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Nó Górdio

 

 

Moçambique: «Operação Nó Górdio»

 

Operação "Nó Górdio"

 

 

 

Fausto Domingos Fidalgo

 

Soldado Condutor Auto-Metralhadora

 

Cruz de Guerra, 4.ª classe

(OE n.º 15, 3.ª série, de 1969)

 

1.º Pelotão FOX do Esquadrão de Cavalaria 2

 

Região Militar de Moçambique

 

Tombou em combate no dia 4 de Julho de 1970

 

"...morreu queimado dentro do próprio granadeiro vitima de emboscada ..."

 

"... participava na "Nó Górdio, cerco Norte."

Contributos:

operação "Nó Górdio"

 

Para visualização dos conteúdos das mensagens clique nas palavras sublinhadas que se seguem:

 

5.ª - Mensagem de João Azevedo, de 21Mai2006

4.ª - Mensagem de Carlos Costa de 20Mai2006

3.ª - Mensagem de João Azevedo, de 20Mai2006

(resposta de João Azevedo à mensagem do veterano Carlos Costa de 19Mai2008 - clique aqui para visualização da referida mensagem)

2.ª - Mensagem de João Azevedo, de 14 de Dezembro de 2006

1.ª - Mensagem de Emídio Almeida, de 13 de Dezembro de 2006

 

Contributos cedidos pelo veterano Ilídio Costa, da Companhia de Caçadores de Mocímboa da Praia

 

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Enviado por João Azevedo, ex-Alferes Mil.º do Esquadrão de Cavalaria 2

 

De: João Azevedo
Enviada: quarta-feira, 21 de Maio de 2008 0:24
Para: Carlos Costa; Ant. Pereira Silva (ec2); Armando Martins (Esq.Cav. 2); Armando Ribeiro (E.C.2); Fernando Costa (E.Cav 2); Fernando Ribeiro (ESQ 2); Francisco Andrade (EC2); João Oliveira ESQ 2; jose sardinha (ec2); Luís Jacinto Pereira (Esq. Cav. 2); MANECAS (ECAV 2); Manuel P. Martins (ESQCAV 2); Manuel Pinto (ESQ Cav 2); ROGER; Salreta Vilhena (EC2); Vitor Baião
Assunto: Re: FAUSTO

 

CARO CARLOS COSTA,

Quero desde já dizer-lhe que o seu testemunho é muito importante neste trágico acidente, tal como outros serão noutros casos. Repare eu dei a minha opinião mas estava no Sagal, o meu amigo está no local. Isto é que é importante contar. No meu caso, terminei a comissão em Mueda no último dia de Julho, regressando a Lourenço Marques e depois no final do ano regressei ao continente, isto, para dizer que nem sequer tive tempo para discutir coisas que aconteceram, como foi o caso dos leões no Chindorilho, você estava no sitio certo. No dia seguinte ao acidente fui eu mais o meu pelotão o 2º que fomos rebocar com o PAD a FOX para Mueda. Entretanto sabe que outros acidentes com minas e até a terrível emboscada no "túnel" de Diaca me deixaram numa situação muito ingrata. E tomei essa decisão contra o que você chama de comandante CR, que apresentou queixa por desobediência da minha parte, que me levou a uma espécie de "julgamento" a Mueda e não fora aparecer nesse dia 15 de Julho o meu Capitão e iria com certeza parar à Xefina. Contos largos que temos que todos fazer na história da "Nó Górdio". Todos nós fizemos um bom serviço e nunca fomos pagos por tal!

 

Não me disse para onde vive, mas se um dia passar pela Covilhã pergunte por mim que terei muito prazer em estar consigo. Vou mandar esta mensagem também ao Cardoso Martins, "meu" radiotelegrafista e a outros camaradas com quem contacto frequentemente e alguns vão estar lá em Carrazeda, desejando que participem nesta conversa. Um abraço e continue a contactar.

 

João Azevedo

 

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Enviado por Carlos Costa, ex- Radiotelegrafista da CCS do B. CAÇ 2918

 

From: Carlos Costa

Sent: Tuesday, May 20, 2008 11:52 PM

To: João Azevedo, A. Pereira Silva

Subject: Re: FAUSTO

 

Caro camarada

Nesse dia ,eu era o Radiotelegrafista que ia no granadeiro... Eu pertencia à CCS do BArt 2918. Tínhamos  como  comandante  o tenente Coronel Celestino  Rodrigues, que  depois  nos deixou.

 

 A CCS  mudou para NANGADE, que depois tivemos como Comandante o Tenente Coronel  Vasconcelos Porto. O comandante de companhia era o Ex. Capitão Sousa e Castro Hoje Coronel.

 

O meu oficial  de Transmissões era o Alferes Miliciano BOAVIDA.

 

O Alferes Miliciano Manuel António  foi evacuado...Nos só esperamos de apagar o fogo, onde o nosso camarada morreu .Nos nesse dia 4 de Julho tínhamos saído de manhã, mas voltamos a Sagal, COM o nosso camarada dentro de uma caixa das de rações de Combate. Recordo ter pedido ao Ex-  Furriel Pereira da Silva para puxar o granadeiro um pouco para traz já que estávamos a muita pouca distancia da FOX.

