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Condecorações

Quecumba Camará, 1.º Sargento Graduado 'Comando'

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VI, pág.s 148 e 149, da RHMCA / CECA / EME

5.º Volume, Tomo VII, pág.s 416 e 417, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág.s 218 a 220, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 277 e 278, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, pág. 650 e 651, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 121, pág. 60, de Janeiro de 1970

Imagem dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

Quecumba Camará, 1.º Sargento Graduado 'Comando'

 

Fuzilado publicamente em Mansoa pelo PAIGC

 

 

CCS/BArt1914:

Soldado de Artilharia, n.º 82108364

Guiné: 13Abr1967 a 03Mar1969

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

BCav2867:

Soldado de Artilharia, n.º 82108364

Guiné: 01Mar1969 a 23Dez1970

Prémio Governador da Guiné

 

2ª CCmds/CTIG:

1.º Sargento Graduado 'Comando'

Guiné: 15Abr1971 a 07Set1974

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

Quecumba Camará, natural da freguesia de São José de Bissorá, concelho de Bissorá, mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné para servir Portugal naquela Província Ultramarina integrado na:

  • Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Artilharia 1914 «SEM TEMOR» - «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS», no período de 13 de Abril de  1967 a 3 de Março de 1969;

  • Batalhão de Cavalaria 2867 «SOMOS COMO SOMOS», no período de 1 de Março de1969 1969 a 23 de Dezembro de 1970;

  • 2.ª Companhia de Comandos Africanos «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» (esta Companhia, em 2 de Novembro de 1972, foi integrada no Batalhão de Comandos da Guiné), no período de 15 de Abril de 1971 a 7 de Setembro de 1974; e

  • Foi fuzilado publicamente em Mansoa pelo PAIGC.

A sua Alma descansa em Paz

 

 

Clique na imagem que se segue para visualização da continuação do texto:

 

 

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

Soldado de Artilharia, n.º 82108364
QUECUMBA CAMARÁ
 

CCS/BArt1914 - RAL1
GUINÉ
 

1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 9 - 3.ª série, de 1970.
Por Portaria de 03 de Março de 1970:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o


Soldado n.º 82108364, Quecumba Camará, da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Artilharia n.º 1914 - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela OE):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, louvar o Soldado n.º 82108364, Quecumba Camará, da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Artilharia n.º 1914 e do recrutamento do Comando Territorial Independente da Guiné, pelas extraordinárias qualidades de combatente que tem revelado possuir, nas inúmeras acções em que tem tomado parte.


A coragem, decisão e serena energia que demonstra possuir em elevado grau, aliadas a uma grande capacidade de comando, valem-lhe as citações nominais que em quase todas as operações em que tomou parte tem merecido, elevando-o no conceito de todos os comandantes sob cujas ordens tem servido em operações.


As suas reacções a quando de ataques inimigos ao aquartelamento onde está colocado definem bem a sua excepcional têmpera de combatente. Num desses ataques, em Fevereiro de 1968, o sector em que se encontrava instalado o grupo a que pertencia, foi atacado fortemente por elementos inimigos, que tendo tomado posição numa casa a cerca de cinquenta metros do perímetro defensivo, preparavam-se para assaltar a posição das nossas tropas, aproveitando a escuridão total existente. Nesta altura, tendo pedido para ir queimar a referida casa, o Soldado Quecumba Camará deslocou-se debaixo de fogo até às suas proximidades, incendiando-a com granadas de mão e voltando sempre debaixo de fogo a ocupar o seu lugar na defesa. Mercê desta arrojada iniciativa, toda a instalação inimiga passou a estar bem iluminada, o que permitiu que fosse batida eficazmente pelas nossas tropas, obrigando o inimigo a retirar com pesadas baixas.


Por esta e outras actuações, o Soldado Quecumba Camará honra o Exército a que pertence e deve ser apontado como valioso exemplo a seguir.

 

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Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

2.º Sargento graduado, dos Comandos Africanos
QUECUMBA CAMARÁ
 

2.ªCCmds - CTIG
GUINÉ
 

4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 36 - 3.ª série, de 1973.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro de 1971, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 4 de Agosto último, o


2.º Sargento graduado, Quecumba Camará, da 2.ª Companhia de Comandos Africana - Comando Territorial Independente da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 41, de 3 de Agosto de 1973, do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné e n.º 39, de 27 de Setembro do mesmo ano, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):


Por proposta do Comandante Militar, o General Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, por despacho de 3 de Agosto de 1973, louvou o 2.º Sargento, graduado, Quecumba Camará, da 2.ª Companhia de Comandos Africana, pelas extraordinárias qualidades de coragem, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, evidenciadas ao longo de toda a sua actividade operacional, no Teatro de Operações da Guiné.


