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Condecorações

Coronel de Artilharia Ricardo António Tavares Antunes Rei: Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 

 "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice - Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Nota de óbito

Fontes:

5.º Volume, Tomo VI, págs 333 e 334, da RHMCA / CECA / EME

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Imagens dos distintivos do veterano Carlos Coutinho

 

 

Faleceu, no dia 4 de Dezembro de 1992, o veterano

 

Ricardo António Tavares Antunes Rei

 

Coronel Tirocinado na situação de reforma

 

Companhia de Artilharia 250 (Guiné)

 

Comandante da

Companhia de Artilharia 750 / Batalhão de Artilharia 753 (Angola)

 

Comandante da

Companhia de Caçadores 1792 do Batalhão de Caçadores 1933 (Guiné)

«O QUE FIZERMOS VOS DIRÁ QUEM SOMOS»

 

Comandante da

Companhia de Caçadores 6 / CTIG (Guiné)

 

Batalhão de Artilharia 3881 (Angola)

«OS GRIFOS» - «CORAGEM E COESÃO»

 

Cruz de Guerra, de 1.ª classe

 

Nasceu em 24 de Novembro de 1938 na freguesia urbana de São Salvador, na cidade de Beja, filho de Maria da Silva Tavares e de Jaime Antunes Rei.

 

No ano lectivo 1959/60 da Academia Militar, conclui o tirocínio como aspirante-a-oficial de artilharia, sendo classificado na "especialidade de mobilização oficial de artilharia (B)";


De 8 a 13 de Fevereiro de 1960 frequenta na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas) o 8º curso de métodos de instrução;


Em 1 de Agosto de 1960 promovido a alferes do quadro permanente (n/m 50582111), da arma de Artilharia;


De 10 de Abril a 3 de Junho de 1961 frequenta no Regimento de Lanceiros 2 (RL2 - Ajuda) o curso básico de polícia militar;


Em 10 de Agosto de 1961, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarca em Lisboa com destino a Bissau, integrado na Companhia de Artilharia 250 (CArt250);


Em 1 de Dezembro de 1962 promovido a tenente;


Em 5 de Novembro de 1963 regressa à Metrópole;


Em 13 de Novembro de 1963 colocado no Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa (RAAF - Queluz);


Em 1 de Novembro de 1964 promovido a capitão (com antiguidade desde 15 de Junho de 1964);


Em 9 de Fevereiro de 1965, tendo sido mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo a Luanda, como comandante da Companhia de Artilharia 750 do Batalhão de Artilharia 753 (CArt750/BArt753);


Em 21 de Março de 1967 regressa à Metrópole e fica colocado na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas);


Em 20 de Março de 1968 nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarca em Lisboa com destino a Bissau, a fim de assumir o comando da Companhia de Caçadores 1792 do Batalhão de Caçadores 1933 (CCac1792/BCac1933);


Em 19 de Março de 1970 cessa o comando da Companhia de Caçadores 6 do Comando Territorial Independente da Guiné (CCac6/CTIG) e regressa à Metrópole, ficando colocado no Regimento de Artilharia Pesada 3 (RAP3 - Figueira da Foz);


Em 17 de Novembro de 1970 agraciado com uma Cruz de Guerra de 1ª classe por distintos feitos em combate;


Em 29 de Maio de 1972 mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, a fim de ser integrado no Batalhão de Artilharia 3881 (BArt3881);


Em 1 de Janeiro de 1974 graduado no posto de major, assumindo funções de oficial de informações e operações adjunto de comando do batalhão;


Em 3 de Setembro de 1974 regressa definitivamente à Metrópole;


Em 3 de Dezembro de 1974 colocado na Escola Prática de Artilharia (EPA - Vendas Novas);


Em 5 de Maio de 1975 louvado em portaria do Ministério do Exército.

 

 


Paz à sua Alma

 

Cruz de Guerra, de 1.ª classe
 

 

Capitão de Artilharia
RICARDO ANTÓNIO TAVARES ANTUNES REI
 

CCac1792/BCac 1933 - RI 15
CCac6 - CTIG
GUINÉ
 

1.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 1 - 2.ª série, de 1971.
Por Portaria de 17 de Novembro de 1970:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Capitão de Artilharia, Ricardo António Tavares Antunes Rei, da Companhia de Caçadores n.º 1792 do Batalhão de Caçadores n.º 1933, e, posteriormente, da Companhia de Caçadores n.º 6, com a medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela OE):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Capitão de Artilharia, Ricardo António Tavares Antunes Rei, pela forma altamente eficiente corno comandou, inicialmente, a Companhia de Caçadores n.º 1792 e, posteriormente, a Companhia de Caçadores n.º 6, durante a sua comissão de serviço no Teatro de Operações da Guiné.


Oficial dotado de vincada personalidade, de invulgares qualidades de comando, de elevado espírito de missão e inultrapassável sentido do dever, impôs-se, naturalmente, à consideração, ao respeito e à amizade, não só das suas tropas, como das populações das áreas onde actuou e no seio das quais granjeou o mais alto prestígio.


