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Condecorações

Rui Manuel Rodrigues Vieira, Soldado de Transmissões de Infantaria: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VIII, pág. 148, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 290 e 291, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 167, pág. 21, de Novembro de 1973

Distintivos cedidos pelo veterano Carlos Coutinho

 

 

 

Rui Manuel Rodrigues Vieira

 

Soldado Transmissões de Infantaria, n.º 01348070

 

Companhia de Caçadores 2774

 

«OS VÂMBALOS»

 

Batalhão de Caçadores 2925

 

«RAPOSAS» - «A OUTROS NÃO TEMEMOS»

 

Angola:

 

12Out1970 a Nov1972

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Prémio 'Governador'

 

 

Rui Manuel Rodrigues Vieira, Soldado de Infantaria, n.º 01348070, natural da freguesia de Santa Isabel, concelho e distrito de Lisboa.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria  1 (RI1 - Lisboa) para servir Portugal naquela Província Ultramarina de Angola, Fazenda de Santa Isabel e Luanda, integrado na Companhia de Caçadores 2774 «OS VÂMBALOS» do Batalhão de Caçadores 2925 (nota) «RAPOSAS» - «A OUTROS NÃO TEMEMOS», no período de 12 de Outubro de 1970 a Novembro de 1972.

 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Soldado de Infantaria, n.º 01348070
RUI MANUEL RODRIGUES VIEIRA
 

CCac2774/BCac2925 - RI1
ANGOLA
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na DE n.º 7 — 3.ªsérie, de 1974.
 

Agraciado, com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro de 1971, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 29 de Dezembro de 1972, o
 

Soldado de Infantaria, n.º 01348070, Rui Manuel Rodrigues Vieira, da Companhia de Caçadores 2774 do Batalhão de Caçadores 2925, mobilizada pelo Regimento de Infantaria n.º 1.
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado nas OS n.º 09, de 30 de Dezembro de 1972, do CCFAA e n.º 12, de 09 de Fevereiro de 1973, do QG/RMA):
 

Por despacho de 20 de Dezembro de 1972, o General Comandante-Chefe louvou o Soldado de Infantaria (Transmissões), n.º 01348070, Rui Manuel Rodrigues Vieira, da Companhia de Caçadores 2774 do Batalhão de Caçadores 2925, mobilizada pelo Regimento de Infantaria n.º 1, pelas extraordinárias qualidades de combatente evidenciadas repetidas vezes durante a sua comissão, sempre revelando elevado espírito de missão, coragem, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo.


É digno de realce o seu comportamento em determinada operação em que, progredindo na frente, soube contagiar todos os camaradas com o seu entusiasmo e agressividade, localizando um acampamento terrorista e sendo o primeiro a lançar-se ao assalto, sem temer o fogo inimigo.


Noutra fase da mesma operação, progredindo igualmente na frente e estando as NT (Nossas Tropas) a ser alvejadas pelo inimigo, ultrapassou, juntamente com outro camarada, debaixo de fogo e a peito descoberto, um morro de capim a fim de encontrar posição de onde pudesse desalojá-lo, o que efectivamente aconteceu.


É de salientar o facto do soldado Vieira, apesar da sua especialidade de transmissões, ser, antes de mais, um combatente, e sempre se ter comportado com grande bravura, espírito de sacrifício, sem nunca descurar o desempenho das suas funções específicas.


Deste modo, torna-se de inteira justiça salientar os valorosos serviços por si prestados, fazendo jus a este público louvor.

 

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Jornal do Exército, ed. 167, pág. 21, de Novembro de 1973

 

Soldado de Infantaria Rui Manuel Rodrigues Vieira

 

Esteve na Metrópole em gozo de férias por ter sido distinguido com o Prémio Governador-Geral de Angola, o Soldado n.º 0134870 do Batalhão de Caçadores 2925 do Regimento de Infantaria 1 (BCac2925/RI1), Rui Manuel Rodrigues Vieira, natural da freguesia de Santa Isabel, concelho e distrito de Lisboa.


Foi distinguido porque «em determinado deslocamento auto, quando uma viatura da coluna em que seguia integrado, accionou um engenho explosivo, o seu valoroso comportamento foi decisivo, tanto no socorro prestado aos seus camaradas feridos, como na evacuação dos mesmos, um dos quais era o Oficial Comandante da Coluna.


O Soldado Vieira, evidenciando deste modo muita decisão e coragem, tendo sido o primeiro a acorrer ao local da explosão, socorrendo imediatamente os feridos, sem recear o perigo de ser alvejado por possíveis elementos inimigos que estivessem emboscados.


Rapidamente e por sua exclusiva iniciativa tratou com eficiência das transmissões necessárias à comunicação da ocorrência e à obtenção dos meios de evacuação. Sendo necessário depois transportar os feridos para uma base táctica, enquanto os meios de socorro não chegavam, tomou a iniciativa de reorganizar a coluna e pô-la em marcha, dando o exemplo aos seus camaradas e impondo-se aos civis que seguiam incorporados na mesma.


O Soldado Vieira revelou grande serenidade, consciência da sua missão, responsabilidade como operador de transmissões, muita coragem, elevada noção de camaradagem e notável espirito de decisão e iniciativa.