De salientar a sua actuação no decorrer da operação "Pérola Negra", em que reagiu com grande agressividade e desprezo pelo perigo às emboscadas montadas pelo inimigo, provocando-lhe baixas e capturando pessoalmente um elemento adversário.


Na operação "Esmeralda Negra", quando então era comandante de grupo, foi o primeiro a abrir fogo sobre o inimigo, abatendo imediatamente um elemento e reagindo ousadamente a uma emboscada pouco depois sofrida, obrigando-o a debandar.


Na mesma operação, comandou de forma muito eficiente o seu Grupo de Combate durante um contacto que durou cerca de trinta minutos, obrigando o inimigo a retirar sem recolher os mortos e o material deixado no solo.


Na operação "Canguru Indisposto", quando deu pela falta de um elemento que fazia parte do seu Grupo de Combate e que devia ter ficado no local da emboscada que havia sido montada às Nossas Tropas, ofereceu-se para ir recuperar o corpo do camarada, o que conseguiu, não obstante a nova emboscada que por esse motivo o inimigo voltou a montar.


O 2.º Sargento graduado Quecumba Camará, pela sua valorosa conduta em combate e ainda pelas suas qualidades de homem e militar, é digno de ser apontado como exemplo, pois honra a tropa de Comandos e o Exército a que pertence.

 

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Jornal do Exército, ed. 121, pág. 60, de Janeiro de 1970

 

Prémio Governador da Guiné


«Soldado n.º 82108364, Quecumba Camará, do Batalhão de Cavalaria n.º 2867, natural da freguesia de São José de Bissorá, concelho de Bissorá


Louvado porque tem revelado extraordinárias qualidades de combatente nas inumaras acções em que tem tomado parte.


Tais qualidades lhe valeram citações nominais nas operações «Novilhada», «Quetina» e «Corsário Negro» e nas flagelações inimigas a Tite em 16 de Outubro de 1968, 1 de Novembro de 1968 e 15 de Fevereiro de 1969 elevaram-no ao conceito de todos os comandantes sob cujas ordens tem servido em operações.


A sua acção no ataque inimigo a Bissássema em 8 e 9 de Fevereiro de 1968 define bem a sua excepcional têmpera. Estando o sector em que se encontrava instalado o grupo a que pertencia a ser atacado fortemente por elementos inimigos, que tinham tomado posição numa casa a cerca de 50 metros do perímetro defensivo, e que, aproveitando a escuridão total se preparavam para assaltar a posição, o soldado Quecumba Camará, tendo pedido para ir queimar a referida casa, deslocou-se debaixo de fogo até ás proximidades, incendiando-a com granadas de mão, e voltando sempre debaixo de fogo a ocupar o seu lugar na defesa. Mercê desta arrojada iniciativa, toda a instalação inimiga passou a ser claramente iluminada, permitindo que fosse batida eficazmente pelas nossas tropas que obrigaram o inimigo a retirar com pesadas baixas.


Pela sua actuação, o soldado n.º 82108364, Quecumba Camará, honra o exército a que pertence e deve ser apontado como valioso exemplo e seguir.
»
 

 


 

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Batalhão de Artilharia n.º 1914
 

Identificação:
BArt1914


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Lisboa)


Comandante:
Tenente-Coronel de Artilharia Artur Relva de Lima
Tenente-Coronel de Infantaria Hélio Augusto Esteves Felgas
Tenente-Coronel de Cavalaria António Maria Rebelo


2.º Comandante:
Major de Artilharia Fernando de Melo Vieira Ponces de Carvalho
Major de Artilharia Gonçalo Álvares Guedes Vaz


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Artilharia Emídio José da Rocha Pereira Rodrigues


Comandantes de Companhia:


Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão Mil.º de Infantaria José Manuel da Conceição Paraíso Pinto


Companhia de Artilharia 1690 (CArt1690):
Capitão de Artilharia Manuel Carlos da Conceição Guimarães
Capitão Mil.º de Artilharia Carlos Manuel Morais Sarmento Ferreira


Companhia de Artilharia 1691 (CArt1691):
Capitão de Artilharia António de Albuquerque
Capitão Mil.º de Artilharia José Reis Fernandes Leitão
Capitão Mil.º de Artilharia José Maria Torre Vale Santos
Alferes Mil.º de Artilharia José Júlio Barbosa de Morais Sarmento


Companhia de Artilharia 1692 (CArt1692):
Capitão de Artilharia José João de Sousa Veiga da Fonseca


Divisa:
"Sem Temor"


Partida:
Embarque no dia 8 de Abril de 1967, no NTT «Uíge»; desembarque em 13 de Abril de 1967 (a Companhia de Artilharia 1690 desembarcou em 15 de Abril de 1967).