Desenvolveu uma intensa e bem orientada actividade operacional em zona sensível do teatro de operações, revelou excepcional dinamismo, espírito de iniciativa, extraordinária capacidade de trabalho e determinação, dotes estes que lhe permitiram o conhecimento perfeito da sua zona de acção e consequente acção de controlo e o impuseram à admiração e confiança do comando superior.


Na operação "Grande Ronco" (nota1), apesar de a viatura em que seguia ter accionado uma mina, que provocou a destruição daquela e a morte de um militar, embora projectado à distância, o Capitão Rei, numa inequívoca demonstração de coragem, serenidade e perfeita noção do dever, imediatamente continuou a exercer o comando, de maneira eficiente, até ao integral cumprimento da missão.


Na operação "Royal" (nota2), tendo sido gravemente ferido durante o combate um seu subordinado nativo, que ficou prostrado em terreno aberto, o Capitão Rei não hesitou em ser ele só a lançar-se à recolha do militar, sob intenso fogo do inimigo, com evidente risco da própria vida, reafirmando, assim, as suas qualidades de ousadia, coragem e abnegação.


De salientar ainda a sua acção nas operações "Lâmpada Mágica", "Câmbio" e "Serafina", em que, ocupando sempre os lugares de maior risco e onde a acção do comando se impunha, deu insofismáveis provas de coragem, decisão e serena energia debaixo de fogo, frente ao inimigo.
Tendo assumido o comando da Companhia de Caçadores n.º 6, para o qual foi nomeado, por escolha, em condições muito críticas de disciplina, imediatamente se impôs ao respeito e consideração dos seus subordinados, mercê do seu senso, energia e exemplo de coragem, no comando da Companhia em acções de guerrilha.


O Capitão Rei, pelo raro conjunto de altas qualidades de chefia em campanha que nele se cruzam, pela elevada noção de grandeza da profissão militar, ganhou jus a ser apontado como um oficial de elite que muito honra a Arma de Artilharia e o Exército Português, tendo conquistado o direito ao agradecimento da Pátria, pelos altos serviços prestados, em campanha, no Teatro de Operações da Guiné.

 

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(nota1)

 

Operação 'Grande Ronco' (Companhia de Caçadores 1792 integrada no COSAF - Comando Operacional do Sector de Aldeia Formosa):

 

Domingo, dia 14 de Julho de 1968, itinerário Buba > Aldeia Formosa, deflagrações de minas causam dois mortos às Nossas Tropas:

 

Carlos Alberto de Sampaio e Melo da Veiga Valente

 

Carlos Alberto de Sampaio e Melo da Veiga Valente, Furriel Mil.º Atirador, n.º 01602465, natural da freguesia de Izeda, concelho de Bragança, solteiro, filho de Augusto Xavier da Veiga Valente e de Maria Angelina da Silveira de Sampaio e Melo de Almeida Lage Valente.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 - Tomar) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na Companhia de Caçadores 1792 do Batalhão de Caçadores 1933 «O QUE FIZERMOS VOS DIRÁ QUEM SOMOS».

 

Faleceu no dia 14 de Julho de 1968, em Aldeia Formosa, vítima de ferimentos em combate (explosão de minas).

 

Está inumado no cemitério Paroquial de Rio Torto, concelho de Valpaços.

 

 

Mamadu Uri Bari

 

Mamadu Uri Bari, Caçador Nativo.

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné para servir Portugal naquela Província Ultramarina integrado na Companhia de Caçadores 1792 do Batalhão de Caçadores 1933 «O QUE FIZERMOS VOS DIRÁ QUEM SOMOS».

 

Faleceu no dia 14 de Julho de 1968, em Aldeia Formosa, vítima de ferimentos em combate (explosão de minas).

 

Está inumado no cemitério de Aldeia Formosa, Guiné.

 

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(nota2)

 

Operação 'Royal' (Companhia de Caçadores 1792, em reforço ao Batalhão de Caçadores 2834).

 

5.ª feira, dia 8 de Agosto de 1968, emboscada inimiga na estrada de Mampatá entre as pontes dos rios Habi e Missirã, causa dois mortos às Nossas Tropas:

 

 

Aladja Bari

 

Aladja Bari, Caçador Nativo, natural do lugar de Aldeia Formosa, da freguesia de Buba, concelho de Fulacunda.

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné para servir Portugal naquela Província Ultramarina integrado na Companhia de Caçadores 1792 do Batalhão de Caçadores 1933 «O QUE FIZERMOS VOS DIRÁ QUEM SOMOS».

 

Faleceu no dia 8 de Agosto de 1968, em Aldeia Formosa, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério da localidade de nascimento.

 

 

Issa Baldé

 

Issa Baldé, Caçador Nativo, natural do lugar de Aldeia Formosa, da freguesia de Buba, concelho de Fulacunda.

 

Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné para servir Portugal naquela Província Ultramarina integrado na Companhia de Caçadores 1792 do Batalhão de Caçadores 1933 «O QUE FIZERMOS VOS DIRÁ QUEM SOMOS».

 

Faleceu no dia 8 de Agosto de 1968, em Aldeia Formosa, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério da localidade de nascimento.

 

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