendido por forte grupo de adversários, à frente dos seus homens, foi alvejado à queima-roupa por um elemento inimigo que seguidamente abateu dois dos seus companheiros. Indiferente ao perigo iminente a que se estava expondo, lançou-se resolutamente sobre aquele adversário, conseguindo abatê-lo, e continuou a impulsionar o ataque do seu grupo, evitando o abalo moral provocado pelas baixas sofridas no Início da luta, e alcançando urna vitória total na acção.


Foi por duas vezes gravemente ferido em combate.


Foi promovido a Alferes por feitos em combate de extraordinária bravura.
»

 

 

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(nota1)  - 7.º Volume, Tomo II, pág. 446, da RHMCA / CECA / EME

 

Companhia de Artilharia n.º 1525
 

Identificação:
CArt1525
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia de Costa (RAC - Oeiras)
 

Comandante:
Capitão de Artilharia Jorge Manuel Piçarra Mourão
 

Divisa:

"Falcões de Bissorã"
 

Partida:
Embarque em 20 de Janeiro de 1966; desembarque em 26 de Janeiro de 1966
 

Regresso:
Embarque em 4 de Novembro de 1967
 

Síntese da Actividade Operacional
Em 4 de Fevereiro de 1966, seguiu para Mansoa, a fim de efectuar um curto período de adaptação operacional e substituir a Companhia de Artilharia 644 (CArt644) na função de reserva e intervenção do sector do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857).


Em 21 de Fevereiro de 1966, por rotação com a Companhia de Caçadores 1420 (CCac1420), foi transferida para o subsector de Bissorã, em reforço da guarnição local até 31 de Outubro de 1966, tendo ainda actuado em diversas operações realizadas nas regiões do Tiligi, Biambe, Morés e Queré e sendo também deslocada para operações na região de Jugudul, de 23 de Julho de 1966 a 17 de Agosto de 1966; de 18 de Junho de 1966 a 6 de Julho de 1966 destacou, ainda, um pelotão para Ponte Maqué.


Em 31 de Outubro de 1966, assumiu a responsabilidade do subsector de Bissorã, após saída da Companhia de Caçadores 1419 (CCac1419), tendo passado a integrar o dispositivo e manobra do Batalhão de Cavalaria 790 (BCav790), após reformulação dos limites da zona de acção dos sectores daquela área em 1 de Novembro de 1966, e depois do Batalhão de Caçadores 1876 (BCac1876). Pelos vultuosos resultados obtidos em baixas causadas ao inimigo e armamento apreendido, destacam-se as operações "Embuste" e "Bambúrrio", nas regiões de larom e Faja.


Em 10 de Outubro de 1967, foi rendida no subsector de Bissorã pela Companhia de Cavalaria 1650 (CCav1650), recolhendo seguidamente a Bissau, a fim de aguardar o embarque de regresso.
 

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(nota2) - 7.º Volume, Tomo II, pág.s 267 a 269, da RHMCA / CECA / EME 


Companhia de Cavalaria n.º 1650 / Batalhão de Cavalaria 1905


Identificação:
CCav1650


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz)


Comandante:
Capitão de Cavalaria José Cândido de Bonnefon de Paula Santos
Alferes Mil.º de Cavalaria António Tavares Valongo


Divisa:
"Bigodes" - "Os Dragões"


Partida:
Embarque em 1 de Fevereiro de 1967; desembarque em 6 de Fevereiro de 1967
 

Regresso:

Embarque em 19 de Novembro de 1968


Síntese da Actividade Operacional
A Companhia de Cavalaria 1650 (CCav1650) seguiu imediatamente para o Sector O1-A com o seu batalhão, onde ficou em missão de intervenção em diversas operações realizadas nas regiões de Churo, Có, Jol e Bachile, entre outras, tendo ainda cedido pelotões para destacamentos em Bachile, de 24 de Maio de 1967 a 12 de Julho de 1967, Caió, de 29 de Julho de 1967 a 20 de Agosto de 1967 e reforço de outras unidades em Geba, de 13 a 17 de Setembro de 1967 e em Mansoa, dois pelotões de 13 a 16 de Setembro de 1967.


Em 17 de Agosto de 1967, foi substituída em Teixeira Pinto pela Companhia de Caçadores 1681 (CCac1681) e seguiu para Bissau (Brá), a fim de assumir a função de subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe; nessa situação foi atribuída em reforço do Batalhão de Artilharia 1914 (BArt1914), de 23 de Agosto a 9 de Setembro de 1967, para actuação em operações efectuadas nas regiões de Injassane e Buba Tombo e em reforço do BCaç 1877, de 13 a 17Set67, para actuação na região de Sinchã Jobel, no subsector de Geba, entre outras, tendo-se mantido nesta situação até 3 de Outubro de 1967.


Em seguida foi deslocada para Bissorã, a fim de render a Companhia de Artilharia 1525 (CArt1525), tendo assumido a responsabilidade do subsector de Bissorã, em 10 de Outubro de 1967 e ficado integrada no dispositivo e manobra do Batalhão e Caçadores 1876 (BCac1876) e depois do seu batalhão.


Em 18 de Julho de 1968, foi rendida pela Companhia de Caçadores 2368 (CCac2368), tendo seguido para Bissau em 20 de Julho de 1968, onde substituiu a Companhia de Cavalaria 1615 (CCav1615) e ficou na dependência do Batalhão de Caçadores 1911 (BCac1911), para actuação na quadrícula e ainda em intervenção nas regiões do Churo e Có-Pelundo.


Em 31 de Outubro de 1968, foi rendida pela Companhia de Caçadores 2436 (CCac2436), e recolheu a Bissau para o embarque de regresso.
 

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