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Abna Na Onça, Capitão
de 2.ª Linha
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HONRA
E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo IV, págs 364 e 365, da
RHMCA / CECA / EME
8.º Volume, Tomo II, pág. 415, da RHMCA /
CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 93, de Setembro de
1967
Elementos cedidos por um colaborador do
portal UTW |
 
Abna Na Onça
Capitão de 2.ª Linha
Comandante de uma
Companhia de Polícia
Administrativa
Regedor do
Posto de Enxalé,
Guiné
Cruz de Guerra de 1.ª classe
Medalha de Promoção por Distinção
Prémio Governador da Guiné
Abna Na Onça, Capitão
de 2.ª Linha, nascido em Porto Gole, na Guiné, filho de
Bissrana Emasonça, casado com Insinlé Na Ban e Binhere
Na Cunha.
Serviu Portugal na
Província Ultramarina da Guiné, como comandante de uma
Companhia de Polícia Administrativa e Regedor do posto
de Enxalé.
Promoção, por
distinção, a Tenente de 2.ª linha
Faleceu, no dia 14 de
Abril de 1967, vítima de ferimentos em combate, devido a
ataque inimigo ao destacamento de Bissá.
Está inumado na campa
n.º 4, fileira n.º 4, do cemitério de Bissau (Guiné).
Paz à sua Alma
Louvado e condecorado
com a Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª classe, a título
póstumo, pela Portaria de 23 Maio de 1967, publicado na
Ordem do Exército n.º 14 - 2.ª série, de 1967.
Agraciado com o
Prémio Governador da Guiné, publicado no Jornal do
Exército, ed. 93, pág. 26 e 27, de Setembro de 1967.
Cruz de Guerra de 1.ª classe
Capitão
de 2.ª Linha
ABNA NA ONÇA
Polícia
Administrativa - CTIG
GUINÉ
1.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do
Exército n.º 14 - 2.ª série, de 1967.
Por Portaria de 23 de Maio de 1967:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, a título
póstumo, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província da Guiné
Portuguesa, o Capitão de 2.ª Linha, Abna Na Onça, do
Comando Territorial Independente da Guiné.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do
Exército):
Louvado o Capitão de 2.ª linha, Abna Na Onça, pela
bravura, decisão, serena energia e sangue-frio debaixo
de fogo e pelas extraordinárias qualidades demonstradas,
não só no comando de uma Companhia de Polícia
Administrativa, mas também no desempenho fiel das suas
funções de regedor.
Tomou parte em grande número de acções militares
realizadas na área da sua regedoria, como guia e
conselheiro dos chefes militares, e comandou também
inúmeras acções isoladas da sua Companhia.
Era grandemente temido pelo inimigo, que procurou sempre
aniquilá-lo.
Dos seus feitos militares, destacam-se os seguintes:
Foi gravemente ferido na abertura do itinerário Porto
Gole-Enxalé, em Flora.
Tomou parte numa acção policial, por ele planeada e
comandada, na região de Dembel, da qual resultou a
destruição de um acampamento e em que foram causadas
pesadas baixas ao inimigo. No regresso, ao sofrer forte
emboscada, agrupou sabiamente os seus homens,
 debaixo
de fogo, mantendo-se sempre de pé, do que resultou ser
ferido.
Desta acção resultou a sua promoção, por distinção, a
Tenente de 2.ª linha.
Em 30 de Setembro de 1964, quando seguia integrado numa
patrulha militar, as balas inimigas concentraram-se na
sua figura, de pé, do que resultou ser novamente ferido.
No grupo emboscado inimigo pereceu o chefe que dera
ordem para o aniquilar.
Regressando do hospital e apesar de ainda sentir dores
no pé atingido, assumiu imediatamente o comando da
Companhia de Polícia Administrativa, em Porto Gole,
continuando a desenvolver actividade incansável, de tal
modo que, em 08 de Abril de 1965, com uma patrulha de
reconhecimento, capturou pessoal e armamento ao inimigo
na área de Sée.
Pelo conjunto destas e de outras acções, foi proposto
para a promoção, por distinção, a Capitão de 2.ª linha.
Da sua actividade como regedor, destaca-se o grande
prestígio e consideração que lhe eram tributados pela
população Balanta da regedoria de Enxalé e pelos
militares de todas as patentes que com ele contactavam.
Aconselhava judiciosamente os chefes de tabanca e de
morança, respeitava a opinião dos homens grandes e
experientes, reprimia com mão de ferro as rebeldias dos
mais novos e transmitia fielmente as directivas das
autoridades civis e militares.
Junto das mais altas individualidades, expunha
francamente a sua opinião e apresentava críticas
construtivas e leais.
Na área da sua regedoria é-lhe bem conhecida a frase:
"Os régulos Balantas morrem de pé"; e em 14 de Abril de
1967, Abna Na Onça é mortalmente ferido na defesa da
tabanca de Bissá, da sua regedoria, em resultado de um
ataque inimigo, em que todos os tiros se concentraram no
local onde se encontrava.
Ferido por três vezes em combate, merecedor de duas
promoções por distinção e de um Prémio Governador da
Guiné, morto ao serviço da Pátria, à qual jurou
fidelidade, o Capitão de 2.ª Linha e regedor Abna Na
Onça merece ser considerado um herói da mais fina
têmpera.
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Prémio Governador da Guiné
Abna Na Onça,
Capitão de 2.ª linha
Comandante de uma Companhia de Polícia
Administrativa e Regedor do posto de
Enxalé, na Guiné
Companhia de Artilharia
1661
"O Capitão de 2.ª linha
Abna na Onça, promovido por distinção,
como
já o tinha sido a Tenente, pelos seus
feitos em combate, constituiu um exemplo
de bravura e de fidelidade à Pátria,
morrendo a lutar, no passado dia 14 de
Abril [1967],
em defesa da tabanca de Biná.
Comandava uma Companhia
de Polícia Administrativa e era regedor
do posto de Enxalé. Foi ferido três
vezes em combate e em circunstâncias que
se revestiram sempre de grande mérito:
na abertura do itinerário Porto Gole -
Enxalé; na destruição de um acampamento
na região de Dembel, capturando diverso
material e infligindo pesadas baixas ao
inimigo; e na reacção a uma emboscada,
em 30 de Setembro de 1964, de que
resultou ter sido abatido o chefe do
bando inimigo.
É ainda de salientar a
acção em 8 de Abril de 1965, na região
de Sée, através da qual logrou capturar
pessoal e armamento inimigo.
Prémio «Governador da
Guiné, visitou a Metrópole em Julho do
ano transacto."



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