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Angola

Angola - IMAGENS - Cedidas por ex-Combatentes ou em sites próprios

 

 

 

José Manuel Rodrigues Capela

 

Voluntário da Organização Provincial de Voluntários e Defesa Civil de Angola - OPVDCA

 

1961 a 1965

 

1963: Comandante de Secção n.º 156-A, da OPVDCA

 

 

 

 

             

 

 

 

 

 

7 de Junho de 1961

 

O campo de futebol em Luanda, o chamado Estádio dos Coqueiros, onde grandes equipas de futebol jogavam, como actualmente hoje o fazem. Naquele período de guerra, neste campo não se praticava futebol. Foi o local escolhido para alistamento na OPVDCA (Organização Provincial de Voluntários e Defesa Civil de Angola). Na qual, após ser alistado calhou-me ser recrutado para o norte de Angola, após 15 dias de instrução.

Este exercício era composto por: carreira de tiro ao alvo, salto à vala, corrida, rastejar, treoar à corda, etc.

 

Ao fim destes treinos saímos de Luanda a caminho do norte de Angola, a fim de travarmos o terror, sendo este identificado pelos movimentos de libertação, como sendo MPLA (Movimento Popular da Libertação de Angola), FNLA (Frente Nacional Libertação Angola), estes movimentos possuíam melhor armamento do que nós, além das catanas e canhangulos, também possuíam armas automáticas e também roquetes, algo que nós não tínhamos. Foi-nos entregue o seguinte armamento: uma catana, uma arma Mauser, uma saquinha com dois pentes de balas e um sabre. A farda constava de: chapéu de pala larga, blusão, calça e botas de cano.

 

 

Ainda no ano 1961 parámos numa das fazendas, cujo na foto ao meu lado esquerdo estava um colega voluntário com um ramo de café arábica.

 

Eu e o meu colega do lado direito possuímos uma arma de nome Mauser.

 

Esta fazenda, tal como muitas por onde passámos, encontrava-se totalmente destruída pelo terrorismo.

 

Continuando a nossa caminhada, passámos por: Negage, Carmona, Songo, onde nestes locais deparámos com muitas mortes, e tudo destruído.

 

Continuando em frente, fomos fixados na serra de Massarelos, já distinguidos como Destacamento 25, cujo quartel, feito por nós, ficou com este nome.

 

 

Grupo de voluntários (eu sou o do lado direito) no meio dos cafeeiros, com o objectivo

de dar segurança ao pessoal contratado pelo Estado para cultivar café

 

 

Destacamento de Massarelos estando nós todos juntos para içar a bandeira às 8 da manhã;

e às 20 era arreada

 

 

No caminho de uma batida (ao encontro do presumível inimigo) chegámos às cubatas (casa) dos terroristas, em plena Serra do Uíge. A maioria tinha fugido, a não ser um dos cabecilhas que se encontrava no interior da cubata da foto. Pedimos para ele sair informando-o que ninguém lhe faria mal, porém o terrorista não acatou as nossas ordens.

Incendiamos a cubata, para o obrigar a sair. De repente ele dá um salto jogando a catana para todos os lados, atingindo-me ligeiramente no pescoço, e pôs-se em fuga. Porém, acabou por ser atingido mortalmente pelos meus colegas voluntários no local.

 

 

Na chegada de uma batida da serra de Cananga com duração de 15 dias

 

 

Depois de ter acabado de analisar e limpar a metralhadora antiaérea

 

 

No comando do Grupo de Companhias de Carmona,

tínhamos acabado de chegar de uma batida

 

 

Num posto alto (árvore) a vigiar

 

 

De capacete, uso obrigatório nos momentos de perigo

 

 

Depois do nosso quartel ser alvejado: a nossa posição na foto, indica um dos

estilos da nossa defesa

 

 

Junto ao veículo MAN, cujos dizeres são os seguintes:

"Voluntários dão a Vida pela Pátria"

 

 

Numa batida na mata em que estávamos num momento de descanso

 

 

O Comandante de destacamento ordenou que fosse tirada esta foto:

antes de uma batida para reconhecimento posterior, caso acontecesse algo de mau na batida.

 

 

Na serra de Massarelos no refeitório

 

 

Fardado

 

 

Construção de uma jangada para atravessar o Rio Cuanza,

a fim de fazer batidas nas margens opostas

 

 

Imagem de um posto de vigia e de alguns trabalhadores que

trabalhavam nos cafeeiros

 

 

Símbolo da companhia n.º 2 e do destacamento n.º 13 na serra do Topo, onde dizia:

"Por Deus, pela Pátria, eis-nos aqui".

 

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