 

Quanto ao acidente não tenho que procurar mais, vivi em carne própria.

 

Se estivesse ai me faria presente alem de não pertencer ao esquadrão mas nesse dia fiz o serviço, já que todos os radiotelegrafistas estavam cansados. Estava eu recém-chegado ao Sagal, pois cheguei a Mueda no dia 1 de Julho  de 1970 e com pouca experiencia do rádio AN-GRC9.

 

Um abraço

Carlos Costa

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Enviado por João Azevedo, ex-Alferes Mil.º do Esquadrão de Cavalaria 2

 

De: João Azevedo

To: Carlos Costa, A. Pereira Silva

Sent: Tuesday, May 20, 2008 2:24 PM

Subject: FAUSTO

 

Caro camarada

Nesse dia fatídico, eu era o Comandante interino do Esq. Cavalaria 2 de Mueda, mas na data no Sagal (Cerco Norte).

 

O Alferes Miliciano Manuel António comandava o 1º Pelotão em direcção a Mueda e o Furriel Miliciano era o Pereira da Silva.

 

Encontrar o ex-Alferes é questão de procurar no Tribunal de Coimbra, pois ele tem como advogado um cartório atrás do Tribunal.

 

Quanto ao Pereira da Silva vou estar com ele no próximo sábado, no encontro anual do nosso Esquadrão e será em Carrazeda de Ansiães.

 

Prometo colocar no site uma foto do Pereira da Silva, que vive em Lisboa, mas vai estar lá.

 

Desconheço se conhece mais alguém, mas se estiver para os lados de Mirandela apareça no nosso encontro que será bem recebido.

 

Quero ainda dizer-lhe que no site onde procurou pelo FAUSTO, há artigos e descrições do incidente.

Procure "Nó Górdio".

 

Um abraço e sempre ao dispor.

João Azevedo

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Enviado por João Azevedo, ex-Alferes Mil.º do Esquadrão de Cavalaria 2

De: João Azevedo
Enviada: quinta-feira, 14 de Dezembro de 2006 23:04
Para: ... UTW...
Assunto: Ultramar: Guerra Colonial - Generalidades

A morte de FAUSTO DOMINGOS FIDALGO.

É real o episódio contado pelo Emídio de Almeida e o nome do saudoso Fausto, consta da lista que V. Baião compilou, sobre os mortos na "Nó Górdio".

Este relato pode constar como mais um subsídio para que a história desta operação seja contada.

Permito-me não corrigir, mas acrescentar algo aproveitando a oportunidade da lembrança que nos foi colocada. O Fausto efectivamente pertencia ao 1º Pelotão do Esq. Cav. 2 e era condutor FOX e a referência da não adaptabilidade das "FOX" a este tipo de operações, referida pelo Cap. MATOS GOMES, no seu livro e que aqui já transcrevi, era exactamente pela não blindagem da base das viaturas. A mina deflagrada por controlo à distância, era incendiária. A torre soltou-se com os dois apontadores, que felizmente pouco ou nada sofreram, mas o Fausto ficou cravado no volante, sem fuga possível e crivado de balas que explodiram de todos os lados. Triste episódio. O 1º pelotão era comandado pelo Alferes Miliciano Manuel António, hoje distinto advogado em Coimbra. Todos sabem o que é "pau preto", isto é, o corpo do Fausto foi retirado carbonizado e com essa configuração. Jamais esqueci essa imagem dolorosa. Portanto o Fausto não fazia na altura coluna de reabastecimento, mas participava na "Nó Górdio", no cerco Norte. O depoimento do Sr. Emídio comprova a forma mortal como se iniciou a operação. Acrescento que também comprova as palavras de Matos Gomes, quando se refere a militares em fim de comissão. Este grave incidente mostrou a LM a guerra que se travava no Norte. O Fausto vivia em LM e era figura conhecida.

Ele como muitos outros foram chamados ao Norte, em situação psicológica pouco agradável. PAZ À SUA ALMA.

João Azevedo

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Enviado por Emídio Almeida, ex-Radiotelegrafista, da Companhia de Artilharia 2718

 

De: Emídio Almeida
Enviada: quarta-feira, 13 de Dezembro de 2006 22:35
Para: UTW
Assunto: Feliz Natal e Bom Ano a todos os combatentes da guerra colonial.

 Como ex radiotelegrafista da CArt 2718 no Sagal  minha companhia rendeu a CArt2453 em Junho de 1970 meu primeiro serviço foi na operação No Gordio  onde estive emboscado no afamado Chindorilho que ficava entre Sagal e Mueda passagem de guerrilheiros da Frelimo precisamente nessa emboscada tivemos conhecimento de ter morrido o Dr. Oliveira Salazar.

Nessa mesma operação destaco a morte de um grande operacional de granadeiro do Esquadrão de Cavalaria o militar Fausto que morreu queimado dentro do próprio granadeiro vitima de emboscada quando regressavam a Mueda em coluna de reabastecimento a quartéis passagem por Sagal procedente de Mocímboa da Praia. Logística que era feito entre dois a três dias.

Esquadrão de cavalaria conhecidos em código (Ribeira) estacionados em Mueda.

 

 

 

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