Regresso:
Embarque no dia 3 de Março de 1969, no NTT «Uíge».
 

Síntese da Actividade Operacional
Em 15 de Abril de 1967, rendendo o Batalhão de Caçadores 1860 (BCac1860), assumiu a responsabilidade do Sector SI, com sede em Tite e abrangendo os subsectores de Tite, Jabadá, Fulacunda e Empada.


Em 6 de Maio de 1968, por subdivisão do subsector de Tite, foi criado o subsector de Nova Sintra;


Em 19 de Janeiro de 1969, o subsector de Empada passou à responsabilidade do Comando Operacional 4 (COP4), então criado.


Desenvolveu intensa actividade operacional, actuando prioritariamente sobre as bases inimigas existentes nas regiões do Quinara e Cubisseco e promovendo a ocupação e instalação de forças em Bissássema e Gubia, a fim de permitir a recuperação e segurança das populações e construção dos respectivos aldeamentos.


Pelos resultados obtidos e pela importância da manobra, destacam-se as operações "Nicotina", "Quebra Vento" e "Corsário Negro", entre outras.


Dentre o material capturado mais significativo, destaca-se: 1 metralhadora pesada, 4 metralhadoras ligeiras, 8 espingardas, 11 pistolas-metralhadoras e 132 granadas de armas pesadas.


Em 3 de Março de 1969, foi rendido no sector de Tite pelo Batalhão de Cavalaria 2867 (BCav2867), recolhendo a Bissau a fim de efectuar o embarque de regresso.


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A Companhia de Artilharia 1690 (CArt1690) seguiu em 17 de Abril de 1967 para Geba, tendo assumido em 20 de Abril de 1967 a responsabilidade do subsector de Geba, com destacamentos em Cantacunda, Camamudo, até finais de Maio de 1968, Banjara, até princípios de Outubro de 1968, Sare Banda, a partir de princípios de Janeiro de 1968, Sare Gana, a partir de finais de Abril de 1968 e Sinchã Sutú, de princípios de Janeiro a finais de Abril de 1968, ficando sucessivamente integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877) e depois do Batalhão de Cavalaria 1905 (BCav1905) e ainda do Batalhão de Caçadores 2856 (BCac2856).


Em 4 de Novembro de 1968, foi rendida pela Companhia de Caçadores 2437 (CCac2437), por troca, e seguiu para Bissau a fim de integrar o dispositivo do Batalhão de Caçadores 1911 (BCac1911), com vista a efectuar a segurança e protecção das instalações e das populações da área.


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A Companhia de Artilharia 1691 (CArt1691) foi atribuída ao Batalhão de Caçadores 1887 (BCac1887), assumindo, em 5 de Maio de 1967, a responsabilidade do subsector de Saliquinhedim, onde colmatou a saída anterior da Companhia de Caçadores 1422 (CCac1422).
Em 20 de Novembro de 1967, foi rendida por troca pela Companhia de Caçadores 1792 (CCac1792) e foi transferida para Farim, no mesmo sector, a fim de assumir as funções de subunidade de intervenção e reserva e cumulativamente a responsabilidade do respectivo subsector de Farim, tendo actuado em diversas acções realizadas nas regiões de Cumbamori, Mampatás, Biribão e Morés, entre outras, e tendo ainda destacado pelotões por períodos variáveis para reforço das guarnições de Canjambari, Jumbembém e Saliquinhedim.


De 18 de Novembro a 2 de Dezembro de 1968, foi temporariamente instalada em Jumbembém, com vista a actuar naquela zona de acção: destacou ainda dois pelotões para Canjambari, de 27 de Dezembro de 1967 a 23 de Janeiro de 1968, a fim de substituírem a Companhia de Caçadores 1525 (CCac1525) até à chegada da Companhia de Artilharia 2340 (CArt2340) e também outros dois pelotões para Saliquinhedim, de 1 a 25 de Junho de 1968, a fim de substituírem a Companhia de Caçadores 1792 (CCac1792) até à chegada da Companhia de Artilharia 2384 (CArt2384).


Em 28 de Fevereiro de 1969, foi substituida no subsector de Farim pela Companhia de Cavalaria 1748 (CCav1748), recolhendo seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.


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A Companhia de Artilharia 1692 (CArt1692) assumiu, em 16 de Abril de 197, a responsabilidade do subsector de Sangonhá, com um pelotão destacado em Cacoca, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Artilharia 1896 (BArt1896) e depois do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834).


