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ANGOLA
- IMAGENS - Cedidas por ex-Combatentes ou em
sites próprios


José Luís Reboleira Alexandre,
ex- Furriel Mil.º
3.ª Companhia
Batalhão de Caçadores
4511/74
Angola - Quixico (Outubro de
1974)

Informações cedidas
por um:
Veterano e colaborador do UTW
e por
José Luís R Alexandre
O Batalhão de
Caçadores 4511/74 foi comandado pelo Tenente-Coronel
Granjo de Matos, com a CCS e a 1ª em Nambuangongo, a 2ª
na Fazenda Beira Baixa e a 3ª no Quixico, no período
Out74-Dez74, após o que todo o efectivo foi retirado
para Luanda e instalado no GAC1; e regressou à Metrópole
em 06Out75

A identificação dos
presentes na foto pertencentes à minha companhia da esquerda
para a direita:
José Lobo de Pinho
Cancela de Abreu
Luís Filipe Cabrita
Farinha
José António Carvalho
Ferreira, falecido
em 14Dez1974 (Nota)
Elemento do Batalhão de
Caçadores 4515/73
José Luís Reboleira
Alexandre
Arlindo Fernandes
Gonçalves
Fernando Alberto Pascoal
de Oliveira,
falecido em 14Dez1974 (Nota)
Elemento do Batalhão de
Caçadores 4515/73
Elemento do Batalhão de
Caçadores 4515/73
Gilberto Sardinha do
Espírito Santo.
Nota:
No sábado 14Dez74,
faleceram devido a acidente, os seguintes militares daquela
3ª/BCac4511/74:
Soldado Hermano Ribeiro
Gonçalves, natural de Chão de Galegos, freguesia dos Montes
da Senhora, concelho de
Proença-a-Nova.
O motivo da morte dos
nossos camaradas foi efectivamente um capotamento da
Berliett em que seguiam os dois e o soldado condutor, na
viagem de regresso a Luanda, para o GAC 1, e
verificou-se algures entre Nambuangongo e o Caxito,
creio que já no asfalto.
Marcou-nos imenso
pois o que seria em principio o fim do período mais
difícil depois dos 3 meses no mato, sem luta note-se,
passados entre Lué, Quipedro e a base de Quixico,
tornou-se de repente na dura realidade da morte de dois
maravilhosos colegas e amigos pessoais no meu caso.
No Quixico recebemos
um esfarrapado e descalço elemento do MPLA, de seu
nome Manel se não me engano. Isto era apenas o prelúdio
para a situação em Luanda com a mistura dos elementos
dos 3 movimentos MPLA, UNITA e FNLA com as nossas tropas
e a luta fratricida entre eles. Foi aqui nesta cidade
que assisti no entanto às situações mais
dramáticas vividas pelos ex-colonos, e que parece que
até hoje toda a sociedade portuguesa teima em não querer
acreditar que existiu. Sobretudo nos últimos meses antes
do dia 11 de Novembro. Voltámos para Lisboa no mês de
Outubro de 1975. Exactamente a um mês da independência.
Segue também o crachá
da 3ª Cia do Bat Cac 4511/74. Sinais dos tempos, a pomba
da Paz, penso que uma ideia do nosso capitão Pedro Ramos
(ele poderá confirmar, se tirar um bocadinho do seu
tempo lá em Vila Real, para aparecer por aqui).
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