«Por tudo o que fica referido é merecedor de alta consideração de todos os seus superiores e camaradas, a quem deve ser apontado como exemplo.»

 


 

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(nota)

 

Batalhão de Caçadores N.º 2925


Identificação:
BCac2925


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 1 (RI1 - Lisboa)


Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria Guilherme Henrique da Costa


2.º Comandante:
Major de Infantaria Norberto Amílcar Sousa Luís dos Ramos


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Major de Infantaria Manuel Francisco da Silva
Capitão de Infantaria Francisco Joaquim de Passos Águas


Comandantes de Companhia:


Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército Francisco Duarte
Capitão de Infantaria Diamantino Ribeiro André
Capitão de Infantaria Francisco Joaquim de Passos Águas
 

Companhia de Caçadores 2774 (CCac2774):
Capitão Mil.º de Artilharia Valdemar Fialho da Costa Neves
 

Companhia de Caçadores 2775 (CCac2775):
Capitão de Infantaria Hermenegildo António Leite Mota
 

Companhia de Caçadores 2776 (CCac2776):
Capitão de Infantaria Francisco Joaquim de Passos Águas
Tenente Mil.º de Infantaria Alfredo José Antelo Teixeira Pinto
Capitão de Infantaria Diamantino Ribeiro André
 

Divisa:
"Raposas"
 

Partida:
Embarque a 3 de Outubro de 1970, no NTT 'Vera Cruz'; desembarque em 12 de Outubro de 1970
 

Regresso:
Embarque em 19, 21, 25 e 30 de Novembro de 1972
 

Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Caçadores [BCac2925] foi destinado ao subsector de Quitexe, no sector do Uige, na ZMN (Zona Militar Norte), onde substituiu o Batalhão de Caçadores 2873 (BCac2873).


O dispositivo foi:


Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) em Quitexe, a
Companhia de Caçadores 2774 (CCac2774) na Fazenda Santa Isabel, a
Companhia de Caçadores 2775 (CCac2775) em Aldeia Viçosa e a
Companhia de Caçadores 2776 (CCac2776) na Fazenda Zalala.


O Batalhão de Caçadores [BCac2925] assumiu a responsabilidade da ZA (Zona de Acção) em 26 de Outubro de 1970. Como reforços, tinha a Companhia de Artilharia 2517 (CArt2517) e depois a Companhia de Caçadores 3367 (CCac3367) em Vista Alegre, a Companhia de Cavalaria 2442 (CCav2442) e depois a Companhia de Caçadores 2569 (Ccac2569) na Fazenda Luísa Maria e a Companhia de Caçadores 1306 do Batalhão de Infantaria 22 (CCac1306/RI 22 - Guarnição normal) e depois a Companhia de Caçadores 1305 do Batalhão de Infantaria 22 (CCac1305/RI 22 - Guarnição normal) na Fazenda Liberato; o Pelotão de Morteiros 2198 (PewlMort2198) e depois o Pelotão de Morteiros 3096 (PelMort3096) apoiaram o Batalhão de Caçadores [BCac2925] em Quitexe e ainda os Grupos Especiais 208, 217, 223 e 222, bem como as Baterias 2581 e 3421 (Btr2581 e Btr3421).


Na ZA (Zona de Acção), o inimigo encontrava-se fortemente implantado e opôs-se tenazmente às penetrações das NT (Nossas Tropas); usou minas ACar e APes (Anti-carro e Anti-Pessoais) e atacou com frequência algumas das 63 fazendas em laboração, causando mortos e feridos entre os trabalhadores e populações apresentadas; todavia, sofreu baixas com a reacção das defesas das fazendas, como em 18 de Março de 1972.


As NT (Nossas Tropas)conseguiram em terrenos muito ravinados e cobertos de densa mata resultados compensadores pelas baixas e armamento apreendido. Com reforços eventuais de forças do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21), 33.ª Companhia de Comandos (33ªCCmds), Batalhão de Caçadores 12 (BCac12) e outras, foram realizadas as operações


"Milho Rei",
"5.ª Intervenção",
"Mala Posta",
"Piparote",
"Peão 2",
"Salto 41 e 42",
"Zulu",
"1.ª Insistência",
"Banga 1" e em especial a operação
"Copa 25".


Após algumas destas operações apresentaram-se, com as populações, alguns elementos activos, que forneceram elementos que facilitaram e tornaram proveitosa a actividade operacional subsequente.


Em 29 de Abril de 1972, o Batalhão de Caçadores [BCac2925] foi rendido na ZA (Zona de Acção) pelo Batalhão de Caçadores 3879 (Bcac3879), rodando para Luanda onde constituiu reserva de CCFAA (Comando-Chefe das Forças Armadas de Anola) , substituindo o Batalhão de Cavalaria 2909 (BCav2909), em 2 de Maio de 1972.


Nesta situação interveio em várias operações na ZMN (Zona Militar Norte), como "Farol IH", "Estrada IH", etc., que possibilitaram a recuperação de grande número de pessoas.


Em 13 de Novembro de 1972, foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 3848 (Bcac3848).

 

 

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