Em 1 de Agosto de 1967, foi rendida por troca pela Companhia de Caçadores 1620 (CCac1620), assumindo a responsabilidade do subsector de Cameconde, com dois pelotões destacados em Cacine, no mesmo sector.


Em 28 de Dezembro de 1968, foi rendida em Cacine e Cameconde pela Companhia de Caçadores 2445 (CCac2445) e foi transferida para Bissau, a fim de reforçar o dispositivo do Batalhão de Caçadores 1911 (BCac1911), com vista a cooperar na segurança e protecção das instalações e das populações da área, permanecendo nesta situação até ao seu embarque de regresso.
 

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Batalhão de Cavalaria n.º 2867
 

Identificação:
BCav2867
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria José Luis Trinité Rosa
 

2.º Comandante:
Major de Cavalaria Francisco José Martins Ferreira
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Major de Cavalaria Carlos Dias Antunes
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão Mil.º de Artilharia Carlos Pedro da Fonseca e Silva
Capitão Mil.º de Artilharia Mário Pais Mexia Leitão
 

Companhia de Cavalaria 2482 (CCav2482):
Capitão de Cavalaria Henrique de Carvalho Morais
 

Companhia de Cavalaria 2483 (CCav2483):
Capitão de Cavalaria Joaquim Manuel Correia Bernardo
Capitão Mil.º de Artilharia João José Pires de Almeida Loureiro
Capitão Mil.º de Artilharia Ricardo José Prego Gamado
 

Companhia de Cavalaria 2484 (CCav2484):
Capitão de Cavalaria José Guilherme Paixão Ferreira Durão
 

Divisa:
"Somos como somos"
 

Partida:
Embarque em 23 de Fevereiro de 1969, no NTT «Uíge»; desembarque em 1 de Março de 1969
 

Regresso:
Embarque em 23 de Dezembro de 1970, no NTT «Uíge».
 

Síntese da Actividade Operacional
Em 3 de Maio de 1969, rendendo o Batalhão de Artilharia 1914 (BArt1914), assumiu a responsabilidade do Sector SI, com sede em Tite e abrangendo os subsectores de Títe, Nova Sintra, Jabadá e Fulacunda.


As suas subunidades mantiveram-se sempre enquadradas no dispositivo e manobra do seu batalhão [BCav2867]. Desenvolveu intensa actividade operacional de patrulhamento, reconheci-mento, batidas e emboscadas, de controlo dos itinerários e comandou e coordenou a actuação das subunidades do sector em várias operações realizadas na sua zona de acção.


Pelas baixas causadas ao inimigo, captura de armamento e material e amplitude e intensidade do esforço, destacam-se as operações "Armas Leais", "Gerês", "3.ª Estocada", "4.ª Batalha", "6.º Desforço", "Andar Ligeiro" e "Grande Roda" entre outras.


A par disso, coordenou e impulsionou a implantação de aldeamentos e a promoção socioeconómica das populações, bem como a sua segurança e defesa contra vários ataques desencadeados pelo inimigo aos aquartelamentos e aldeamentos.


Dentre o material capturado mais significativo, salienta-se: 4 metralhadoras ligeiras, 6 pistolas-metralhadoras, 12 espingardas e 5 lança-granadas foguete.


Em 15 de Dezembro de 1970, foi rendido no sector de Tite pelo Batalhão de Artilharia 2924 (BArt2924) e recolheu a Bissau para embarque de regresso.


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A Companhia de Cavalaria 2482 (CCav2482) seguiu imediatamente para Tite, assumindo a responsabilidade do respectivo subsector e rendendo a Companhia de Artilharia 2414 (CArt2414) em 2 de Março de 1969.


Em 30 de Junho de 1969, por rotação com a Companhia de Caçadores 2314 (CCac2314), assumiu a responsabilidade do subsector de Fulacunda.


Em 14 de Dezembro de 1970, foi rendida pela Companhia de Artilharia 2772 (CArt2772) e recolheu a Bissau para o embarque de regresso.

 

 


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A Companhia de Cavalaria 2483 (CCav2483) assumiu, em 7 de Março de 1969 a responsabilidade do subsector de Nova Sintra, com um pelotão destacado em S. João, até 31 de Maio de 1969, rendendo a Companhia de Artilharia 1743 (CArt1743).


Em 23 de Setembro de 1970, rendida pela Companhia de Cavalaria 2765 (CCav2765), foi transferida para Tite, a fim de substituir a Companhia de Cavalaria 2443 (CCav2443), na sua função de intervenção do sector, cumulativamente com a responsabilidade da quadrícula.


Em 14 de Dezembro de 1970, foi rendida pela Companhia de Cavalaria 2765 (CCav2765) e recolheu a Bissau para o embarque de regresso.


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A Companhia de Cavalaria 2484 (CCav2484) assumiu em 4 de Março de 1969 a responsabilidade do subsector de Jabadá, rendendo a Companhia de Artilharia 1802 (CArt1802).


De 3 de Novembro a 9 de Dezembro de 1969, destacou, temporariamente, três pelotões para Tite, a fim de possibilitar a substituição da Companhia de Caçadores 2314 (CCac2314) pela Companhia de Cavalaria 2443 (CCav2443), no subsector de Tite.


Em 9 de Dezembro de 1970, foi rendida pela Companhia de Artilharia 2773 (CArt2773) e recolheu a Bissau para o embarque de regresso.

 

 

 

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2.ª Companhia de Comandos Africanos
 

Identificação:
2ªCCmdsAfr


Comandante:
Tenente Graduado 'Comando' Mamadu Saliu Bari
Tenente Graduado 'Comando' Adriano Sisseco
Tenente Graduado 'Comando' Armando Carolino Barbosa
 

Início:

15 de Abril de 1971
 

Extinção:

7 de Setembro de 1974
 

Síntese da Actividade Operacional
Foi organizada e instruída em Fá Mandinga a partir de 15 de Abril de 1971 exclusivamente com pessoal africano natural da Guiné e foi formada com base em anterior Grupos de Comandos existentes junto dos batalhões e com graduados vindos da 1.ª Companhia de Comandos Africanos (1ªCCmdsAfr), tendo realizado o treino operacional de 28 de Agosto a 23 de Setembro de 1971, o qual incluiu a participação em operações realizadas nas regiões de Sancorlá-Cossarandim e Ponta Varela, no sector do Batalhão de Artilharia 2917 (BArt2917).


A subunidade ficou colocada em Fá Mandinga, com a função de intervenção e reserva do Comando-Chefe, tendo sido atribuída inicialmente ao Batalhão de Artilharia 2917 (BArt2917), com vista à realização de operações nas regiões de
Malafo-Enxalé, em 10 e 11 de Setembro de 1971 e
Gã Júlio, de 2 a 4 de Outubro de 1971.


Em meados de Outubro de 1971, passou a ficar instalada em Brá (Bissau) nas instalações do futuro Batalhão de Comandos (BCmds), em conjunto com a 1.ª Companhia de Comandos Africana (1ªCCmdsAfr) com a qual passou a tomar parte em operações realizadas em regiões diversas, nomeadamente nas regiões de
Cancodeá Beafada, em 6 de Outubro de 1971; do
Choquemone, de 18 a 22 de Outubro de 1971; de
Tancroal, de 29 de Outubro a 1 de Novembro de 1971; do
Morés, de 20 a 24 de Dezembro de 1971 e de 7 a 12 de Fevereiro de 1972; de
Gussará-Tambicó, de 30 de Maio a 3 de Junho de 1972 e ainda as operações preparatórias e de consolidação da instalação do Comando Operacional 7 (COP7) na península de Gampará (operação "Satélite Dourado"), de 11 a 15 de Novembro de 1971 e operação "Pérola Amarela", de 24 a 28 de Novembro de 1971.


Tomou também parte em operações desenvolvidas pelo Comando de Agrupamento Operacional 1 (CAOP1) na região de Caboiana-Churo, de 28 de Abril de 1971 a 1 de Maio de 1972, de 26 a 28 de Junho de 1972 e de 19 a 21 de Dezembro de 1972 e pelo Comando Opercional 4 (COP4), de 28 de Março a 8 de Abril de 1972.


Realizou ainda operações em diversas zonas de acção, nomeadamente na região de
Suarecunda, em 17 de Janeiro de 1972 e de 18 a 21 de Maio de 1972, no sector do Batalhão de Caçadores 3832 (BCac3832( e de

Sare Bacar, em 6 de Maio de 1972, no sector do Batalhão de Cavalaria 3864 (BCav3864), entre outras.


Em 2 de Novembro de 1972, foi integrada no Batalhão de Comandos (BCmds), então criado, tendo tomado parte em todas as operações planeadas e comandadas por este batalhão e tendo ainda sido atribuída algumas vezes para realização de operações desenvolvidas elos sectores ou comandos equivalentes.


A 2.ª Companhia de Comandos Africana (2ªCCmdsAfr) foi desactivada e extinta em 7 de Setembro de 1974, com as restantes forças do Batalhão de Comandos (BCmds).

 


 

 

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